Uma paciente de 43 anos de idade sofreu um acidente, em 2018, que a deixou paraplégica, com lesão medular traumática incompleta (lesão penetrante por projétil de arma de fogo) no nível de T2. No primeiro ano após a lesão, a paciente manifestou um quadro tetraplégico, sem controle esfincteriano e bexiga atônita, fazendo-se necessário o uso de sonda. Nesse período, ela não recebeu atendimento fisioterapêutico domiciliar, o que levou ao surgimento de úlceras de pressão, que, com o agravo, ocasionaram perda tecidual das regiões (trocantéricas, sacrais, isquiais). Atualmente, a paciente encontra-se em um quadro paraplégico, possuindo controle de esfíncter anal, porém, sem controle sobre o esvaziamento da bexiga, fazendo-se necessário o uso de fraldas. Locomove-se em seu ambiente domiciliar utilizando cadeira de rodas. Apresenta preservação de cognição e possui independência. Durante a inspeção, observam-se pés em plantiflexão, tônus muscular aumentado em membros inferiores e mobilidade de membros superiores preservada.
Com base nesse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Em pacientes com trauma raquimedular (TRM), a avaliação neurológica é baseada na sensibilidade e na função motora e possui uma etapa compulsória, na qual se determinam o nível da lesão neurológica, o nível motor e o sensitivo e obtêm-se números que, em conjunto, fornecem um escore.