Há duzentos anos, importantes transformações ocorriam nos dois lados do Atlântico. Na Europa, a França, sob o reinado de Luís XVIII, restaurava a monarquia derrubada pela revolução de 1789-1799. A derrota de Napoleão Bonaparte em Waterloo (1815) e seu exílio final na ilha de Santa Helena, deram a errônea impressão de que o sonho republicano teria morrido na França. Na América do Sul, a Argentina, então Províncias Unidas do Rio da Prata, declarava sua independência do domínio espanhol em 1816. No Brasil, elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves desde 1815 (quando ocorreu a restauração na Europa pósnapoleônica), o príncipe regente D. João passou a governar, como rei, em março de 1816, após a morte de sua mãe, a rainha D. Maria I. A permanência da Corte Portuguesa no Brasil, mesmo após o fim da ocupação francesa em Portugal, indicava um caminho que levaria, seis anos depois, ao processo de independência do Brasil.
Sobre esse período histórico, é correto afirmar que