Uma Copa com temperaturas altas já era algo de se
esperar neste ano, a julgar pelo calor que caracterizou
as duas edições mais recentes do torneio realizadas na
região na mesma época do ano − no México em 1986 e
nos Estados Unidos em 1994. A diferença é que, desde
então, a humanidade continuou acelerando a emissão de
gases do efeito estufa na atmosfera, aumentando a
temperatura média do planeta e agravando a crise
climática, que tem aumentado a frequência e a
intensidade de ondas de calor e tempestades. [...]
Os riscos que as condições climáticas trazem para a
Copa vêm sendo alardeados pelo menos desde
novembro de 2024. Um estudo publicado na revista
Scientific Reports, assinado por um grupo de cinco
cientistas da Polônia e da Alemanha, avaliou se o calor e
outros parâmetros climáticos poderiam representar uma
ameaça aos atletas, levando em conta as condições
meteorológicas das cidades que sediarão jogos do
torneio. A análise mostrou que 10 dos 16 estádios da
Copa "têm risco muito alto de apresentar condições de
estresse térmico extremo", a depender do horário do dia,
conforme concluiu o estudo.
O perigo é mais elevado no período entre 14 e 17 horas,
quando a radiação solar e as temperaturas são mais
intensas. De acordo com o estudo, as condições
climáticas mais extremas apareceram nas cidades de
Arlington (na Grande Dallas) e Houston, ambas no
Texas, e de Monterrey, no México. Nessas cidades, o
índice de estresse térmico usado pelos cientistas − que
leva em conta o calor, a umidade, a radiação solar e o
esforço físico dos atletas − pode alcançar um patamar
que os autores consideram inaceitável. Nessas
condições, os jogadores têm a sensação térmica
equivalente a uma temperatura de 49,5 °C e podem
perder uma quantidade muito grande de água durante a
partida. Mas o trabalho foi criticado por não levar em
conta que alguns estádios − incluindo os de Arlington e
Houston − têm cobertura retrátil e sistemas de
climatização, o que deve reduzir o risco de estresse
térmico para os atletas.
(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026.
Adaptado.)
Primeira coluna: usos do presente do indicativo
1.A Terra realiza um movimento em torno de seu próprio eixo, cuja duração é de aproximadamente 24 horas.
2.No próximo dia 21 de junho, entramos no inverno, mas já faz frio em algumas partes do hemisfério sul.
3.Se você quer uma vida longa e ativa, precisa mudar seus hábitos agora.
4.Se, durante a viagem de férias, eu me levanto todos os dias às 5h para correr, minha irmã se aborreceria demais.
Segunda coluna: sentidos
( ) Usa-se o presente do indicativo em referência a algo que ainda acontecerá e tem-se certeza.
( ) Usa-se o presente do indicativo para indicar uma condição futura, possível de acontecer, mas incerta.
( ) Usa-se o presente do indicativo para declarar algo que acontece habitualmente, que é atemporal.
( ) Usa-se o presente do indicativo para indicar uma ação possível de ter acontecido no passado, como condição para outra ação acontecer.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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