É comum afirmar que a ideia da lusofonia surge com a primeira globalização: a aventura dos descobrimentos marítimos portugueses e a consequente difusão de sua língua e cultura. De fato, percorrer o mundo, apesar das especificidades sócioeconômico-culturais de cada comunidade de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), significa, via de regra, deparar-se com sons, cores e sabores da nossa língua comum.
Apresentada como um sistema de comunicação linguísticocultural no âmbito da língua portuguesa e de suas variantes linguísticas, a lusofonia não pode ser restrita ao que as fronteiras nacionais delimitam. Nesse modo de conceber a lusofonia, há que se considerar as muitas comunidades espalhadas pelo mundo e que constituem a chamada “diáspora lusa” e as localidades em que, se bem que nomeiem o português como língua de “uso”, na verdade, ela seja minimamente (se tanto) utilizada: Macau, Goa, Diu, Damão e Málaca. Além disso, como lembra o pensador português Eduardo Lourenço, lusofonia é inconcebível sem a inclusão da Galiza.
Regina Helena Pires de Brito. A viagem da língua portuguesa. Internet: <http://www.revistapessoa.com/> (com adaptações).
Infere-se do texto acima que