Segundo Peter Burke (1992), Lucien Febvre e Marc Bloch foram os líderes do que pode ser denominado a “Revolução Francesa da Historiografia”, quando, em 1929, criaram a revista “Annales d’histoire économique et sociale”. Pouco a pouco, os Annales converteram-se no centro de uma escola histórica: A Escola dos Annales.
Sobre a Escola dos Annales, são feitas as seguintes considerações:
I. O grupo ampliou o território da história por diversas áreas do conhecimento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais.
II. O centro da análise dos Annales está em uma história linear, de curta duração, em que a primazia de uma infraestrutura econômica condiciona o estudo factual da superestrutura.
III. A insatisfação dos Annales em relação à história política estava vinculada à relativa pobreza de suas análises, em que situações históricas complexas se viam reduzidas a um simples jogo de poder entre grandes – homens ou países –, ignorando que, aquém e além dele, se situavam campos de forças estruturais, coletivas e individuais.
IV. A defesa de uma história mais abrangente e totalizante nascia do fato de que o homem se sentia como um ser, cuja complexidade em sua maneira de sentir, pensar e agir, não podia reduzir-se a um pálido reflexo de jogos de poder, ou de maneiras de sentir, pensar e agir dos poderosos do momento.
Quais estão corretas?