2168865
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNIOESTE
Orgão: Pref. Santo Antonio Platina-PR
Disciplina: Português
Banca: UNIOESTE
Orgão: Pref. Santo Antonio Platina-PR
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Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
A periodização da história jamais é um ato neutro ou inocente: a evolução da imagem da
Idade Média na época moderna e contemporânea comprova isso. Por meio da periodização,
expressa-se uma apreciação das sequências assim definidas, um julgamento de valor, mesmo que
seja coletivo. Aliás, a imagem de um período histórico pode mudar com o tempo.
A periodização, obra do homem, é portanto ao mesmo tempo artificial e provisória. Ela evolui
com a própria história. Em relação a isso, ela tem uma dupla utilidade: permite melhor controlar o
tempo passado, mas também sublinha a fragilidade desse instrumento do saber humano que é a
história.
O termo “Idade Média”, que expressa a ideia de que a humanidade sai de um período
brilhante esperando, sem dúvida, entrar num período tão radioso quanto, é difundido, diz-se, no
século XV, principalmente em Florença: aí está a razão pela qual essa cidade se torna o centro do
humanismo. O próprio termo “humanismo” não existe antes do século XIX: em torno de 1840, ele
designa a doutrina que coloca o homem no centro do pensamento e da sociedade. Parece que ele é
primeiramente encontrado na Alemanha, e depois em Pierre Joseph Proudhon, em 1846. Vemos que
o termo “Renascimento” levou tempo para impor-se diante do termo “Idade Média”. [...]
Se agora nos voltarmos para trás, a cronologia não é mais clara, nem mais precoce. Na Idade
Média, a noção de “Antiguidade” é reservada a Grécia e Roma pelos eruditos. A ideia de uma
Antiguidade da qual, de alguma forma, sairia a Idade Média – dado que esse período dito antigo
parece ter sido o modelo e a nostalgia da maior parte dos clérigos medievais – não aparece antes do
século XVI, e ainda assim de maneira fluida. [...]
Durante muito tempo se fez corresponder o fim da Antiguidade com a conversão do
imperador Constantino ao cristianismo (Édito de Milão, 313) ou com a remissão ao imperador de
Bizâncio das insígnias imperiais ocidentais (476). Porém, vários historiadores enfatizaram que a
transformação de uma época a outra foi longa, progressiva, cheia de sobreposições.
Fonte: LE GOFF, J. A história deve ser dividida em pedaços?. Trad. Nícia Adan Bonatti. São Paulo: Editora Unesp,
2015, p. 29-31.
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