M.B.S., 35 anos, sexo masculino, peso: 108kg, altura: 178 cm, solteiro e enfermeiro, apresentou tosse seca, febre não aferida e dispneia progressiva por 5 dias, evoluindo para os mínimos esforços. Paciente evoluiu com dessaturação (86-88%), com necessidade ascendente de oxigênio suplementar, sendo indicada intubação orotraqueal e vaga de UTI. Ficou internado por 16 dias na UTI, onde recebeu RT-PCR positivo para SARS-CoV-2. Após estabilização do quadro, evoluiu com desmame ventilatório e extubação, sem intercorrências. Foi transferido para a enfermaria e, após 2 dias na enfermaria e recebeu alta hospitalar, com encaminhamento ao setor de fisioterapia respiratória ambulatorial. Durante a avaliação fisioterapêutica no ambulatório, o paciente queixava-se de dispneia aos mínimos esforços, o que tem limitado as suas atividades rotineiras (escala de avaliação da dispneia modificada Medical Research Concil –mMRC=4). Ao exame: apresenta padrão respiratório misto, FR: 20 rpm, FC: 84 bpm, SpO2: 92% em ar ambiente, PA: 140x80 mmHg, AP: som pulmonar reduzido globalmente, sem ruídos adventícios. Relata fadiga de MMII, o que o limita de caminhar mais do que 100 metros e ir ao mercado. Manovacuometria: - PImáx = -84 cmH2O (67,40% do predito); PEmáx = 120 cmH2O (86,20% do predito). Teste de campo incremental Shuttle - Distância percorrida: 380 metros ao total, Nível 6 - 1,35m/s - 4,86Km/h.
Sobre a reabilitação deste paciente, assinale V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, escolha a alternativa correta:
( ) Para garantir a segurança durante a realização dos exercícios, a monitorização da pressão arterial sistêmica, frequência cardíaca e da oximetria, além da percepção subjetiva de esforço avaliadas antes, durante e após o exercício são importantes.
( ) Deve-se realizar a titulação de oxigênio, considerando a necessidade de manutenção de SpO2 > 97% em ar ambiente.
( ) O treinamento muscular inspiratório é essencial para a redução da dispneia, melhora da performance no teste de campo e desobstrução brônquica, necessárias no caso do paciente.
( ) Os exercícios aeróbicos podem ser úteis e auxiliar na melhora do condicionamento cardiorrespiratório.
( ) Devido ao importante grau de dispneia, exercícios resistidos são contraindicados neste momento, mas poderão ser utilizados como recursos auxiliares em longo prazo.