Os adolescentes equipados com confessionários eletrônicos portáteis são apenas aprendizes treinando e treinados na arte de viver numa sociedade confessional – uma
sociedade notória por eliminar a fronteira que antes separava o privado e o público, por transformar o ato de expor
publicamente o privado em uma virtude e em um dever
públicos, e por afastar da comunicação pública qualquer
coisa que resista a ser reduzida a confidências privadas,
assim como aqueles que se recusam a confidenciá-las.
Como Jim Gamble, diretor de uma agência de monitoramento de rede, admitiu ao jornal britânico The Guardian,
“ela representa tudo aquilo que se vê no playground – a
única diferença é que nesse playground não há professores, policiais ou moderadores que fiquem de olho no
que se passa”.
(Zygmunt Bauman, 2022. Adaptado)
Na passagem, Zygmunt Bauman problematiza
(Zygmunt Bauman, 2022. Adaptado)
Na passagem, Zygmunt Bauman problematiza