Apesar da situação extrema de opressão sob a qual viviam os escravos, as condições para a organização de uma revolta eram muito difíceis... Nas cidades existiam muitas das condições objetivas favoráveis para a organização de uma revolta, como maior mobilidade, liberdade de movimentos, facilidade para a comunicação [...]; no entanto, as melhores condições de vida e a expectativa de uma vida melhor e da própria obtenção da liberdade não motivavam os escravos a arriscar tudo em uma revolta, o que poria sob risco as chances pacíficas de se obter liberdade, por meio da emancipação.
ROSSI, R. A. As Revoltas de Escravos na Roma Antiga e o seu impacto sobre a Ideologia e a Política da Classe Dominante nos Séculos II a.C. a Id.C.: Os casos da Primeira Guerra Servil da Sicilia e da Revolta de Espártaco. Universidade Federal fluminense (Dissertação de Mestrado em História). Niterói, RJ: UFF, 2011. p.194. (Adaptado).
A análise apresentada no texto-base convida a uma reflexão sobre os determinantes das ações coletivas dos escravos na Antiguidade Romana.
Com base nessa análise e pelos estudos históricos sobre o tema, é correto inferir que