“Foi, porém, a partir dos anos 1960 que
intelectuais nacionalistas e de esquerda do Rio da
Prata promoveram Solano López a líder anti-imperialista. Esse revisionismo que, com o tempo,
descambou para posturas populistas, apresenta o
Paraguai pré-guerra como um país progressista,
onde o Estado teria proporcionado a
modernização do país e o bem-estar de sua
população, fugindo à inserção na economia
capitalista e à subordinação à Inglaterra. Por essa
explicação, Brasil e Argentina teriam sido
manipulados por interesses britânicos para
aniquilar o desenvolvimento autônomo
paraguaio.”
DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: nova história
da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002. p. 19