Paciente PJSA, sexo masculino, de 62 anos, com
diagnóstico de linfoma não Hodgkin em tratamento
quimioterápico recente e quadro de neutropenia não
febril. É admitido na UTI com quadro de dispneia
progressiva e uso de musculatura acessória,
frequência respiratória (FR - de 32 inspirações por
minuto (ipm), saturação periférica de oxigênio (SpO₂)
de 88% em ar ambiente. Coletada gasometria arterial,
com pH 7,32, pressão parcial de dióxido de carbono
(PaCO₂) de 48 mmHg e pressão parcial de oxigênio
(PaO2) de 60 mmHg. Está consciente, colaborativo e
sem instabilidade hemodinâmica. A equipe considera
iniciar ventilação mecânica não invasiva (VNI).
Fisioterapeuta opta por instituir VNI com modo de
ventilação por pressão de suporte (PSV), com pressão
de suporte (PS) de 15 cm H2O e pressão positiva
expiratória final (PEEP) de 10 cmH20. Após três
aplicações de VNI, cada uma com duração de 60
minutos, realizadas nas últimas 6 horas, o paciente
apresenta frequência respiratória de 36 incursões por
minuto, com discreta redução do uso da musculatura
acessória. A saturação de oxigênio (SpO₂) está em
84% em ar ambiente, acompanhada de aumento da
frequência cardíaca para 110 bpm, mantendo pressão
arterial estável. Retirada VNI para coleta de nova
gasometria arterial: pH 7,28 / PaO₂ 45 mmHg / PaCO₂
56 mmHg). A equipe de fisioterapia é chamada para
reavaliação. Paciente apresenta sonolência, mas
responsivo aos chamados. Com base no quadro atual
do paciente, qual a conduta mais apropriada?