Leia a letra da Cantiga Popular:
O meu boi morreu, que será de mim
Manda buscá outro, oh maninha,
Lá no Piauí (x2)
Seu moço inteligente
Faz favô de mi dizê
Em riba daquele morro
Quantos capim há de tê
Se o raio não cortou
Se o gado não comeu
Em riba daquele morro
Tem o capim que nasceu.
O meu boi morreu, que será de mim
Manda buscá outro, oh maninha,
Lá no Piauí (x2)
Me arresponda sem tretê
Mas me arresponda já
O que é que a gente vê
E que não pode pegá?
Aquilo que a gente vê
E que não pode pegá
É a lua e as estrela
Que no céu tão a briá.
O meu boi morreu, que será de mim
Manda buscá outro, oh maninha,
Lá no Piauí (x2)
Vou lhe fazê uma pregunta
Pra suncê me arrespondê
Vinte e cinco par de gato
Quantas unha deve tê?
Intrei no raio de sol
Saí no raio de lua
Vinte e cinco par de gato
Com certeza tem mil unha.
O meu boi morreu, que será de mim
Manda buscá outro, oh maninha,
Lá no Piauí (x2)
Em riba daquela serra
Tem um sino sem badalo
E uma arroba de capim
Pra você comê, ó cavalo /
Em riba daquela serra
Tem um sino ferrugento
Se eu hei de comê capim
Coma você, ó seu jumento.
O meu boi morreu, que será de mim,
Manda buscá outro, oh maninha,
Lá no Piaui.
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente: