No Brasil, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) é responsável, entre outras ações, por estabelecer
as diretrizes para o controle da doença, que tem tratamento padronizado, exclusivamente oferecido pelo Sistema Único
de Saúde. A apresentação farmacológica dos medicamentos atualmente em uso para o esquema básico de tratamento
em adultos e adolescentes na fase intensiva é de comprimidos em doses fixas combinadas com a apresentação tipo 4
em 1 (rifampicina-RIF, isoniazida-INH, pirazinamida-PZA e etambutol-EMB). Para INH, o principal metabólito ativo é o
acetil-INH (AC-INH). Como a terapia combinada com múltiplos fármacos é necessária, um método analítico para monitorar simultaneamente as substâncias em plasma humano também é fundamental, porém alguns métodos publicados,
baseados na cromatografia a líquido acoplada à espectrometria de massas sequencial apresentam desvantagens, tais
como longo tempo de separação cromatográfica, baixa retenção da INH e separação parcial de AC-INH e INH em colunas
de fase reversa. Xing et al (2021) desenvolveram um método de cromatografia a líquido de ultra eficiência acoplada à
espectrometria de massas triplo quadrupolo para quantificar simultaneamente RIF, INH, PZA, EMB e o metabólito ACINH em plasma humano. Após precipitação do plasma com acetonitrila e centrifugação, uma alíquota do sobrenadante
foi submetida a uma reação de derivatização com cinamaldeído (CA) e diluída com um diluente contendo 20 % de acetonitrila, 0,1 % de ácido fórmico e 2 % de ácido heptafluorobutírico (HFBA). Observe a figura abaixo:

Cromatogramas de INH, AC-INH, CA-INH, e EMB com ou sem adição de CA e HFBA. (A) sem CA e sem HFBA; (B) sem CA e com HFBA; (C) com CA e sem HFBA; (D) com CA e com HFBA. INH = isoniazida; AC-INH = acetil isoniazida; CA-INH = produto de derivatização da isoniazida com cinamaldeído; EMB = etambutol; CA = cinamaldeído; HFBA = ácido heptafluorobutírico. Os picos de cada analito estão destacados por asteriscos (*). Separação cromatográfica realizada em coluna Acquity UPLC HSS T3 1,8 μm (2,1 x 100 mm, Waters). Fonte: Xing et al. Heliyon 2021;7:e07532.
Com base na figura apresentada, pode-se afirmar que:
I – o produto de derivatização CA-INH formado pela reação entre a isoniazida (INH) e o cinamaldeído (CA) possui maior hidrofobicidade que a INH e apresenta maior intensidade de sinal.
II – a adição do reagente de pareamento iônico HFBA à solução diluída da amostra aumentou significativamente a retenção do etambutol (EMB).
III – o analito etambutol (EMB) é menos polar que o produto de derivatização CA-INH.
Dos itens acima, somente:

Cromatogramas de INH, AC-INH, CA-INH, e EMB com ou sem adição de CA e HFBA. (A) sem CA e sem HFBA; (B) sem CA e com HFBA; (C) com CA e sem HFBA; (D) com CA e com HFBA. INH = isoniazida; AC-INH = acetil isoniazida; CA-INH = produto de derivatização da isoniazida com cinamaldeído; EMB = etambutol; CA = cinamaldeído; HFBA = ácido heptafluorobutírico. Os picos de cada analito estão destacados por asteriscos (*). Separação cromatográfica realizada em coluna Acquity UPLC HSS T3 1,8 μm (2,1 x 100 mm, Waters). Fonte: Xing et al. Heliyon 2021;7:e07532.
Com base na figura apresentada, pode-se afirmar que:
I – o produto de derivatização CA-INH formado pela reação entre a isoniazida (INH) e o cinamaldeído (CA) possui maior hidrofobicidade que a INH e apresenta maior intensidade de sinal.
II – a adição do reagente de pareamento iônico HFBA à solução diluída da amostra aumentou significativamente a retenção do etambutol (EMB).
III – o analito etambutol (EMB) é menos polar que o produto de derivatização CA-INH.
Dos itens acima, somente:
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