Um cão, Labrador, 35 kg, 7 anos, está sob anestesia geral para osteossíntese de fêmur. Durante o procedimento, o monitor multiparamétrico indica o surgimento de batimentos ventriculares prematuros multifocais, com frequência cardíaca de 140 bpm e pressão arterial média (PAM) de 70 mmHg. O paciente está com boa oxigenação (SpO₂ 97%) e normocapnia (ETCO₂ 38 mmHg). Diante deste cenário de arritmia perioperatória, avalie as afirmativas a seguir como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A avaliação inicial de uma arritmia perioperatória deve focar na estabilidade hemodinâmica do paciente, na profundidade anestésica e na otimização da oxigenação, antes de qualquer intervenção farmacológica específica.
( ) Quando a etiologia de uma arritmia perioperatória não é prontamente identificada, a conduta mais prudente é iniciar a terapia farmacológica antiarrítmica com doses baixas de lidocaína, visando estabilizar o ritmo cardíaco e prevenir a progressão para arritmias mais graves.
( ) Causas reversíveis de arritmias perioperatórias, como hipoxemia, hipercapnia, distúrbios eletrolíticos (ex: hipercalemia) e profundidade anestésica excessiva, devem ser ativamente investigadas e corrigidas como parte fundamental do manejo.
( ) Em pacientes com arritmias induzidas por manipulação cirúrgica, especialmente em procedimentos torácicos ou abdominais superiores, é fundamental minimizar a manipulação das estruturas envolvidas, mesmo que isso resulte em um prolongamento significativo do tempo cirúrgico para garantir a estabilidade do ritmo.
( ) Para arritmias ventriculares clinicamente significativas, a lidocaína é frequentemente a droga de escolha, enquanto para taquiarritmias supraventriculares, fármacos como diltiazem ou betabloqueadores podem ser indicados, sempre avaliando a causa subjacente.
Assinale a sequência correta: