Bruno tem 6 anos de idade e frequenta a mesma escola
há 3 anos. Ele está em nível pré-silábico, reconhece as letras do
próprio nome e consegue grafá-las. Durante a reunião de
devolutiva geral do desempenho referente ao primeiro trimestre
escolar, a professora afirma que Bruno revelou pequenos
progressos pedagógicos e informa a família sobre mudanças
observadas no comportamento da criança. Acrescenta que "Bruno
tem ficado em evidência negativa e que tem se juntado a outras
crianças para implicar ou expor um colega específico" (sic). A
professora relata, ainda, uma mudança progressiva no
comportamento de Bruno, que, nos últimos dias, vem
apresentando quadro de agressividade, de instabilidade de humor,
de dificuldade em acatar comandos e de baixa tolerância à
frustração. A família ressalta que Bruno tem dado mais trabalho
para dormir ultimamente, que seu sono tem sido agitado e que ele
tem preferido brincar sozinho. Os pais revelam que a situação
financeira está mais complicada desde que o pai perdeu o
emprego. Bruno tem ficado mais tempo com o irmão mais velho,
que hoje tem 19 anos de idade, enquanto o pai tem-se envolvido
com o comércio da família, que, anteriormente, era comandado
apenas pela mãe.
Considerando a situação hipotética apresentada, o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR) e a relação da psicologia com a educação, julgue o item que se segue.
O padrão predominantemente disruptivo apresentado por Bruno, marcado pela dificuldade de se relacionar com os colegas e de acatar os comandos das figuras de autoridade, é critério suficiente para se firmar o diagnóstico de transtorno desafiador opositor.