Paciente de 62 anos, com antecedente conhecido de tireoidite de Hashimoto em seguimento clínico há vários anos, comparece ao ambulatório para consulta por dificuldade progressiva para caminhar, sensação de instabilidade e quedas frequentes. Ao exame neurológico, observam-se sinais de piramidalismo em membros inferiores, caracterizados por hipertonia espástica, hiperreflexia patelar e aquileana, clônus bilateral e sinal de Babinski presente, além de perda da sensibilidade vibratória e da propriocepção consciente nos membros inferiores, com marcha sensitiva agravada no escuro. Traz exames laboratoriais, que revelam hemoglobina de 9,6 g/dL, VCM de 118 fL, homocisteína sérica de 38 μmol/L (valor de referência: menor que 15 μmol/L) e ácido metilmalônico de 2,8 μmol/L (valor de referência: menor que 0,4 μmol/L).
Com base no quadro clínico, neurológico e laboratorial, a causa dos déficits neurológicos e a doença de base mais provavelmente associada são: