Leia o texto 1 para responder às questões 1 e 2.
Texto 1
- […] Alguns anos atrás, fui visitar o México. Na época, o clima político nos Estados Unidos, de
- onde eu vinha, estava tenso, e debatia-se muito a imigração. Como costuma acontecer nos
- Estados Unidos, imigração tinha se tornado sinônimo de mexicanos. Havia histórias infindáveis
- sobre pessoas que fraudavam o sistema de saúde, passavam clandestinamente pela fronteira ou
- eram presas ali, esse tipo de coisa. Eu me lembro de sair para passear no meu primeiro dia em
- Guadalajara e ver as pessoas indo para o trabalho, fazendo tortilhas no mercado, fumando,
- rindo. Primeiro senti uma leve surpresa, e então fui tomada pela vergonha. Percebi que tinha
- estado tão mergulhada na cobertura da mídia sobre os mexicanos que eles haviam se tornado
- uma só coisa na minha mente: o imigrante abjeto. Eu tinha acreditado na história única dos
- mexicanos e fiquei morrendo de vergonha daquilo.
- É assim que se cria uma história única: mostre um povo como uma coisa, uma coisa só, sem
- parar, e é isso que esse povo se torna.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 21-22.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 1.
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