Uma mulher de 24 anos é internada na enfermaria para investigação de quadro de febre baixa recorrente, malestar crônico e adinamia há cerca de 4 meses. Relata surgimento progressivo de lesões cutâneas eritematodescamativas, bem delimitadas, com bordas elevadas, centro atrófico e hiperpigmentação residual, localizadas no couro cabeludo (com áreas de alopecia cicatricial), pavilhões auriculares e tronco superior. Os exames laboratoriais realizados na internação evidenciam: hemoglobina de 8,7 g/dL (VN: 12–16 g/dL), reticulócitos: 5,8% (VN: 0,5–2,0%); bilirrubina indireta: 2,4 mg/dL (VN: <1,2 mg/dL); LDH: 680 U/L (VN: até 250 U/L); teste de Coombs direto positivo; plaquetas: 68.000/mm³ (VN: 150.000–450.000/mm³). O exame de urina tipo I evidencia proteinúria (+++), hematúria dismórfica e presença de cilindros hemáticos.
Com base no conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais, o diagnóstico mais provável é: