Criança do sexo masculino, com 3 anos de idade, foi encaminhada ao ambulatório de fisioterapia com diagnóstico médico de paralisia cerebral (PC). A queixa, segundo a mãe, é de dificuldade para andar de forma independente. A avaliação fisioterapêutica indicou: (1) discreta alteração de tônus muscular de membros inferiores (varia entre 1 e 1+ na escala de Ashworth modificada para a maioria dos grupos, exceto para adutores de quadril e flexores plantares – grau 2); (2) força muscular grau 4 para a maioria dos grupos, exceto para abdutores e dorsiflexores – grau 2; (3) uso de órtese antiequino bilateral e padrão adutor de membros inferiores durante a marcha; (4) diminuição da base de apoio que compromete a estabilidade postural em bipedestação; (5) dificuldade para assumir e manter-se em posturas mais altas (ajoelhado, semiajoelhado e bipedestação), especialmente quando é desestabilizada ou procura realizar alguma atividade na postura (déficit de ajustes antecipatórios e compensatórios, respectivamente), o que não é observado em sedestação. A mãe realiza com frequência os alongamentos orientados em casa, a criança não apresenta encurtamentos ou deformidades estabelecidas.
Conforme explicitado no caso, há dificuldade para assumir e manter-se em posturas mais altas (ajoelhado, semiajoelhado e bipedestação), especialmente quando é desestabilizada ou procura realizar alguma atividade na postura (déficit de ajustes antecipatórios e compensatórios, respectivamente), o que não é observado em sedestação.
Isso é indicativo de déficit