A operação de laboratórios de automação industrial envolve riscos multidisciplinares, que abrangem desde o contato com partes vivas de sistemas elétricos até a interação com partes móveis de máquinas e atuadores pneumáticos/hidráulicos. Para mitigar esses riscos, o ambiente deve estar em conformidade com as Normas Regulamentadoras (NRs), que estabelecem diretrizes para a proteção coletiva e individual. A correta interpretação dessas normas é essencial para garantir que o desenvolvimento de protótipos e a realização de ensaios ocorram sem comprometer a integridade física dos usuários. Analise as assertivas abaixo sobre as normas de segurança aplicáveis a laboratórios de automação:
I. De acordo com a NR-10, a desenergização é considerada o procedimento de segurança prioritário para intervenções em instalações elétricas, devendo seguir uma sequência específica que inclui o seccionamento, impedimento de reenergização e constatação de ausência de tensão.
II. A NR-12 exige que as bancadas de teste que possuem partes móveis ou riscos de aprisionamento sejam equipadas com dispositivos de parada de emergência, os quais devem ser monitorados por relés de segurança e não podem ser utilizados para o comando operacional de partida.
III. Segundo a NR-26, a sinalização de segurança por cores é suficiente para a identificação de riscos, tornando opcional o uso de rotulagem preventiva e fichas de dados de segurança (FISPQ) para produtos químicos utilizados na limpeza de componentes.
IV. Na hierarquia de controle de riscos, a adoção de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), como barreiras físicas e sistemas de exaustão, deve ser priorizada em relação ao uso de EPIs.
Quais estão corretas?