Mulher de 58 anos, G3P3A0, procurou atendimento
fisioterapêutico com queixa de perda frequente de
fezes pastosas e urgência fecal nos últimos dois anos,
com episódios de escape fecal pelo menos três vezes
por semana. Relata que a perda já aconteceu no
Pilates ou quando não consegue chegar rapidamente
ao banheiro. Refere histórico de partos vaginais
prolongados, com laceração perineal grau III não
reparada adequadamente, e constipação crônica na
juventude. Há dois anos, realizou cirurgia de
hemorroidectomia. Desde então, notou piora dos
sintomas. Relata evitar encontros sociais e
interrompeu o Pilates por vergonha dos escapes
fecais. Questionários aplicados: PFDI-20 (Pelvic Floor
Distress Inventory – 20) mostrou desconforto grave
dos sintomas do assoalho pélvico e a Escala de
Wexner indicou escores altos para incontinência fecal
líquida e a flatos, com impacto diário na qualidade de
vida. Após realizar uma avaliação fisioterapêutica
criteriosa e completa e construir o diagnóstico
fisioterapêutico, qual o tratamento mais indicado para
esta paciente?