Leia o texto para responder à questão.
Durante décadas, os museus e as administrações culturais europeias frustraram a luta da África pela recuperação do seu patrimônio cultural, sufocando o debate público.
As forças destrutivas acumuladas pela empresa colonial enquanto máquina de destruição agora são expostas à luz do dia. Os saques de obras eram sintomas de uma sanha destruidora. A restituição tem um sentido de construção de um mundo sem as amarras coloniais. É hora de escutarmos as outras vozes até agora amordaçadas pelo discurso pretensamente universal da razão eurocêntrica. Não há mais espaço para a desautorização das falas dos outros, calados e infantilizados. Não se pode mais aceitar o argumento da “presunção de incapacidade” dos povos africanos com relação ao seu próprio patrimônio cultural.
O autor se refere ao processo recente de devolução de obras de arte, por parte dos países europeus, aos povos africanos. Podemos entender essa situação como