Leia o texto a seguir.
“O governo egípcio anuncia a estatização do Canal de Suez”. Com essas palavras sóbrias, em outubro de 1956, o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, tornava pública uma decisão que causou júbilo no país, mas horror na Europa. Para Nasser, a tomada do canal era um sinal do nacionalismo que “brota dos sentimentos dos árabes, dos corações dos árabes. Eles querem viver com dignidade”, exortava o presidente egípcio. À época em que foi construído, na segunda metade do século XIX, o canal realmente promoveu uma mudança enorme no Egito. A “Estrada do Império Britânico”, como o canal era chamado, encurtou consideravelmente a distância entre a Inglaterra e a Índia, de 19.855 quilômetros para 11.593 quilômetros. A mudança impulsionou o transporte marítimo.
A construção do canal de Suez e sua estatização remetem, respectivamente, aos contextos