As expedições científicas se caracterizaram, no século XIX, por um intenso vaivém de produtos naturais; um modo de circulação internacional de conhecimentos e saberes. Todo esse movimento representou passo significativo para a mundialização das ciências. Os objetos dissecados eram levados para os museus, do que resultou uma interação científica e político-financeira e, ao mesmo tempo, gerou um corte epistemológico nas ciências naturais. Neste caso, não somente as ideias, mas também os objetos circulavam com os conhecimentos. Da mesma forma, as expedições representaram um meio de realizar a transferência dos conhecimentos do campo ao laboratório, onde os produtos seriam analisados e avalizados para depois tornarem-se comerciais — prática que ocorreu em larga escala no século XIX.
O tipo de viagem mencionado no texto constituiu uma prática científica com o objetivo de