Magna Concursos
3799142 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia o texto.

Nas obras de Santa Rita Durão e Basílio da Gama, o “índio” é concebido como um guerreiro impulsivo e corajoso, ao mesmo tempo em que se destaca sua posição de vítima frente à civilização ocidental e a um destino, mesmo que virtual, que tem como imperativo o aceite de sua própria extinção e a perda de suas terras (Figueiredo, 2010).

Na obra de Basílio da Gama, observa Oliveira (2011), há uma forte presença antijesuítica em que o elemento indígena é submisso à cultura e à força militar da coroa lusitana, predominando um tom de lamento pelo destino fatídico dos indígenas, porém “permite-se narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos colonizados, por eles demonstrando simpatia e a eles dedicando descrições positivas que os alçam ao posto de heróis” (Oliveira, 2011). Tal percepção é também acentuada na análise de Alfredo Bosi (2013), que destaca o valor positivo dedicado aos nativos, que, mesmo vencidos tragicamente, congregam características heroicas e “permanecem como as únicas criaturas dignas de falar em Natureza e Liberdade”. Segundo Oliveira (2011): “Pela primeira vez na série indianista, os nativos não são representados dentro do esquematismo que os via como uma massa anônima e má. São nomeados e individualizados, e – o que é ainda mais importante – ganham poder de voz”.

(Francis Mary Soares Correia da Rosa, “Representações do indígena na literatura brasileira”. Em: Julie Dorrico,; Leno Francisco Danner,; Heloisa Helena Siqueira Correia,; Fernando Danner, (org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre: Fi, 2018. Adaptado)

De acordo com a autora, a visão do índio na obra de Basílio da Gama

 

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