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Foram encontradas 40 questões.

3799142 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia o texto.

Nas obras de Santa Rita Durão e Basílio da Gama, o “índio” é concebido como um guerreiro impulsivo e corajoso, ao mesmo tempo em que se destaca sua posição de vítima frente à civilização ocidental e a um destino, mesmo que virtual, que tem como imperativo o aceite de sua própria extinção e a perda de suas terras (Figueiredo, 2010).

Na obra de Basílio da Gama, observa Oliveira (2011), há uma forte presença antijesuítica em que o elemento indígena é submisso à cultura e à força militar da coroa lusitana, predominando um tom de lamento pelo destino fatídico dos indígenas, porém “permite-se narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos colonizados, por eles demonstrando simpatia e a eles dedicando descrições positivas que os alçam ao posto de heróis” (Oliveira, 2011). Tal percepção é também acentuada na análise de Alfredo Bosi (2013), que destaca o valor positivo dedicado aos nativos, que, mesmo vencidos tragicamente, congregam características heroicas e “permanecem como as únicas criaturas dignas de falar em Natureza e Liberdade”. Segundo Oliveira (2011): “Pela primeira vez na série indianista, os nativos não são representados dentro do esquematismo que os via como uma massa anônima e má. São nomeados e individualizados, e – o que é ainda mais importante – ganham poder de voz”.

(Francis Mary Soares Correia da Rosa, “Representações do indígena na literatura brasileira”. Em: Julie Dorrico,; Leno Francisco Danner,; Heloisa Helena Siqueira Correia,; Fernando Danner, (org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre: Fi, 2018. Adaptado)

De acordo com a autora, a visão do índio na obra de Basílio da Gama

 

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3799141 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia os textos para responder à questão.

Texto I

Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.

— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.

— Que dificuldade?

— Uma grande dificuldade.

Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.

— A gente do Pádua?

— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.

— Não acho. Metidos nos cantos?

— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...

— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

Texto II

Enunciado 3799141-1

(https://catracalivre.com.br/educacao)

Analisando a fala de José Dias e Dona Glória em ambos os textos, conclui-se corretamente que o nível de linguagem predominante é o
 

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3799140 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia os textos para responder à questão.

Texto I

Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.

— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.

— Que dificuldade?

— Uma grande dificuldade.

Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.

— A gente do Pádua?

— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.

— Não acho. Metidos nos cantos?

— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...

— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

Texto II

Enunciado 3799140-1

(https://catracalivre.com.br/educacao)

Nos dois textos, a expressão “metido nos cantos” está empregada como
 

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3799139 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia os textos para responder à questão.

Texto I

Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.

— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.

— Que dificuldade?

— Uma grande dificuldade.

Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.

— A gente do Pádua?

— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.

— Não acho. Metidos nos cantos?

— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...

— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

Texto II

Enunciado 3799139-1

(https://catracalivre.com.br/educacao)

A leitura comparativa entre o Texto I e o Texto II permite afirmar corretamente que este
 

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3799138 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Inf: /.../ porque eu acho... eu não estou de acordo com isto – ... eu não andei pixando muito Lévi-Strauss para vocês porque senão... vocês não conhecem mas eu há anos que eu... me bato contra o estruturalismo – ... em todo o caso... neste nível de análise... eu creio que nós podemos utilizarmos desta reflexão...

(Ingedore Grunfeld Villaça Koch,. Desvendando os segredos do texto. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2018)

O texto apresentado é uma transcrição de uma fala. Com base em Koch e Elias (2008), uma característica da fala flagrante nele é:

 

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3799137 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Considere a imagem.

Enunciado 3799137-1

(https://www.instagram.com/gibis.monica)

Na oração “O pai mi insinô a amá a nossa terra!”, identifica-se variação linguística no nível

 

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3799136 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia os textos para responder à questão.

Texto I

Não há razão para minimizar a extrema heterogeneidade dos gêneros do discurso e a consequente dificuldade quando se trata de definir o caráter genérico do enunciado. Importa, nesse ponto, levar em consideração a diferença essencial existente entre o gênero de discurso primário (simples) e o gênero de discurso secundário (complexo).

(Mikhail Bakhtin. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011)

Texto II

Nas práticas de leitura, ganham destaque os gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, e os que se inserem nas práticas contemporâneas de linguagem. Dentre as habilidades relacionadas à abordagem dos gêneros que circulam nessa esfera, merecem destaque aquelas voltadas ao desenvolvimento da capacidade de argumentar e persuadir.

(SÃO PAULO [Estado]. Secretaria da Educação. Currículo paulista. São Paulo: SEDUC, [2019])

Os gêneros do discurso são tomados como objetos de ensino, reconhecendo-se
 

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3799135 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia os textos para responder à questão.

Texto I

Não há razão para minimizar a extrema heterogeneidade dos gêneros do discurso e a consequente dificuldade quando se trata de definir o caráter genérico do enunciado. Importa, nesse ponto, levar em consideração a diferença essencial existente entre o gênero de discurso primário (simples) e o gênero de discurso secundário (complexo).

(Mikhail Bakhtin. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011)

Texto II

Nas práticas de leitura, ganham destaque os gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, e os que se inserem nas práticas contemporâneas de linguagem. Dentre as habilidades relacionadas à abordagem dos gêneros que circulam nessa esfera, merecem destaque aquelas voltadas ao desenvolvimento da capacidade de argumentar e persuadir.

(SÃO PAULO [Estado]. Secretaria da Educação. Currículo paulista. São Paulo: SEDUC, [2019])

Com base no que afirma Bakhtin, os gêneros dos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública classificam-se como
 

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3799134 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia o texto para responder à questão.

Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficássemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.

(Arnaldo Niskier. Na ponta da língua. 2001)

As aspas em – de “lascar” – e o itálico em – A gente é útil – expressam, correta e respectivamente, os seguintes sentidos:
 

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3799133 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Leia o texto para responder à questão.

Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficássemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.

(Arnaldo Niskier. Na ponta da língua. 2001)

Com base em Marcos Bagno (2015), é correto afirmar que as considerações do autor sobre o refrão da música
 

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