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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
"Eventos extremos, como a histórica seca de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma emergência climática que já deixou de ser uma previsão futura: é a realidade concreta e urgente do país".
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise sintática da oração "são sinais de uma emergência climática":
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
(__)O Brasil já está experienciando os efeitos da crise climática, como a seca histórica na Amazônia e chuvas torrenciais no Sul, confirmando que os impactos previstos por especialistas globais e painéis internacionais já fazem parte do presente, e não do futuro.
(__)Apesar de o Acordo de Paris estar em vigor desde 2016, o mundo foi incapaz de conter o aumento das emissões de gases de efeito estufa, o que resultou na manutenção do aquecimento global em níveis controlados, com expectativas de aumentos de temperatura de no máximo 1,5°C.
(__)A crise da biodiversidade e as questões sociais não estão diretamente relacionadas à crise climática, sendo tratadas de forma separada no texto, sem implicações mútuas sobre o agravamento dos impactos ambientais ou sociais.
(__)O Código Florestal, embora seja a principal política pública brasileira de conservação da vegetação nativa, precisa ser revisado para adequar-se à urgência da crise climática e da biodiversidade, bem como para mitigar os seus impactos sociais.
(__)O conceito de "paisagens multidimensionais interconectadas", apresentado no texto, oferece uma abordagem inovadora que propõe a integração de áreas urbanas, agrícolas e naturais de forma sustentável, equilibrando a preservação ambiental com o uso econômico dessas áreas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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Crises climática, social e da biodiversidade
O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave
desencadeado pelas mudanças climáticas globais,
amplamente previstas por painéis internacionais e
especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca
de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no
Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma
emergência climática que já deixou de ser uma previsão
futura: é a realidade concreta e urgente do país.
Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o
mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de
gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de
toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar
o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo
tratado. Estamos agora diante de um cenário de
aumento médio de até 3ºC.
De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento
dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até
4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de
chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam
com tempestades mais intensas. Como já vimos nos
últimos meses, o prolongamento de estações secas,
somado a ondas de calor, cria situação propícia para
incêndios de grandes proporções.
Contudo, a crise climática está profundamente interligada
com outras questões. Enfrentá-la significa também
conter a perda de habitats e a redução da
biodiversidade, que são essenciais para a manutenção
dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de
carbono. Além disso, a redução da pobreza e das
desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos
das mudanças climáticas afetem de forma
desproporcional as populações mais vulneráveis.
Essas três crises — climática, da biodiversidade e social
—, embora interconectadas, são tratadas de maneira
isolada. Entretanto, ecossistemas conservados,
eficientes na captura de carbono, não só mitigam o
aquecimento global, como também garantem a saúde
humana e a manutenção de suas atividades
econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa
nova realidade precisam integrar ações nessas três
frentes.
A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o
conhecimento necessário para agir já está disponível.
Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que
podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar
cenários climáticos mais catastróficos quanto para
preparar o país para eventos extremos que, a essa
altura, são inevitáveis.
Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões
per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está
relacionada ao desmatamento. [...]
Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código
Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional
de conservação da vegetação nativa, mas foi
promulgada sem compreender a devida urgência da
crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais
e efeitos secundários. Um esforço é necessário no
sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal,
estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas
úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços
nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.
No entanto, os paradigmas atuais de conservação não
são apenas restritivos. Eles também consideram como
as comunidades humanas usam e dependem dos
ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de
"paisagens multidimensionais interconectadas" como um
caminho para a conservação no século XXI.
Por "multidimensional", entende-se a capacidade de
integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos
usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a
criação de estratégias que vão desde a proteção de
áreas altamente preservadas, como as florestas
amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e
agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os
contextos. A abordagem multidimensional busca, assim,
equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo
que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam
de forma benéfica e resiliente. [...]
(Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi
dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a
72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard.
Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
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Considerando os resultados das duas perguntas ("Você acredita que existe machismo no Brasil?" e "Você diria que é uma pessoa machista?"), feitas a 2500 pessoas sobre o machismo no Brasil, analise as alternativas a seguir e assinale a que interpreta os dados corretamente:
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Na tirinha apresentada, o menino diz: "Não se mete, Fê! Isso é papo de homem!" Essa fala revela um comportamento machista. Com base nessa situação, analise as afirmações que seguem considerando a língua portuguesa e a construção linguística que mais contribui para a exclusão de gênero:
I.O uso do verbo "meter-se" no imperativo, direcionado à irmã, em uma construção que limita a fala dela, destaca o papel de autoridade do menino sobre o assunto.
II.A utilização do termo "papo de homem", que desconsidera a irmã como interlocutora válida, reforça a ideia de que discussões sobre certos temas são exclusivas para o gênero masculino.
III.A construção "Não se mete, Fê!" utiliza a negação como estratégia de inclusão de todos na conversa, sem fazer distinção de gênero.
É correto o que se afirma em:
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Questão presente nas seguintes provas
O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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Questão presente nas seguintes provas
O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
1."[...] circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental " que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente".
2."Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal".
3." A CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas".
4."Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora".
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre a frase e a figura de linguagem indicada:
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O machismo no futebol brasileiro
Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do
debate público se volta ao que acontece dentro das
quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e
até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular
com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém,
chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a
violência contra a mulher no esporte mais popular do
país — situação que já colocou atrás das grades
jogadores renomados com passagens pela Seleção
Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.
Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério
Público da Suécia que, segundo a imprensa
internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian
Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos
maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a
inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa
mundial, um "contrato de estupro acidental" que
jogadores têm apresentado a mulheres para evitar
denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos
recentemente. O documento, além de frágil
judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no
futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na
prática, ser tratados como uma parcela da sociedade
acima do bem e do mal.
Todo esse contexto se soma ao que se vê nas
arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios
se depara com frequência com músicas machistas, que
objetificam a mulher para provocar um rival — sem
contar os olhares indesejados independentemente da
roupa usada. O cenário exige que os clubes e as
confederações tomem medidas duras para combater a
violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso,
conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que
se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.
Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram
golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive
os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de
Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com
os departamentos de psicologia e pedagogia dos três
principais clubes mineiros.
É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir
os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta
aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro
do vestiário, posturas machistas são aceitas sem
problematização. Ou se atletas são contratados mesmo
com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata
de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que
aquele acusado só volte a ocupar uma posição de
destaque após a apuração completa do caso.
Parte desse combate também passa por maiores
investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus
dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição
que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem
nesse necessário combate. Sempre muito preocupada
com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para
problemas recorrentes da modalidade no país — entre
eles, a violência contra a mulher e o machismo
abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas.
Um problema não só do esporte, mas também dele.
(Disponível em:
htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d
o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html.
Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
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