Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto que segue para responder à questão.
A VOZ DO OUTRO
Quarenta e três anos separam a publicação de “O outro”, de Rubem Fonseca, e “Espiral”, de Geovani Martins. A seiva de raiva e rancor que irriga e alimenta as fronteiras entre ricos e pobres no Brasil continua, no entanto, a correr acelerada entre os dois contos ambientados no Rio de Janeiro.
Os protagonistas de “O outro” e “Espiral” não têm nome. São definidos por seu lugar na cidade: o primeiro, um executivo estressado que vive para o trabalho e, entre casa, carro e escritório, pouco anda na rua;(A) o segundo, um adolescente que circula a pé e de ônibus entre a Gávea(C), bairro de classe média alta onde estuda numa escola pública, e a Rocinha, sobressaltada comunidade onde vive.
O executivo de Rubem Fonseca tem medo, o menino de Giovani Martins, também. O executivo tem medo de gente como o menino. O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo. O medo é pai da raiva; a raiva, mãe da covardia, como lembra Chico Buarque em “As caravanas”. É nesse fogo, nada brando, que o Rio ferve há pelo menos quatro décadas.
No conto de Rubem Fonseca – publicado em Feliz ano novo em 1975 e censurado pela ditadura um ano depois – um homem pobre sai da invisibilidade ao interpelar o executivo: “Doutor, doutor, será que o senhor podia me ajudar?”. Coração na boca, sentindo-se ameaçado, ele responde estendendo “uns trocados”. Dali para a frente, sucessivos pedidos de ajuda lhe parecem emboscadas.”Súplice e ameaçador”, o pedinte é, a seus olhos, um inimigo. Adversário que, um dia, flagra na porta de casa(D). É ali no limiar de seu território, de sua propriedade, que decide dar fim de uma vez por todas ao “outro” que tanto o atormenta.
O personagem de Geovani Martins se “assustava com o susto” de quem o via como “a ameaça”. Prendia o choro, humilhado, até perceber que o jogo nem sempre estava jogado(E). Passaria ele mesmo a ameacar, com sua ostensiva presença, os meninos do colégio particular caríssimo ou senhora que poderia ser sua avó, e, ao percebê-lo, agarrava-se à bolsa. Com o tempo, concentra-se num único homem, Mário, a quem assombra com zelo de especialista. [...](B)
Rubem Fonseca tem 92 anos, Geovani Martins, 26. Os dois estrearam com notáveis livros de contos – Os prisioneiros é de 1963 e O sol na cabeça, em que figura “Espiral”, foi lançado no início deste ano. Um e outro representam, em seus respectivos momentos, rupturas.[...]
[...] Ler Geovani Martins no espelho de Rubem Fonseca é encarar de frente “o outro”, que de exterminado nos anos 1970 vira hoje protagonisa e narrador. E o faz de igual para igual, olhando no olho. Pelo menos na literatura.
(Época, 30/04/2018).
Identifique, dentre as estruturas oracionais abaixo listadas, a única que apresenta oração subordinada adjetiva EXPLICATIVA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Após a leitura do trecho da matéria jornalística abaixo, responda à questão:
A AMEAÇA CRESCENTE DA OBESIDADE NO PAÍS
O número de pessoas acima do peso no Brasil saltou de 24% da população nos anos 1970 para mais da metade
dos brasileiros hoje em dia.
Os dados são precisos, recentes e, sobretudo, alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 207,6 milhões de brasileiros, 53,8% estão acima do peso. Na década de 70, o índice(A) no país era bem menor: 24%. A marca ultrapassou 50% da população em 2016 – o que equivale a dizer que o salto não ocorreu de uma hora para outra; desenhou-se aos poucos, é verdade, mas não sem deixar pistas. A crônica da obesidade no Brasil foi, sim, anunciada.
Para além dos fatores genéticos, as causas do sobrepeso se multiplicam – e as mudanças nos hábitos alimentares verificadas mundo afora nas últimas décadas têm enorme responsabilidade no avanço da obesidade. Houve, por exemplo, um aumento significativo no consumo de alimentos semiprontos e congelados. A popularização dos micro-ondas e dos freezers contribuiu bastante para isso. Embora prático, esse cardápio é quase sempre pouco saudável(C), como a maioria das atrações das redes de fast-food. E o pior: muitas vezes, engorda.(B)
Não bastasse o alastramento do sobrepeso entre os adultos – que no Brasil atinge 57,7% dos homens e 50,5% das mulheres –, a obesidade se espalha de forma avassaladora na população infantil. No país, 12,7% dos meninos e 9,4% das meninas estão obesos. O índice nos Estados Unidos, para ficar em um exemplo, é maior; no entanto, observando-se a curva dos últimos vinte anos, nota-se que o crescimento de casos de crianças acima do peso na população americana foi de 66%, enquanto no Brasil esse índice subiu para 239%. A Organização Mundial de Saúde projeta que até 2022 o número de crianças obesas no planeta deva ultrapassar o das que se situarem abaixo do peso. Para tentar ao menos abrandar essa perspectiva(E), a entidade defende a elevação de impostos sobre produtos açucarados e a restrição a alimentos industrializados nas escolas. A propósito, os especialistas chamam a atenção para o fato de que frequentemente em supermercados os alimentos naturais ocupam menos espaço, e como menor destaque que os produtos industrializados.Outra medida seria uma estudada regulação da publicidade destinada ao público infantil. [...] (Veja, 25/07/2018)
Sob o aspecto da organização do texto, algumas palavras ou expressões retomam informações ou apontam para outras presentes no texto. Assim, sob o aspecto da coesão referencial, é FALSO o que se afirma em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto que segue para responder à questão.
A VOZ DO OUTRO
Quarenta e três anos separam a publicação de “O outro”, de Rubem Fonseca, e “Espiral”, de Geovani Martins. A seiva de raiva e rancor que irriga e alimenta as fronteiras entre ricos e pobres no Brasil continua, no entanto, a correr acelerada entre os dois contos ambientados no Rio de Janeiro.
Os protagonistas de “O outro” e “Espiral” não têm nome. São definidos por seu lugar na cidade: o primeiro, um executivo estressado que vive para o trabalho e, entre casa, carro e escritório, pouco anda na rua; o segundo, um adolescente que circula a pé e de ônibus entre a Gávea, bairro de classe média alta onde estuda numa escola pública, e a Rocinha, sobressaltada comunidade onde vive.
O executivo de Rubem Fonseca tem medo, o menino de Giovani Martins, também. O executivo tem medo de gente como o menino. O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo. O medo é pai da raiva; a raiva, mãe da covardia, como lembra Chico Buarque em “As caravanas”. É nesse fogo, nada brando, que o Rio ferve há pelo menos quatro décadas.
No conto de Rubem Fonseca – publicado em Feliz ano novo em 1975 e censurado pela ditadura um ano depois – um homem pobre sai da invisibilidade ao interpelar o executivo: “Doutor, doutor, será que o senhor podia me ajudar?”. Coração na boca, sentindo-se ameaçado, ele responde estendendo “uns trocados”. Dali para a frente, sucessivos pedidos de ajuda lhe parecem emboscadas.”Súplice e ameaçador”, o pedinte é, a seus olhos, um inimigo. Adversário que, um dia, flagra na porta de casa. É ali no limiar de seu território, de sua propriedade, que decide dar fim de uma vez por todas ao “outro” que tanto o atormenta.
O personagem de Geovani Martins se “assustava com o susto” de quem o via como “a ameaça”. Prendia o choro, humilhado, até perceber que o jogo nem sempre estava jogado. Passaria ele mesmo a ameacar, com sua ostensiva presença, os meninos do colégio particular caríssimo ou senhora que poderia ser sua avó, e, ao percebê-lo, agarrava-se à bolsa. Com o tempo, concentra-se num único homem, Mário, a quem assombra com zelo de especialista. [...]
Rubem Fonseca tem 92 anos, Geovani Martins, 26. Os dois estrearam com notáveis livros de contos – Os prisioneiros é de 1963 e O sol na cabeça, em que figura “Espiral”, foi lançado no início deste ano. Um e outro representam, em seus respectivos momentos, rupturas.[...]
[...] Ler Geovani Martins no espelho de Rubem Fonseca é encarar de frente “o outro”, que de exterminado nos anos 1970 vira hoje protagonisa e narrador. E o faz de igual para igual, olhando no olho. Pelo menos na literatura.
(Época, 30/04/2018).
Identifique, dentre as proposições de I a III, aquela(s) cujo conteúdo é falso com relação ao conteúdo desenvolvido na resenha escrita pelo jornalista e professor de comunicação da UFRJ - Paulo Roberto Pires.
I- O texto traz uma análise de dois textos literários (contos) que, embora reproduzam situações diferentes, por retratarem épocas distintas, refletem sobre o mesmo tema – o distanciamento entre pobres e ricos causado pelo sentimento de medo e raiva.
II- Com base na afirmação que encerra o texto, de que “o outro” teria passado de exterminador nos anos 1970 a protagonista e narrador nos tempos atuais, o autor deixa clara a ideia de que já não há mais preconceito.
III- O autor do texto, além de dar detalhes das duas obras cotejadas, ressalta a relevância do tema, e, sobretudo, convida o leitor a conferir a obra mais recente, o que é próprio da resenha jornalística.
Assinale a alternativa que corresponde ao que se pede:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Um fato que teve muita repercussão na mídia foi o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, por significar grande perda para a história do país. Usando de criatividade e bom humor, o chargista toma esse episódio para fazer sua crítica
Analise as proposições de I a III, inferidas da leitura da charge, e responda ao que se pede.

Disponível em: http://www.contraovento.com.br/wp-content/uploads/2018/09/nani2.jpg.
I- A equivalência feita entre “dinossauros e múmias” e “Sarney e MDB” confere tom irônico ao texto, por se fazer alusão não apenas
à permanência desses últimos na esfera política brasileira, mas também à inércia de sua atuação.
à permanência desses últimos na esfera política brasileira, mas também à inércia de sua atuação.
II- A responsabilidade pela tragédia ocorrida no Rio de Janeiro é atribuída, por um dos personagens, a Sarney e ao partido que ele representa, o MDB, como tantas outras tragédias decorrentes do descaso dos governantes.
III- O uso da expressão “lá se vão” em referência a Sarney e ao MDB é uma forma de atenuar o fim do poder desse político e do seu partido, o que é possível porque o verbo IR também significa ACABAR/MORRER.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto que segue para responder à questão.
A VOZ DO OUTRO
Quarenta e três anos separam a publicação de “O outro”, de Rubem Fonseca, e “Espiral”, de Geovani Martins. A seiva de raiva e rancor que irriga e alimenta as fronteiras entre ricos e pobres no Brasil continua, no entanto, a correr acelerada entre os dois contos ambientados no Rio de Janeiro.
Os protagonistas de “O outro” e “Espiral” não têm nome. São definidos por seu lugar na cidade: o primeiro, um executivo estressado que vive para o trabalho e, entre casa, carro e escritório, pouco anda na rua; o segundo, um adolescente que circula a pé e de ônibus entre a Gávea, bairro de classe média alta onde estuda numa escola pública, e a Rocinha, sobressaltada comunidade onde vive.
O executivo de Rubem Fonseca tem medo, o menino de Giovani Martins, também. O executivo tem medo de gente como o menino. O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo. O medo é pai da raiva; a raiva, mãe da covardia, como lembra Chico Buarque em “As caravanas”. É nesse fogo, nada brando, que o Rio ferve há pelo menos quatro décadas.
No conto de Rubem Fonseca – publicado em Feliz ano novo em 1975 e censurado pela ditadura um ano depois – um homem pobre sai da invisibilidade ao interpelar o executivo: “Doutor, doutor, será que o senhor podia me ajudar?”. Coração na boca, sentindo-se ameaçado, ele responde estendendo “uns trocados”. Dali para a frente, sucessivos pedidos de ajuda lhe parecem emboscadas.”Súplice e ameaçador”, o pedinte é, a seus olhos, um inimigo. Adversário que, um dia, flagra na porta de casa. É ali no limiar de seu território, de sua propriedade, que decide dar fim de uma vez por todas ao “outro” que tanto o atormenta.
O personagem de Geovani Martins se “assustava com o susto” de quem o via como “a ameaça”. Prendia o choro, humilhado, até perceber que o jogo nem sempre estava jogado. Passaria ele mesmo a ameacar, com sua ostensiva presença, os meninos do colégio particular caríssimo ou senhora que poderia ser sua avó, e, ao percebê-lo, agarrava-se à bolsa. Com o tempo, concentra-se num único homem, Mário, a quem assombra com zelo de especialista. [...]
Rubem Fonseca tem 92 anos, Geovani Martins, 26. Os dois estrearam com notáveis livros de contos – Os prisioneiros é de 1963 e O sol na cabeça, em que figura “Espiral”, foi lançado no início deste ano. Um e outro representam, em seus respectivos momentos, rupturas.[...]
[...] Ler Geovani Martins no espelho de Rubem Fonseca é encarar de frente “o outro”, que de exterminado nos anos 1970 vira hoje protagonisa e narrador. E o faz de igual para igual, olhando no olho. Pelo menos na literatura.
(Época, 30/04/2018).
Avalie como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmações abaixo, que dizem respeito aos recursos de coesão presentes no texto.
( ) O conector “no entanto” (L.2) evidencia oposição de idéias, indicando que o passar do tempo não eliminou as causas determinantes das fronteiras entre pobres e ricos.
( ) Os numerais “primeiro” (L.4) e “segundo” (L.5) são formas referenciais que retomam “O outro” e “Espiral”, respectivamente.
( ) No fragmento: “O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo”, o referente do pronome pessoal “ele” é “o executivo”.
( ) A expressão “o pedinte” (L.15) se refere não ao “homem pobre que interpelou o executivo”, mas a outro indivíduo, referido, logo em seguida pelo termo “adversário”.
( ) O referente da expressão “deste ano” não é expresso dentro do texto, pois é contextual – o ano de 2018, data da edição do periódico em que consta o texto do jornalista.
A sequência que preenche CORRETAMENTE os parênteses está na alternativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com base na leitura do texto a seguir, que faz uma reflexão sobre a formação dos profissionais de medicina, responda à questão:
O DRAMA NACIONAL DO ENSINO MÉDICO
A formação dos profissionais de medicina no país vem sendo posta em xeque em razão da abertura indiscriminada de faculdades
[...] O fato é que o médico, para exercer sua missão com competência e sabedoria, necessita acumular conhecimentos, desenvolver habilidades técnicas, ser ético, ter o comportamento moldado pelo humanismo e, mais ainda, saber comunicar-se com o doente e seua familiares.
[...] Infelizmente, o que está acontecendo(I) com o ensino médico no Brasil vai na contramão do melhor caminho para formar bons profissionais de medicina nos últimos quatro anos, algo alarmante e inédito no mundo. Nesse curto período de tempo, foram autorizadas a funcional mais de 100 faculdades, quando já tínhamos cerca de 200[...].
Ato II – As novas faculdades, e mesmo algumas antigas, estão aptas a formar adequadamente os médicos? A resposta imediata é “não!”. A primeira restrição diz respeito ao corpo docente, já que a boa formação depende de professores capacitados para o mister de ensinar. Embora os cursos médicos devam comprovar um número mínimo de mestres e doutores para o seu funcionamento, não existe fiscalização dessa exigência, tanto que a prática de algumas das novas escolas tem sido demitir doutores após a autorização oficial do funcionamento, uma vez que são docentes mais caros e diminuem o lucro de investidores mais interessados nos resultados financeiros do que no projeto educacional. De maneira complementar, com essa nova pletora de faculdades, seguramente, faltarão docentes qualificados(II) [...] E tudo isso porque estamos falando, nesse ponto, apenas do ensino, ficando quase implícito que em tal modelo a pesquisa não fará parte da rotina dessas faculdades. [...].
A segunda restrição é o acesso a hospitais-escolas. Eles não são apenas instituições assistenciais, pois dependem de médicos que, acumulando as funções dessa natureza e também as docentes, supervisionam as atividades dos estudantes e dos residetes. Querer formar médicos sem um apropriado hospital-escola, próprio ou conveniado, é querer formar músicos sem dar a eles instrumentos para tocar! [...].
Finalmente, se pretendemos mesmo oferecer atendimento de qualidade a nossa população, temos de entender que médicos devidamente qualificados são peças-chave(III). Entretanto, é preciso deixar muito claro que essas não são as únicas peças de um complexo sistema de saúde, que precisa ser constantemente aprimorado para melhor atender a população.
(Veja, 1º de agosto, 2018).
A respeito do emprego dos advérbios no texto, pode-se afirmar que:
I- Em “Infelizmente, o que está acontecendo…” (L. 06), “infelizmente” está em relação com o período no qual se desenvolve o tópico temático – a abertura indiscriminada de faculdades –, servindo para imprimir subjetividade ao texto, ao revelar a postura de insatisfação do autor.
II- Em “Seguramente faltarão docentes qualificados...” ( L. 15) e “um complexo sistema de saúde, que precisa ser constantemente aprimorado” (L. 23), “seguramente” e “constantemente “são advérbios classificados tradicionalmente como de “modo”, mas trazem nuances, respectivamente, de avaliação e tempo/frequência.
III- Em “temos de entender que médicos devidamente qualificados são peças-chave”, “devidamente” é um advérbio de modo que se relaciona com o adjetivo “qualificados”.
É CORRETO o que se afirma em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com base na leitura do texto a seguir, que faz uma reflexão sobre a formação dos profissionais de medicina, responda à questão:
O DRAMA NACIONAL DO ENSINO MÉDICO
A formação dos profissionais de medicina no país vem sendo posta em xeque em razão da abertura indiscriminada de faculdades
[...] O fato é que o médico, para exercer sua missão com competência e sabedoria, necessita acumular conhecimentos, desenvolver habilidades técnicas, ser ético, ter o comportamento moldado pelo humanismo e, mais ainda, saber comunicar-se com o doente e seua familiares.
[...] Infelizmente, o que está acontecendo com o ensino médico no Brasil vai na contramão do melhor caminho para formar bons profissionais de medicina nos últimos quatro anos, algo alarmante e inédito no mundo. Nesse curto período de tempo, foram autorizadas a funcional mais de 100 faculdades, quando já tínhamos cerca de 200[...].
Ato II – As novas faculdades, e mesmo algumas antigas, estão aptas a formar adequadamente os médicos? A resposta imediata é “não!”. A primeira restrição diz respeito ao corpo docente, já que a boa formação depende de professores capacitados para o mister de ensinar.(B) Embora os cursos médicos devam comprovar um número mínimo de mestres e doutores para o seu funcionamento, não existe fiscalização dessa exigência, (E) tanto que a prática de algumas das novas escolas tem sido demitir doutores após a autorização oficial do funcionamento, uma vez que são docentes mais caros e diminuem o lucro de investidores mais interessados nos resultados financeiros do que no projeto educacional. De maneira complementar, com essa nova pletora de faculdades, seguramente, faltarão docentes qualificados [...] E tudo isso porque estamos falando, nesse ponto, apenas do ensino, ficando quase implícito que em tal modelo a pesquisa não fará parte da rotina dessas faculdades(C). [...].
A segunda restrição é o acesso a hospitais-escolas. Eles não são apenas instituições assistenciais, pois dependem de médicos que, acumulando as funções dessa natureza e também as docentes, supervisionam as atividades dos estudantes e dos residetes. Querer formar médicos sem um apropriado hospital-escola, próprio ou conveniado, é querer formar músicos sem dar a eles instrumentos para tocar!(D) [...].
Finalmente, se pretendemos mesmo oferecer atendimento de qualidade a nossa população, temos de entender que médicos devidamente qualificados são peças-chave.(A) Entretanto, é preciso deixar muito claro que essas não são as únicas peças de um complexo sistema de saúde, que precisa ser constantemente aprimorado para melhor atender a população.
(Veja, 1º de agosto, 2018).
Sob o aspecto da coesão sequencial, alguns elementos linguísticos no texto, a exemplo das conjunções, estabelecem diferentes relações semânticas entre as orações – causa, consequência, etc. Nesse sentido, assinale a alternativa que traz um fragmento textual no qual a relação de sentido expressa entre as orações é de CONCESSÃO.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
De acordo com o Manual de Redação Oficial (2002), associe as duas colunas, relacionando as comunicações oficiais à sua definição e finalidade.
1. Telegrama
2. Memorando
3. Fax
4. Correio Eletrônico
2. Memorando
3. Fax
4. Correio Eletrônico
( ) É uma forma de comunicação interna que pode estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente.
( ) Está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico.
( ) Simplifica os procedimentos burocráticos e é expedida através de telegrafia, telex, etc.
( ) Por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos.
A sequência CORRETA dessa associação está na alternativa
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a opção que representa um tipo de disco rígido de computador:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Após a leitura do trecho da matéria jornalística abaixo, responda à questão:
A AMEAÇA CRESCENTE DA OBESIDADE NO PAÍS
O número de pessoas acima do peso no Brasil saltou de 24% da população nos anos 1970 para mais da metade
dos brasileiros hoje em dia.
Os dados são precisos, recentes e, sobretudo, alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 207,6 milhões de brasileiros, 53,8% estão acima do peso. Na década de 70, o índice no país era bem menor: 24%. A marca ultrapassou 50% da população em 2016 – o que equivale a dizer que o salto não ocorreu de uma hora para outra; desenhou-se aos poucos, é verdade, mas não sem deixar pistas. A crônica da obesidade no Brasil foi, sim, anunciada.
Para além dos fatores genéticos, as causas do sobrepeso se multiplicam – e as mudanças nos hábitos alimentares verificadas mundo afora nas últimas décadas têm enorme responsabilidade no avanço da obesidade. Houve, por exemplo, um aumento significativo no consumo de alimentos semiprontos e congelados. A popularização dos micro-ondas e dos freezers contribuiu bastante para isso. Embora prático, esse cardápio é quase sempre pouco saudável, como a maioria das atrações das redes de fast-food. E o pior: muitas vezes, engorda.
Não bastasse o alastramento do sobrepeso entre os adultos – que no Brasil atinge 57,7% dos homens e 50,5% das mulheres –, a obesidade se espalha de forma avassaladora na população infantil. No país, 12,7% dos meninos e 9,4% das meninas estão obesos. O índice nos Estados Unidos, para ficar em um exemplo, é maior; no entanto, observando-se a curva dos últimos vinte anos, nota-se que o crescimento de casos de crianças acima do peso na população americana foi de 66%, enquanto no Brasil esse índice subiu para 239%. A Organização Mundial de Saúde projeta que até 2022 o número de crianças obesas no planeta deva ultrapassar o das que se situarem abaixo do peso. Para tentar ao menos abrandar essa perspectiva, a entidade defende a elevação de impostos sobre produtos açucarados e a restrição a alimentos industrializados nas escolas. A propósito, os especialistas chamam a atenção para o fato de que frequentemente em supermercados os alimentos naturais ocupam menos espaço, e como menor destaque que os produtos industrializados.Outra medida seria uma estudada regulação da publicidade destinada ao público infantil. [...] ( Veja, 25/07/2018)
Advérbio é uma palavra ou expressão modificadora – relativamente a outro termo, ou mesmo uma oração – que acrescenta informações circunstancias de tempo, lugar, modo, intensidade, causa, condição, etc.
Assim, considerando o contexto de ocorrência dos advérbios em destaque nos fragmentos textuais abaixo listados, relacione os sentidos expressos na coluna à esquerda com os advérbios correspondentes na coluna à direita.
I- De acordo com o Ministério da Saúde, dos 207,6 milhões de brasileiros, 53,8% estão acima do peso. Na década de 70, o índice no país era bem menor: 24%.
II- A popularização dos micro-ondas e dos freezers contribuiu bastante para isso.
III- Embora prático, esse cardápio é quase sempre pouco saudável, como a maioria das atrações das redes de fast-food. E o pior: muitas vezes, engorda.
IV- Os especialistas chamam a atenção para o fato de que frequentemente em supermercados os alimentos naturais ocupam menos espaço, e como menor destaque que os produtos industrializados.
1. Tempo
2. Lugar
3. Modo
4. Dúvida
5. Intensidade
( ) Bem
( ) Bastante
( ) Quase
( ) Sempre
( ) Frequentemente
( ) Menos
( ) Menos
A sequência numérica CORRETA é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container