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Foram encontradas 80 questões.

1015412 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
As “cotas” de Brasília
J. R. Guzzo
Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até que se possa chegar a algum consenso razoável sobre as vantagens e as desvantagens da aplicação no Brasil dos sistemas de “cotas”, pelos quais determinados cidadãos recebem determinadas prioridades para obter acesso a determinados bens públicos – conforme a cor de sua pele, por exemplo, têm direito a tantas ou quantas vagas nas universidades ou, num caso mais recente, em concursos para entrar no Itamaraty. Na teoria, supõe-se que isso sirva para melhorar com mais rapidez a vida de muitos brasileiros que hoje competem em desvantagem na maratona social e precisam, portanto, de uma compensação. Pode estar certo, pode não estar; o tempo dirá. Enquanto isso, prospera com vigor cada vez maior outro sistema de cotas, muito mais importante para o bem-estar de todos, seja qual for a sua cor, e sobre o qual não existe dúvida nenhuma: é uma completa calamidade. Trata-se da distribuição de cargos essenciais no serviço público federal através de cálculos aritméticos que dão a partidos ligados ao governo, grupos políticos regionais, gangues partidárias e bandos assemelhados o direito a receber um número X ou Y de postos na administração, que preenchem com nomes de sua escolha – e sem a mais remota preocupação em saber se os nomeados têm ou não alguma capacidade profissional para exercer as funções que receberam. Há perfeito consenso de que a existência dessas cotas torna praticamente impossível o bom funcionamento de qualquer governo. Há igual consenso, ao mesmo tempo de que “no Brasil é assim”. A única modificação esperada é que, a cada troca de comando, a coisa fique ainda pior.
A atual transição em Brasília marca um novo patamar nesse processo. Cargos com impacto direto na vida dos cidadãos, e que obviamente exigem de seus ocupantes experiência, talento e aptidão profissional para ser exercidos com um mínimo de eficácia, são entregues “de porteira fechada” a esta ou àquela turminha. Não passa pela cabeça de ninguém, nem de longe, reivindicar qualquer cargo por ter ideias sobre como tocá-lo melhor, ou por ter algum projeto em relação a ele; exige-se o lugar simplesmente porque ele faz parte “da cota” de um grupo “aliado”. Discute-se abertamente o valor do posto, sem nenhuma tentativa de disfarce, pelo volume de verbas a seu dispor; tal posição, com verba de 20 bilhões de reais no orçamento deste ano, vale duas vagas com verbas de 10 bilhões cada uma. São debatidos em plena luz do dia e em português claro, igualmente, os atrativos mais importantes dos cargos em oferta no livre mercado de Brasília – quais os que dão as maiores oportunidades de nomear parentes e aliados, quais os que são mais promissores para a transação de negócios, quais são os que permitem roubar mais. A certa altura, discutiu-se a entrega de determinado posto diretamente a um empreiteiro de obras públicas. Em outro grande momento, falou-se na “cota” da presidente Dilma Rousseff – como se ela, após ser eleita com mais de 55 milhões de votos, tivesse direito a um número limitado de nomeações em seu próprio governo.
Parece de notável desimportância, nessas condições, ficar quebrando a cabeça para determinar se o novo ministério é melhor, igual ou pior que o anterior. É, sem dúvida, uma das equipes mais cinzentas que um chefe de estado brasileiro já conseguiu reunir em tomo de si, não ajudando em nada, é claro, o fato de que um terço dos ministros foi herdado do governo anterior – provavelmente, a “cota” do ex-presidente da República. O ministro da Previdência Social diz que não entende nada de previdência social. A ministra da Cultura diz que não entende nada de direitos autorais. A primeira realização da ministra da Pesca (e, não podemos esquecer, da “Aquicultura”) foi trocar a placa de seu carro oficial; onde estava escrito “ministro” agora já se pode ler “ministra”. Mas e daí? Seria pura ilusão acreditar que com nomes diferentes o governo Dilma poderia ter um desempenho muito melhor, quando centenas de cargos que vêm logo abaixo deles, e onde se decidem a realidades do funcionamento de aeroportos, estradas, ambulatórios, escolas e tantas coisas mais, são disputados pelos políticos como se disputam pontos do tráfico no Complexo do Alemão. É motivo de espanto, nessas condições, que se consiga, por exemplo, embarcar e desembarcar alguma coisa nos portos brasileiros, que as aposentadorias sejam pagas em dia ou que a luz acenda quando se liga o interruptor. Pelo jeito, continuará sendo.
Revista Veja, edição 2200, de 19 de janeiro de 2011.
“Parece de notável desimportância, nessas condições, ficar quebrando a cabeça para determinar se o novo ministério é melhor, igual ou pior que o anterior.” O significado do prefixo des, em desimportância, é o de
 

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1015403 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR

Como se denomina o regime de governo onde o povo tem o poder de eleger os seus representantes?

 

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997271 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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As “cotas” de Brasília
J. R. Guzzo
Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até que se possa chegar a algum consenso razoável sobre as vantagens e as desvantagens da aplicação no Brasil dos sistemas de “cotas”, pelos quais determinados cidadãos recebem determinadas prioridades para obter acesso a determinados bens públicos – conforme a cor de sua pele, por exemplo, têm direito a tantas ou quantas vagas nas universidades ou, num caso mais recente, em concursos para entrar no Itamaraty. Na teoria, supõe-se que isso sirva para melhorar com mais rapidez a vida de muitos brasileiros que hoje competem em desvantagem na maratona social e precisam, portanto, de uma compensação. Pode estar certo, pode não estar; o tempo dirá. Enquanto isso, prospera com vigor cada vez maior outro sistema de cotas, muito mais importante para o bem-estar de todos, seja qual for a sua cor, e sobre o qual não existe dúvida nenhuma: é uma completa calamidade. Trata-se da distribuição de cargos essenciais no serviço público federal através de cálculos aritméticos que dão a partidos ligados ao governo, grupos políticos regionais, gangues partidárias e bandos assemelhados o direito a receber um número X ou Y de postos na administração, que preenchem com nomes de sua escolha – e sem a mais remota preocupação em saber se os nomeados têm ou não alguma capacidade profissional para exercer as funções que receberam. Há perfeito consenso de que a existência dessas cotas torna praticamente impossível o bom funcionamento de qualquer governo. Há igual consenso, ao mesmo tempo de que “no Brasil é assim”. A única modificação esperada é que, a cada troca de comando, a coisa fique ainda pior.
A atual transição em Brasília marca um novo patamar nesse processo. Cargos com impacto direto na vida dos cidadãos, e que obviamente exigem de seus ocupantes experiência, talento e aptidão profissional para ser exercidos com um mínimo de eficácia, são entregues “de porteira fechada” a esta ou àquela turminha. Não passa pela cabeça de ninguém, nem de longe, reivindicar qualquer cargo por ter ideias sobre como tocá-lo melhor, ou por ter algum projeto em relação a ele; exige-se o lugar simplesmente porque ele faz parte “da cota” de um grupo “aliado”. Discute-se abertamente o valor do posto, sem nenhuma tentativa de disfarce, pelo volume de verbas a seu dispor; tal posição, com verba de 20 bilhões de reais no orçamento deste ano, vale duas vagas com verbas de 10 bilhões cada uma. São debatidos em plena luz do dia e em português claro, igualmente, os atrativos mais importantes dos cargos em oferta no livre mercado de Brasília – quais os que dão as maiores oportunidades de nomear parentes e aliados, quais os que são mais promissores para a transação de negócios, quais são os que permitem roubar mais. A certa altura, discutiu-se a entrega de determinado posto diretamente a um empreiteiro de obras públicas. Em outro grande momento, falou-se na “cota” da presidente Dilma Rousseff – como se ela, após ser eleita com mais de 55 milhões de votos, tivesse direito a um número limitado de nomeações em seu próprio governo.
Parece de notável desimportância, nessas condições, ficar quebrando a cabeça para determinar se o novo ministério é melhor, igual ou pior que o anterior. É, sem dúvida, uma das equipes mais cinzentas que um chefe de estado brasileiro já conseguiu reunir em tomo de si, não ajudando em nada, é claro, o fato de que um terço dos ministros foi herdado do governo anterior – provavelmente, a “cota” do ex-presidente da República. O ministro da Previdência Social diz que não entende nada de previdência social. A ministra da Cultura diz que não entende nada de direitos autorais. A primeira realização da ministra da Pesca (e, não podemos esquecer, da “Aquicultura”) foi trocar a placa de seu carro oficial; onde estava escrito “ministro” agora já se pode ler “ministra”. Mas e daí? Seria pura ilusão acreditar que com nomes diferentes o governo Dilma poderia ter um desempenho muito melhor, quando centenas de cargos que vêm logo abaixo deles, e onde se decidem a realidades do funcionamento de aeroportos, estradas, ambulatórios, escolas e tantas coisas mais, são disputados pelos políticos como se disputam pontos do tráfico no Complexo do Alemão. É motivo de espanto, nessas condições, que se consiga, por exemplo, embarcar e desembarcar alguma coisa nos portos brasileiros, que as aposentadorias sejam pagas em dia ou que a luz acenda quando se liga o interruptor. Pelo jeito, continuará sendo.
Revista Veja, edição 2200, de 19 de janeiro de 2011.
Em qual das alternativas abaixo a sequência verbal destacada pode ser substituída por um tempo verbal simples sem alteração do sentido original?
 

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997239 Ano: 2012
Disciplina: Arquivologia
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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Com relação à terminologia utilizada pela Comissão Especial de Terminologia Arquivística do Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
A. Tabela de Temporalidade.
B. Arquivologia.
C. Arquivística.
D. Tabela de equivalência.
1. Princípios e técnicas a serem observados na organização, na localização, no desenvolvimento e na utilização dos arquivos.
2. Estudo ou conhecimento relativo à organização de arquivos.
3. Ferramenta utilizada pelo arquivista para manter os dados atualizados no arquivo; tabela em que se apresenta os dados antigos e novos, realizando-se a equivalência entre ambos, isto é, demonstrando-se o que foi modificado e o que se manteve.
4. Instrumento aprovado pela autoridade competente que define o destino dos documentos de acordo e os prazos que devem permanecer sob guarda, com estabelecimento de critérios para a sua permanência, eliminação e microfilmagem.
 

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941656 Ano: 2012
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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Com relação à elaboração de uma correspondência comercial, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta. Algumas letras poderão ser utilizadas mais de uma vez e outras poderão não ser usadas.
A. Quanto ao estilo.
B. Quanto à escrita de algarismo.
C. Redundância.
D. Quanto à despedida.
1. Elemento utilizado numa mensagem para reduzir os riscos de ruído. É a informação que se transmite adicionalmente para proporcionar compreensão. É a reiteração de determinadas frases, de explicações, de esclarecimentos adicionais.
2. Evitar, sobretudo, o “não tenho nada mais para o momento”, que se constitui em evidente pleonasmo.
3. Evitar fazer literatura, rebuscando o texto com mil adjetivos irrelevantes, metáforas inoportunas, períodos excessivamente longos. Nada de estilo empolado, deve-se evitar os verbos auxiliares: Foi feito = fez-se, foi tomada = tornou-se.
4. O procedimento de digitar o número e o numeral é de todo inútil. Ou uma coisa ou outra, mas a preferência é pelo número.
 

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920596 Ano: 2012
Disciplina: Arquivologia
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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Com relação à forma correta de arquivar documentos no método alfabético, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s)
correta(s).
I. Camilo Castelo Branco - arquiva-se: Castelo Branco, Camilo.
II. José de Oviedo y Baños - arquiva-se: Oviedo y Baños, José de.
III. Jorge de Abreu Sobrinho - arquiva-se Abreu Sobrinho, Jorge de.
IV. J. Vieira; Jonas Vieira e José Vieira - arquivam-se: Vieira, J.; Vieira, Jonas e Vieira, José.
 

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920456 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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Para se realizar a organização do ambiente de trabalho, antes de tudo, é preciso ter algumas ferramentas que irão ajudar a empresa a sair do “buraco”. Aqui, vale o conceito de flexibilidade e criatividade. O fundamental é ter flexibilidade, que cada um fique à vontade para adaptar essas ferramentas conforme considerar necessário. A melhor organização é aquela que parecer feita sob medida para você – que tenha a sua cara e seja fácil de ser implementada. A primeira ferramenta de trabalho é a sua taxonomia pessoal.
Em relação ao texto acima, e ao significado de taxonomia, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Estudo dos princípios gerais da classificação científica.
II. Distinção, ordenação e nomenclatura sistemática de grupos típicos, dentro de um campo científico.
III. Ramo que se ocupa da classificação natural dos seres vivos, animais e vegetais; sistemática.
IV. Status ou satisfação do ego – o forte senso de valor próprio.
 

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920254 Ano: 2012
Disciplina: Informática
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
Considere a figura a seguir que ilustra parte de uma planilha eletrônica criada no Microsoft Excel e, com base nesta planilha, assinale a alternativa correta.
Obs.: Considere a planilha eletrônica Microsoft Excel 2010 e BrOffice.org 3.2 Calc (instalação padrão português – Brasil).
A utilização do caractere + é apenas para interpretação.
Enunciado 920254-1
 

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918414 Ano: 2012
Disciplina: Administração Geral
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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Organizacionalmente, a reciprocidade é o processo de desenvolver um “contrato psicológico” entre uma pessoa e a empresa que ela trabalha, onde ela sente que faz parte da organização e, consequentemente, comporta-se como um participante dessa organização. O contrato psicológico é um elemento fundamental em qualquer relação de trabalho e influencia poderosamente o comportamento das partes envolvidas. Dessa forma, o contrato torna-se um meio utilizado para criar e trocar valores entre as pessoas. Cada pessoa, no fundo, representa seus próprios contratos, que regem as relações interpessoais e intrapessoais. Uma fonte muito comum de dificuldades nas relações interpessoais organizacionais é
 

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901890 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Foz Iguaçu-PR
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As “cotas” de Brasília
J. R. Guzzo
Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até que se possa chegar a algum consenso razoável sobre as vantagens e as desvantagens da aplicação no Brasil dos sistemas de “cotas”, pelos quais determinados cidadãos recebem determinadas prioridades para obter acesso a determinados bens públicos – conforme a cor de sua pele, por exemplo, têm direito a tantas ou quantas vagas nas universidades ou, num caso mais recente, em concursos para entrar no Itamaraty. Na teoria, supõe-se que isso sirva para melhorar com mais rapidez a vida de muitos brasileiros que hoje competem em desvantagem na maratona social e precisam, portanto, de uma compensação. Pode estar certo, pode não estar; o tempo dirá. Enquanto isso, prospera com vigor cada vez maior outro sistema de cotas, muito mais importante para o bem-estar de todos, seja qual for a sua cor, e sobre o qual não existe dúvida nenhuma: é uma completa calamidade. Trata-se da distribuição de cargos essenciais no serviço público federal através de cálculos aritméticos que dão a partidos ligados ao governo, grupos políticos regionais, gangues partidárias e bandos assemelhados o direito a receber um número X ou Y de postos na administração, que preenchem com nomes de sua escolha – e sem a mais remota preocupação em saber se os nomeados têm ou não alguma capacidade profissional para exercer as funções que receberam. Há perfeito consenso de que a existência dessas cotas torna praticamente impossível o bom funcionamento de qualquer governo. Há igual consenso, ao mesmo tempo de que “no Brasil é assim”. A única modificação esperada é que, a cada troca de comando, a coisa fique ainda pior.
A atual transição em Brasília marca um novo patamar nesse processo. Cargos com impacto direto na vida dos cidadãos, e que obviamente exigem de seus ocupantes experiência, talento e aptidão profissional para ser exercidos com um mínimo de eficácia, são entregues “de porteira fechada” a esta ou àquela turminha. Não passa pela cabeça de ninguém, nem de longe, reivindicar qualquer cargo por ter ideias sobre como tocá-lo melhor, ou por ter algum projeto em relação a ele; exige-se o lugar simplesmente porque ele faz parte “da cota” de um grupo “aliado”. Discute-se abertamente o valor do posto, sem nenhuma tentativa de disfarce, pelo volume de verbas a seu dispor; tal posição, com verba de 20 bilhões de reais no orçamento deste ano, vale duas vagas com verbas de 10 bilhões cada uma. São debatidos em plena luz do dia e em português claro, igualmente, os atrativos mais importantes dos cargos em oferta no livre mercado de Brasília – quais os que dão as maiores oportunidades de nomear parentes e aliados, quais os que são mais promissores para a transação de negócios, quais são os que permitem roubar mais. A certa altura, discutiu-se a entrega de determinado posto diretamente a um empreiteiro de obras públicas. Em outro grande momento, falou-se na “cota” da presidente Dilma Rousseff – como se ela, após ser eleita com mais de 55 milhões de votos, tivesse direito a um número limitado de nomeações em seu próprio governo.
Parece de notável desimportância, nessas condições, ficar quebrando a cabeça para determinar se o novo ministério é melhor, igual ou pior que o anterior. É, sem dúvida, uma das equipes mais cinzentas que um chefe de estado brasileiro já conseguiu reunir em tomo de si, não ajudando em nada, é claro, o fato de que um terço dos ministros foi herdado do governo anterior – provavelmente, a “cota” do ex-presidente da República. O ministro da Previdência Social diz que não entende nada de previdência social. A ministra da Cultura diz que não entende nada de direitos autorais. A primeira realização da ministra da Pesca (e, não podemos esquecer, da “Aquicultura”) foi trocar a placa de seu carro oficial; onde estava escrito “ministro” agora já se pode ler “ministra”. Mas e daí? Seria pura ilusão acreditar que com nomes diferentes o governo Dilma poderia ter um desempenho muito melhor, quando centenas de cargos que vêm logo abaixo deles, e onde se decidem a realidades do funcionamento de aeroportos, estradas, ambulatórios, escolas e tantas coisas mais, são disputados pelos políticos como se disputam pontos do tráfico no Complexo do Alemão. É motivo de espanto, nessas condições, que se consiga, por exemplo, embarcar e desembarcar alguma coisa nos portos brasileiros, que as aposentadorias sejam pagas em dia ou que a luz acenda quando se liga o interruptor. Pelo jeito, continuará sendo.
Revista Veja, edição 2200, de 19 de janeiro de 2011.
Assinale a alternativa correta quanto à acentuação.
 

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