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Foram encontradas 63 questões.

791025 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
No fundo do mar
O Brasil naufraga. A cada dia a situação brasileira muda – em alguns aspectos geralmente negativos – tão depressa que, quando se pensa num artigo para esta coluna, já as coisas degringolaram ou se confundiram um pouco mais. Portanto, é sempre em parte um tiro no escuro: quem sabe, até sair o texto, mais coisas graves terão acontecido e não consegui, na hora, atualizar? Mas, para isso, a gente que escreve conta com a compreensão do leitor – algo já meio esquisito de pedir, uma vez que nos solicitam “compreensão” para os fatos mais incompreensíveis.
A grande nau com seus 200 milhões de passageiros quase raspa o fundo do mar, onde ficará atolada se não tomarmos medidas. E nós, os comuns mortais, nós, o povo – porque povo não são só os pobres, os miseráveis, os despossuídos, os abandonados pelo governo, os pobres ingênuos iludidos ou os furiosos campesinos que desfilam com bandeiras e camisas vermelhas, ameaçando com foices sem ver os próprios enganos –, o que nós, o povo, repito, podemos fazer? Além de tentarmos levar nossa existência e trabalho da maneira mais decente possível, na dura lida para conseguir pagar as contas e manter uma vida digna para a família, e torcermos para que os que mandam no país tomem as providências salvadoras, pouco podemos fazer, a não ser falar, ler, nos informar, e – isto sim – sair às ruas.
Confesso que no dia 15 de março não participei com meus filhos e amigos, e que me dispensei porque, afinal, a cada duas semanas estou com a cara na janela aqui, para milhões de leitores, muito exposta e muito ativa, sem ter de me apoiar na bengala que nos últimos anos uso para trajetos maiores ou mais cansativos, ou para subir alguns degraus. Mas desta vez prometi a mim mesma, se sair a manifestação de 12 de abril, lá estarei, de bengalinha e tudo, orgulhosa de poder fazer algo mais concreto ainda do que um artigo, pelo bem deste país do qual minha família fez a sua pátria há 200 anos, labutando para que ele se torne maior e melhor.
Tenho escrito especificamente sobre esta nau vítima de tamanho desastre. Tenho pensado nela insistentemente muitas horas do meu dia, e em alguma hora insone de madrugada, quando acordo, como tantos brasileiros, me perguntando: e agora? O que vai suceder, quem vai comandar? Pois estamos, não oficialmente, mas de fato, sem comando, sem experiente timoneiro que nos guie, os marinheiros aturdidos, alguns líderes apenas começando a tomar pulso e a ajudar no leme.
Tomamos consciência do perigo real, e protestamos pacificamente: 2 milhões de pessoas nas ruas do Brasil clamando pelo seu direito a escolas e hospitais públicos decentes, postos de saúde funcionando e dando os remédios básicos, estradas transitáveis; que a economia em redemoinho descendente não trave ainda mais nossa já dura vida cotidiana.
Que não desmoronem mais casinhas e edifícios do Minha Casa Minha Vida, malconstruídos, ou erguidos em locais proibidos, como à beira de uma represa. Que os desperdícios em gastos do governo sejam zerados, que as assombrosas revelações, cada dia comprovadas, sobre roubos gigantescos na Petrobras e outras estatais não desabem sobre a população como um maremoto num país ingovernável e paralisado, onde propagandas enganosas causaram o endividamento impagável de milhares de famílias; que se interrompa e reduza o desemprego, que massacra muito mais pessoas do que se imagina; que se corrijam a humilhação e o isolamento do país no cenário internacional, pela patética atuação no campo diplomático.
Estamos roçando o fundo do mar de todos os naufrágios: não se divisa uma solução simples que possa mudar o cenário assustador.
Que a gente não naufrague, mas que uma fórmula quase milagrosa – que não conheço, mas desejo –, legal e eficiente, ponha este grande leme em mãos firmes e competentes, e nos reintroduza nos países civilizados, dando-nos segurança, paz e esperança: pois esta está cada dia mais ralinha.
Que Deus nos ajude!
(LUFT, Lya. No fundo do mar. Revista Veja. 1.º de abril de 2015.)
De acordo com o texto, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
 

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790892 Ano: 2015
Disciplina: Comunicação Social
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
Sobre textos jornalísticos para rádio, assinale a afirmativa INCORRETA.
 

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790195 Ano: 2015
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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Um investidor aplicou R$4000,00 e resgatou um total de R$4200,00 após 10 meses. Nessas condições, é CORRETO afirmar que a taxa mensal de juros dessa aplicação foi igual a
 

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790107 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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Se r e θ são dois números reais, então o determinante da matriz !$ \begin{bmatrix} cos θ & r sen θ \\ sen θ & r cos θ \end{bmatrix} !$ é igual a
 

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789947 Ano: 2015
Disciplina: Estatística
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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Durante uma semana, foram cronometradas as viagens que um ônibus faz diariamente da cidade A para a cidade B, obtendo-se os seguintes resultados (em minutos):
224 – 231 – 239 – 242 – 236 – 245 – 235.
A duração média da viagem de A até B é
 

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789883 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
No fundo do mar
O Brasil naufraga. A cada dia a situação brasileira muda – em alguns aspectos geralmente negativos – tão depressa que, quando se pensa num artigo para esta coluna, já as coisas degringolaram ou se confundiram um pouco mais. Portanto, é sempre em parte um tiro no escuro: quem sabe, até sair o texto, mais coisas graves terão acontecido e não consegui, na hora, atualizar? Mas, para isso, a gente que escreve conta com a compreensão do leitor!$ ^{B)} !$ – algo já meio esquisito de pedir, uma vez que nos solicitam “compreensão” para os fatos mais incompreensíveis.
A grande nau com seus 200 milhões de passageiros quase raspa o fundo do mar, onde ficará atolada se não tomarmos medidas. E nós, os comuns mortais, nós, o povo – porque povo não são só os pobres, os miseráveis, os despossuídos, os abandonados pelo governo, os pobres ingênuos iludidos ou os furiosos campesinos que desfilam com bandeiras e camisas vermelhas, ameaçando com foices sem ver os próprios enganos –, o que nós, o povo, repito, podemos fazer?!$ ^{A)} !$ Além de tentarmos levar nossa existência e trabalho da maneira mais decente possível, na dura lida para conseguir pagar as contas e manter uma vida digna para a família, e torcermos para que os que mandam no país tomem as providências salvadoras, pouco podemos fazer, a não ser falar, ler, nos informar, e – isto sim – sair às ruas.
Confesso que no dia 15 de março não participei com meus filhos e amigos, e que me dispensei porque, afinal, a cada duas semanas estou com a cara na janela aqui, para milhões de leitores, muito exposta e muito ativa, sem ter de me apoiar na bengala que nos últimos anos uso para trajetos maiores ou mais cansativos, ou para subir alguns degraus. Mas desta vez prometi a mim mesma, se sair a manifestação de 12 de abril, lá estarei, de bengalinha e tudo, orgulhosa de poder fazer algo mais concreto ainda do que um artigo, pelo bem deste país do qual minha família fez a sua pátria há 200 anos, labutando para que ele se torne maior e melhor.
Tenho escrito especificamente sobre esta nau vítima de tamanho desastre. Tenho pensado nela insistentemente muitas horas do meu dia, e em alguma hora insone de madrugada, quando acordo, como tantos brasileiros, me perguntando: e agora?!$ ^{D)} !$ O que vai suceder, quem vai comandar? Pois estamos, não oficialmente, mas de fato, sem comando!$ ^{C)} !$, sem experiente timoneiro que nos guie, os marinheiros aturdidos, alguns líderes apenas começando a tomar pulso e a ajudar no leme.
Tomamos consciência do perigo real, e protestamos pacificamente: 2 milhões de pessoas nas ruas do Brasil clamando pelo seu direito a escolas e hospitais públicos decentes, postos de saúde funcionando e dando os remédios básicos, estradas transitáveis; que a economia em redemoinho descendente não trave ainda mais nossa já dura vida cotidiana.
Que não desmoronem mais casinhas e edifícios do Minha Casa Minha Vida, malconstruídos, ou erguidos em locais proibidos, como à beira de uma represa. Que os desperdícios em gastos do governo sejam zerados, que as assombrosas revelações, cada dia comprovadas, sobre roubos gigantescos na Petrobras e outras estatais não desabem sobre a população como um maremoto num país ingovernável e paralisado, onde propagandas enganosas causaram o endividamento impagável de milhares de famílias; que se interrompa e reduza o desemprego, que massacra muito mais pessoas do que se imagina; que se corrijam a humilhação e o isolamento do país no cenário internacional, pela patética atuação no campo diplomático.
Estamos roçando o fundo do mar de todos os naufrágios: não se divisa uma solução simples que possa mudar o cenário assustador.
Que a gente não naufrague, mas que uma fórmula quase milagrosa – que não conheço, mas desejo –, legal e eficiente, ponha este grande leme em mãos firmes e competentes, e nos reintroduza nos países civilizados, dando-nos segurança, paz e esperança: pois esta está cada dia mais ralinha.
Que Deus nos ajude!
(LUFT, Lya. No fundo do mar. Revista Veja. 1.º de abril de 2015.)
Assinale a alternativa em que as vírgulas foram usadas obrigatoriamente para separar um aposto explicativo.
 

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789873 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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POR QUE GOSTAMOS MAIS DE PETS DO QUE DE OUTRAS PESSOAS?
No fim de 2013, uma pesquisa feita pelo Ibope com mais de 10 mil pessoas revelou que 80% dos internautas brasileiros têm um animal de estimação em casa. Mais da metade dos entrevistados têm um cachorro, dos quais 28% são vira-latas.
O que mais chama atenção na pesquisa é o quanto é gasto por mês com os animais: 46% gastam mais de R$ 75 com os pets, com a média de gasto mensal de cerca de R$ 100. Ou seja, anualmente um cachorrinho pode custar pelo menos R$ 1.200. Banho toda semana não é pra todos, mas ainda assim o número é grande: 52% dos animais tomam banho pelo menos uma vez por quinzena. Todos esses números provam o óbvio: os animais de estimação fazem parte da nossa vida. Mas gostamos mais deles do que dos nossos próprios semelhantes?
Existem muitos exemplos nos Estados Unidos de cachorros mortos por policiais em apreensões de seus donos. Segundo o FBI, nos EUA, cerca de 400 civis são mortos por ano em confrontos com a polícia, já com cães o número é indefinido pela agência. Em uma contagem feita por Merrit Clifton, do site Animals 24-7, de 300 a 500 cães morrem por ano em ocorrências policiais. Para muitas pessoas imaginar um pobre cachorrinho levando um tiro indigna muito mais do que um ser humano na mesma situação. Acha a citação absurda?
Dois sociólogos da Universidade de Northeastern corroboram a ideia do último parágrafo quando dizem que “as pessoas ficam mais chateadas com as notícias de abuso de animais do que com ataques dirigidos a seres humanos”. Os pesquisadores Arnold Arluke e Jack Levin fizeram uma série de estudos dessa relação fraterna entre humanos e animais, e os resultados são assustadores.
Um dos estudos consistia em mostrar manchetes de um falso assassinato no campus da universidade aos estudantes. Arluke e Levin faziam um rodízio sobre as vítimas: um filhote de cachorro, um cachorro adulto, um bebê humano e um homem adulto.
A história em que a vítima era um ser humano adulto suscitou, de longe, os menores índices de estresse emocional nos estudantes. Uma pontinha de esperança surge quando o "vencedor" é anunciado: o bebê humano. No entanto, o filhote de cachorro leva o segundo lugar, seguido de perto do cão adulto. Arluke e Levin concluem que a importância emocional varia de acordo com o nível de opressão: quanto mais indefesos e desprotegidos, mais dó sentimos.
Em outro experimento, psicólogos da Universidade Georgia perguntaram para 573 pessoas quem elas salvariam em um cenário hipotético que dava chance de apenas um indivíduo sobreviver: cão ou humano.
Segundo os pesquisadores, dois fatores são levados em conta nesse momento de decisão. Primeiro: quem é a pessoa em perigo. Um desconhecido perderia a vida por um cachorro. Segundo: quem é o cão em perigo. 40% dos entrevistados salvariam seu animal de estimação ao invés de um turista estrangeiro.
Ao que parece, a maioria das pessoas vive de acordo com a célebre frase do filósofo ambiental Chris Diehm: "o paradoxo dos gatos em nossas casas e vacas em nossos pratos."
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2015/04/por-que-gostamos-mais-de-pets-do-que-de-outras-pessoas.html Acesso em 6 mai. 2015.
Nesse trecho, “... um cenário hipotético que dava chance de apenas um indivíduo sobreviver: cão ou humano.”, os dois pontos foram usados com o objetivo de
 

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769720 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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Considere um cubo no qual uma de suas arestas mede 8cm. Nessas condições, é CORRETO afirmar que a distância entre os dois centros de duas faces adjacentes desse cubo é, em cm, igual a
 

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758364 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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Uma pessoa organizou uma agenda de ida ao dentista, ao cardiologista e ao oftalmologista. Em janeiro de 2015, ela foi a todos eles e pretende ir ao dentista, de 4 em 4 meses, ao cardiologista, de 6 em 6 meses, e ao oftalmologista, de 8 em 8 meses. Em que mês e ano essa pessoa irá comparecer, simultaneamente, ao dentista, ao cardiologista e ao oftalmologista?
 

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758066 Ano: 2015
Disciplina: Matemática
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Manga-MG
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A metade da quantia que André tem é a terça parte da quantia de Bruno. Se Bruno der R$20,00 a André, eles ficarão com quantias iguais. Uma das equações do sistema que permite calcular a quantia que André possui é !$ { \large x \over 2} = { \large y \over 3} !$. A outra é
 

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