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2307684 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Analise o fragmento de texto a seguir.
“Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.”
A utilização do acento grave (crase) no trecho destacado é recomendada porque
 

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2307683 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Em algumas passagens do artigo de opinião, há a presença do travessão, pontuação específica para determinadas estruturas. No caso da seguinte passagem: “Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa.”, os travessões
 

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2307682 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação!$ ^{a)} !$. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças!$ ^{e)} !$.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países!$ ^{c)} !$. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019!$ ^{d)} !$: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres!$ ^{b)} !$.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
“A pobreza impacta o cérebro, que impacta a linguagem, que impacta a leitura” – o título do artigo possibilita estabelecermos uma circularidade coesiva com o seguinte fragmento do texto:
 

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2307681 Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Uma entidade apresentou em 31/12/2019 o seguinte Balancete de Verificação em reais:
Enunciado 3561344-1
Considerando os dados da questão anterior, após a apuração do resultado, os valores do Ativo e do Patrimônio Líquido serão, em reais, de
Enunciado 3561344-2
 

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2307680 Ano: 2020
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Na Faixa de Opções do MS Word 2019, há 3 (três) ícones que executam as funções:
I. aumentar o tamanho da fonte;
II. diminuir o recuo, ou seja, mover o parágrafo para mais perto da margem;
III. aplicar subscrito.
Assinale a opção que indica a relação correta entre essas funções e seus respectivos ícones.
Enunciado 3561316-1
 

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2307679 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
A gente não quer só comida, a gente
quer postar e quer ganhar like
Viva a internet. Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho, aquilo que você queria tornar público. Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha. Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente. Jesus, por exemplo, foi o "influencer" mais popular da era pré-digital e só conseguiu juntar 11 seguidores em vida. Parece que tinha um décimo segundo, mas deu unfollow.
A internet operou uma revolução. Qualquer um consegue atingir o mundo inteiro. "Quantos talentos desconhecidos vão surgir!", pensou-se. "Quanta ciência! Quanta poesia!" Ledo engano.
"Desde que meu bebê nasceu não consegui tempo pra fazer cocô!", postou hoje de manhã a mãe de um recém-nascido. "Sem tempo pra nada!" Embora não tenha conseguido tempo pra fazer cocô, vale notar que ela conseguiu postar essa frase no Facebook e, em seguida, responder aos comentários, o que deixa muito claro quais são as prioridades da minha geração.
Sim, faço parte dela, e minhas redes sociais não me deixam negar. Acabei de postar no Instagram um pedaço do meu sapato pisando sobre um azulejo com a legenda "o chão que eu piso". O que eu quero dizer com essa estupidez? Menor ideia. Mas acho que tem menos a ver com o que a gente quer dizer e mais com o que a gente quer sentir.
Alguma coisa acontece no meu coração cada vez que eu recebo um like. Há quem chame essa coisa de dopamina, o hormônio da recompensa. Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas. Era preciso tirar uma nota dez, fazer um golaço, ganhar uma promoção, enfim, era preciso fazer alguma coisa que prestasse. E eis que o demônio inventou o like – a dopamina ao alcance dos dedos. Basta um clique.
Todo mundo virou junkie. O like é a nova heroína. Olha pro seu lado. Um pai posta que ama passar tempo com o filho enquanto o bebê torra ao sol, desesperado. Um espectador posta que tá amando ver o show de rock que ele não vê, um insone posta que não tá conseguindo dormir sem perceber que não dá pra postar e dormir ao mesmo tempo. Não importa. Entre dormir e colher like, ela prefere o like. Tudo, Simba, tudo o que o sol toca, a comida, o drink, o cachorro, o filho, o chão, o teto, tudo passou a ser visto como fonte indireta de dopamina.
Nesses momentos é bom lembrar da frase do cacique Seattle: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que não dava pra comer like”.
Unflllow : deixar de seguir
Like : gostar, curtir
Junkie: viciado
Gregório Duvivier ( 20/11/2017)
Em relação à concordância verbal, assinale a afirmativa correta.
 

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2307678 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
A gente não quer só comida, a gente
quer postar e quer ganhar like
Viva a internet. Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho, aquilo que você queria tornar público. Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha. Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente. Jesus, por exemplo, foi o "influencer" mais popular da era pré-digital e só conseguiu juntar 11 seguidores em vida. Parece que tinha um décimo segundo, mas deu unfollow.
A internet operou uma revolução. Qualquer um consegue atingir o mundo inteiro. "Quantos talentos desconhecidos vão surgir!", pensou-se. "Quanta ciência! Quanta poesia!" Ledo engano.
"Desde que meu bebê nasceu não consegui tempo pra fazer cocô!", postou hoje de manhã a mãe de um recém-nascido. "Sem tempo pra nada!" Embora não tenha conseguido tempo pra fazer cocô, vale notar que ela conseguiu postar essa frase no Facebook e, em seguida, responder aos comentários, o que deixa muito claro quais são as prioridades da minha geração.
Sim, faço parte dela, e minhas redes sociais não me deixam negar. Acabei de postar no Instagram um pedaço do meu sapato pisando sobre um azulejo com a legenda "o chão que eu piso". O que eu quero dizer com essa estupidez? Menor ideia. Mas acho que tem menos a ver com o que a gente quer dizer e mais com o que a gente quer sentir.
Alguma coisa acontece no meu coração cada vez que eu recebo um like. Há quem chame essa coisa de dopamina, o hormônio da recompensa. Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas. Era preciso tirar uma nota dez, fazer um golaço, ganhar uma promoção, enfim, era preciso fazer alguma coisa que prestasse. E eis que o demônio inventou o like – a dopamina ao alcance dos dedos. Basta um clique.
Todo mundo virou junkie. O like é a nova heroína. Olha pro seu lado. Um pai posta que ama passar tempo com o filho enquanto o bebê torra ao sol, desesperado. Um espectador posta que tá amando ver o show de rock que ele não vê, um insone posta que não tá conseguindo dormir sem perceber que não dá pra postar e dormir ao mesmo tempo. Não importa. Entre dormir e colher like, ela prefere o like. Tudo, Simba, tudo o que o sol toca, a comida, o drink, o cachorro, o filho, o chão, o teto, tudo passou a ser visto como fonte indireta de dopamina.
Nesses momentos é bom lembrar da frase do cacique Seattle: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que não dava pra comer like”.
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Like : gostar, curtir
Junkie: viciado
Gregório Duvivier ( 20/11/2017)
“Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho...”. O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que está o destacado acima, encontra-se na frase:
 

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2307677 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
A gente não quer só comida, a gente
quer postar e quer ganhar like
Viva a internet. Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho, aquilo que você queria tornar público. Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha. Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente. Jesus, por exemplo, foi o "influencer" mais popular da era pré-digital e só conseguiu juntar 11 seguidores em vida. Parece que tinha um décimo segundo, mas deu unfollow.
A internet operou uma revolução. Qualquer um consegue atingir o mundo inteiro. "Quantos talentos desconhecidos vão surgir!", pensou-se. "Quanta ciência! Quanta poesia!" Ledo engano.
"Desde que meu bebê nasceu não consegui tempo pra fazer cocô!", postou hoje de manhã a mãe de um recém-nascido. "Sem tempo pra nada!" Embora não tenha conseguido tempo pra fazer cocô, vale notar que ela conseguiu postar essa frase no Facebook e, em seguida, responder aos comentários, o que deixa muito claro quais são as prioridades da minha geração.
Sim, faço parte dela, e minhas redes sociais não me deixam negar. Acabei de postar no Instagram um pedaço do meu sapato pisando sobre um azulejo com a legenda "o chão que eu piso". O que eu quero dizer com essa estupidez? Menor ideia. Mas acho que tem menos a ver com o que a gente quer dizer e mais com o que a gente quer sentir.
Alguma coisa acontece no meu coração cada vez que eu recebo um like. Há quem chame essa coisa de dopamina, o hormônio da recompensa. Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas. Era preciso tirar uma nota dez, fazer um golaço, ganhar uma promoção, enfim, era preciso fazer alguma coisa que prestasse. E eis que o demônio inventou o like – a dopamina ao alcance dos dedos. Basta um clique.
Todo mundo virou junkie. O like é a nova heroína. Olha pro seu lado. Um pai posta que ama passar tempo com o filho enquanto o bebê torra ao sol, desesperado. Um espectador posta que tá amando ver o show de rock que ele não vê, um insone posta que não tá conseguindo dormir sem perceber que não dá pra postar e dormir ao mesmo tempo. Não importa. Entre dormir e colher like, ela prefere o like. Tudo, Simba, tudo o que o sol toca, a comida, o drink, o cachorro, o filho, o chão, o teto, tudo passou a ser visto como fonte indireta de dopamina.
Nesses momentos é bom lembrar da frase do cacique Seattle: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que não dava pra comer like”.
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Junkie: viciado
Gregório Duvivier ( 20/11/2017)
“Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas.” A palavra destacada, na frase acima, pode ser substituída sem perda de sentido por
 

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Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
A gente não quer só comida, a gente
quer postar e quer ganhar like
Viva a internet. Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho, aquilo que você queria tornar público. Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha. Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente. Jesus, por exemplo, foi o "influencer" mais popular da era pré-digital e só conseguiu juntar 11 seguidores em vida. Parece que tinha um décimo segundo, mas deu unfollow.
A internet operou uma revolução. Qualquer um consegue atingir o mundo inteiro. "Quantos talentos desconhecidos vão surgir!", pensou-se. "Quanta ciência! Quanta poesia!" Ledo engano.
"Desde que meu bebê nasceu não consegui tempo pra fazer cocô!", postou hoje de manhã a mãe de um recém-nascido. "Sem tempo pra nada!" Embora não tenha conseguido tempo pra fazer cocô, vale notar que ela conseguiu postar essa frase no Facebook e, em seguida, responder aos comentários, o que deixa muito claro quais são as prioridades da minha geração.
Sim, faço parte dela, e minhas redes sociais não me deixam negar. Acabei de postar no Instagram um pedaço do meu sapato pisando sobre um azulejo com a legenda "o chão que eu piso". O que eu quero dizer com essa estupidez? Menor ideia. Mas acho que tem menos a ver com o que a gente quer dizer e mais com o que a gente quer sentir.
Alguma coisa acontece no meu coração cada vez que eu recebo um like. Há quem chame essa coisa de dopamina, o hormônio da recompensa. Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas. Era preciso tirar uma nota dez, fazer um golaço, ganhar uma promoção, enfim, era preciso fazer alguma coisa que prestasse. E eis que o demônio inventou o like – a dopamina ao alcance dos dedos. Basta um clique.
Todo mundo virou junkie. O like é a nova heroína. Olha pro seu lado. Um pai posta que ama passar tempo com o filho enquanto o bebê torra ao sol, desesperado. Um espectador posta que tá amando ver o show de rock que ele não vê, um insone posta que não tá conseguindo dormir sem perceber que não dá pra postar e dormir ao mesmo tempo. Não importa. Entre dormir e colher like, ela prefere o like. Tudo, Simba, tudo o que o sol toca, a comida, o drink, o cachorro, o filho, o chão, o teto, tudo passou a ser visto como fonte indireta de dopamina.
Nesses momentos é bom lembrar da frase do cacique Seattle: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que não dava pra comer like”.
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Gregório Duvivier ( 20/11/2017)
“Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha: Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente”.
O conectivo destacado no período acima introduz, em relação ao que antes se afirmou, uma
 

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A gente não quer só comida, a gente
quer postar e quer ganhar like
Viva a internet. Antigamente, era preciso berrar, de preferência de cima de um montinho, aquilo que você queria tornar público. Se fosse um sermão, era preciso descolar uma montanha. Ainda assim, não se conseguia angariar muita gente. Jesus, por exemplo, foi o "influencer" mais popular da era pré-digital e só conseguiu juntar 11 seguidores em vida. Parece que tinha um décimo segundo, mas deu unfollow.
A internet operou uma revolução. Qualquer um consegue atingir o mundo inteiro. "Quantos talentos desconhecidos vão surgir!", pensou-se. "Quanta ciência! Quanta poesia!" Ledo engano.
"Desde que meu bebê nasceu não consegui tempo pra fazer cocô!", postou hoje de manhã a mãe de um recém-nascido. "Sem tempo pra nada!" Embora não tenha conseguido tempo pra fazer cocô, vale notar que ela conseguiu postar essa frase no Facebook e, em seguida, responder aos comentários, o que deixa muito claro quais são as prioridades da minha geração.
Sim, faço parte dela, e minhas redes sociais não me deixam negar. Acabei de postar no Instagram um pedaço do meu sapato pisando sobre um azulejo com a legenda "o chão que eu piso". O que eu quero dizer com essa estupidez? Menor ideia. Mas acho que tem menos a ver com o que a gente quer dizer e mais com o que a gente quer sentir.
Alguma coisa acontece no meu coração cada vez que eu recebo um like. Há quem chame essa coisa de dopamina, o hormônio da recompensa. Antes do advento do like, a gente recebia raras recompensas. Era preciso tirar uma nota dez, fazer um golaço, ganhar uma promoção, enfim, era preciso fazer alguma coisa que prestasse. E eis que o demônio inventou o like – a dopamina ao alcance dos dedos. Basta um clique.
Todo mundo virou junkie. O like é a nova heroína. Olha pro seu lado. Um pai posta que ama passar tempo com o filho enquanto o bebê torra ao sol, desesperado. Um espectador posta que tá amando ver o show de rock que ele não vê, um insone posta que não tá conseguindo dormir sem perceber que não dá pra postar e dormir ao mesmo tempo. Não importa. Entre dormir e colher like, ela prefere o like. Tudo, Simba, tudo o que o sol toca, a comida, o drink, o cachorro, o filho, o chão, o teto, tudo passou a ser visto como fonte indireta de dopamina.
Nesses momentos é bom lembrar da frase do cacique Seattle: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que não dava pra comer like”.
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Junkie: viciado
Gregório Duvivier ( 20/11/2017)
No texto, predomina a linguagem
 

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