Foram encontradas 150 questões.
Trata-se de uma atividade exclusiva de arquivo permanente, sendo substituída nos arquivos correntes e intermediários, de acordo com planos de classificação.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.
DA INTELIGÊNCIA DOS ANIMAIS
Já se disse muitas vezes, um pouco a sério, um pouco por gozação, que a única diferença entre os humanos e outros animais é que nós falamos, porque já estaria demonstrado que não somos racionais, mas, em compensação, não há dúvidas de que falamos. Esse é meu mote, hoje.
Num desses dias, vi, em noticiário de televisão, uma reportagem sobre uma chimpanzé que pinta. Seus quadros estavam expostos em paredes, parecia uma vernissage dessas que a imprensa noticia, com artistas desconhecidos, mas todos modernos. Na hora, pensei que aquela chimpanzé poderia ganhar um prêmio numa dessas bienais. E pensei outras coisas, que exponho logo abaixo. Pensei também que, se eu dissesse em voz alta aquilo que estava pensando, para uma plateia de experts (composta, por exemplo, pelos críticos de arte), seria certamente considerado conservador, já que todos eles, sem exceção, são espíritos pós-modernos.
A matéria me fez pensar. Mas não naquilo que em geral se pensa, embora os tópicos correntes também não tenham sido descuidados. O que em geral nos ocorre, diante de fatos como uma Chimpanzé pintando quadros que parecem feitos por humanos (alguém estava comigo e exclamou: “pô, os quadros dela têm equilíbrio”), são as velhas dúvidas sobre os reais limites entre o humano e o animal. Mais especificamente, coisas do tipo: será que só os humanos pensam? Será que só os humanos falam? E, por associação, será que só há vida na Terra? Será que nossas almas transmigram, que a reencarnação existe? E outras perguntas típicas de Planeta.
Tive muitos azares na vida. Um deles foi o de ter lido algumas coisas muito tarde, sempre depois da hora, sempre depois dos outros. Por exemplo, só li obra infantil de Monteiro Lobato quando fazia pós-graduação. E li Alice no País das Maravilhas depois de formado. Outros leem tudo isso e muito mais já na infância. Estou em enorme desvantagem, eu acho, mas às vezes acho que isso também me dá algumas vantagens. Foi por causa de Alice, por exemplo, que agucei uma certa capacidade de formular sempre mais de uma hipótese diante de qualquer fato. Aprendi isso no início da história, quando Alice cai num buraco e se espanta com a demora em chegar ao fundo. Um humano qualquer só gritaria. No máximo, arranjaria uma (só uma) explicação. Não Alice. Ela pensa: “Ou o buraco é muito fundo, ou eu estou caindo muito devagar”.
Diante da chimpanzé pintora, ocorreu-me um dilema do mesmo tipo: “Se a chimpanzé pinta tão bem quadros neste estilo, ou ela é brilhante, ou... este tipo de arte é muito simples.” Só espero que os leitores não me digam: “se é simples, então pinte você!” Não exageremos, claro que não é assim tão simples. Mas vale a pena observar que há muitas piadas sobre a arte moderna e acho que não há nenhuma que ponha em questão, por exemplo, o gênio dos renascentistas. E nenhuma chimpanzé pintaria As meninas.
O que a matéria me fez pensar, além disso, foi o seguinte: nós nos perguntamos muito frequentemente se só os humanos são inteligentes, se só os humanos falam. Questionamos, em nossos banheiros (na pose d’O Pensador de Rodin): será que as linguagens dos golfinhos, das abelhas e das formigas não serão também sofisticadas, e nós as deixamos de lado apenas porque não as entendemos? Será que não estamos tratando os animais como antigamente (antigamente?) tratamos as mulheres, os negros, os índios? Minha resposta seria: pode ser que os animais falem, que sejam inteligentes, essas coisas todas. Mas acho que nós é que não somos muito inteligentes. Tanto que parece ser mais fácil uma chimpanzé pintar ou aprender a “comunicar-se” com 300 signos (pode-se ver isso na TV) do que nós aprendermos só uma coisa: que os animais não falam. E qualquer bebê deveria espantar-nos bem mais que os cães e gatos.
POSSENTI, Sírio. A Cor da Língua e outras croniquinhas de linguista: São Paulo,2006.
A intenção da linguagem utilizada nesta passagem: “... será que as linguagens dos golfinhos, das abelhas e das formigas não serão também sofisticadas, e nós as deixamos de lado apenas porque não as entendemos?”, em forma de pergunta, é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1814499
Ano: 2016
Disciplina: Comunicação Social
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Disciplina: Comunicação Social
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Provas:
Hoje em dia, as redes sociais exercem influência sobre os assuntos divulgados pela mídia. Na década de 1970, os pesquisadores norte-americanos Maxwell McCombs e Donald Shaw elaboraram teoria do agendamento, que trata sobre a determinação de assuntos na mídia. De acordo com esta teoria, é correto afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.
CONTO DE FADA DO SÉCULO XXI
Luís Fernando Veríssimo
Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima. Ela se deparou com uma rã, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse-lhe:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar superfeliz no teu lindíssimo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: “Eu, heim? ...nem morta!
Essa crônica de Luís Fernando Veríssimo é uma história nada convencional (isto é, foge dos padrões tradicionais) principalmente porque:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.
DA INTELIGÊNCIA DOS ANIMAIS
Já se disse muitas vezes, um pouco a sério, um pouco por gozação, que a única diferença entre os humanos e outros animais é que nós falamos, porque já estaria demonstrado que não somos racionais, mas, em compensação, não há dúvidas de que falamos. Esse é meu mote, hoje.
Num desses dias, vi, em noticiário de televisão, uma reportagem sobre uma chimpanzé que pinta. Seus quadros estavam expostos em paredes, parecia uma vernissage dessas que a imprensa noticia, com artistas desconhecidos, mas todos modernos. Na hora, pensei que aquela chimpanzé poderia ganhar um prêmio numa dessas bienais. E pensei outras coisas, que exponho logo abaixo. Pensei também que, se eu dissesse em voz alta aquilo que estava pensando, para uma plateia de experts (composta, por exemplo, pelos críticos de arte), seria certamente considerado conservador, já que todos eles, sem exceção, são espíritos pós-modernos.
A matéria me fez pensar. Mas não naquilo que em geral se pensa, embora os tópicos correntes também não tenham sido descuidados. O que em geral nos ocorre, diante de fatos como uma Chimpanzé pintando quadros que parecem feitos por humanos (alguém estava comigo e exclamou: “pô, os quadros dela têm equilíbrio”), são as velhas dúvidas sobre os reais limites entre o humano e o animal. Mais especificamente, coisas do tipo: será que só os humanos pensam? Será que só os humanos falam? E, por associação, será que só há vida na Terra? Será que nossas almas transmigram, que a reencarnação existe? E outras perguntas típicas de Planeta.
Tive muitos azares na vida. Um deles foi o de ter lido algumas coisas muito tarde, sempre depois da hora, sempre depois dos outros. Por exemplo, só li obra infantil de Monteiro Lobato quando fazia pós-graduação. E li Alice no País das Maravilhas depois de formado. Outros leem tudo isso e muito mais já na infância. Estou em enorme desvantagem, eu acho, mas às vezes acho que isso também me dá algumas vantagens. Foi por causa de Alice, por exemplo, que agucei uma certa capacidade de formular sempre mais de uma hipótese diante de qualquer fato. Aprendi isso no início da história, quando Alice cai num buraco e se espanta com a demora em chegar ao fundo. Um humano qualquer só gritaria. No máximo, arranjaria uma (só uma) explicação. Não Alice. Ela pensa: “Ou o buraco é muito fundo, ou eu estou caindo muito devagar”.
Diante da chimpanzé pintora, ocorreu-me um dilema do mesmo tipo: “Se a chimpanzé pinta tão bem quadros neste estilo, ou ela é brilhante, ou... este tipo de arte é muito simples.” Só espero que os leitores não me digam: “se é simples, então pinte você!” Não exageremos, claro que não é assim tão simples. Mas vale a pena observar que há muitas piadas sobre a arte moderna e acho que não há nenhuma que ponha em questão, por exemplo, o gênio dos renascentistas. E nenhuma chimpanzé pintaria As meninas.
O que a matéria me fez pensar, além disso, foi o seguinte: nós nos perguntamos muito frequentemente se só os humanos são inteligentes, se só os humanos falam. Questionamos, em nossos banheiros (na pose d’O Pensador de Rodin): será que as linguagens dos golfinhos, das abelhas e das formigas não serão também sofisticadas, e nós as deixamos de lado apenas porque não as entendemos? Será que não estamos tratando os animais como antigamente (antigamente?) tratamos as mulheres, os negros, os índios? Minha resposta seria: pode ser que os animais falem, que sejam inteligentes, essas coisas todas. Mas acho que nós é que não somos muito inteligentes. Tanto que parece ser mais fácil uma chimpanzé pintar ou aprender a “comunicar-se” com 300 signos (pode-se ver isso na TV) do que nós aprendermos só uma coisa: que os animais não falam. E qualquer bebê deveria espantar-nos bem mais que os cães e gatos.
POSSENTI, Sírio. A Cor da Língua e outras croniquinhas de linguista: São Paulo,2006.
A respeito da palavra em itálico, no trecho: “Seus quadros estavam expostos em paredes, parecia uma vernissage dessas que a imprensa noticia, com artistas desconhecidos, mas todos modernos”, podemos afirmar que ela entrou no português brasileiro por meio de um processo lexical chamado de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ao digitar uma correspondência oficial com 1630 caracteres, um auxiliar administrativo resolveu verificar, depois de um determinado tempo de digitação, o número de caracteres que era capaz de escrever. Observou que digitava em média 315, a cada 2 minutos. Supondo linear a taxa de digitação em função do tempo, o número de caracteres que ele havia digitado, antes de realizar essa verificação foi:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1814392
Ano: 2016
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Provas:
A denominação de controle interno, na administração pública, discorre que os três poderes devem mantê-lo de forma integrada, com que finalidade? Marque a alternativa incorreta:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Carlos tem meia dúzia de bolinhas de gude, Bruno tem três e André tem o dobro da quantidade de bolinhas de Carlos e Bruno juntos. O total de bolinhas de gude é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.

Sobre a tira é adequado afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1814216
Ano: 2016
Disciplina: Comunicação Social
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Disciplina: Comunicação Social
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Câm. Santarém-PA
Provas:
A Teoria do Gatekeeper surgiu nos Estados Unidos, na década de 1950. Trata do processo de produção de notícias. Esta teoria defende que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container