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2355945 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Leia o texto de Ivan Angelo, para responder a questão a seguir.

Livros no purgatório

Nos meus tempos de criança, o purgatório significava a segunda chance.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas*.

E reparem que felizmente proliferam casas de livros usados na cidade.

No mercado de usados, livros são diferentes de carros, roupas, móveis ou eletrodomésticos. Ninguém se desfaz de livros porque não estão funcionando bem ou porque saiu um modelo de linhas mais modernas. Estão lá por desamor, ou por ser parte indesejada de um espólio, ou já por falta de serventia, decepção, economia de espaço. De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados. Alguém achou melhor abandoná-los por uns trocados, outro alguém irá encontrá-los por acaso ou busca. E o preço? Livros novos têm o preço dos negócios, dos royalties, do papel, das tecnologias de impressão, do marketing, da distribuição, dos juros. Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam só com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade.

Corria a primeira metade do século XIX quando Honoré de Balzac disse: “É extremamente raro que um livro seja comprado pelo valor que tem, quase sempre ele é publicado por razões alheias a seu mérito”.

Uma coisa é certa: que seria das casas de livros velhos se não fossem as casas de livros novos, de onde eles sairão para cumprir seu destino de amor e desamor, encontros e desencontros?

(VEJA SP, 14.12.2005. Adaptado)

*buquinista: vendedor de livros usados

No último parágrafo, os dois-pontos e o ponto de interrogação foram empregados pelo autor para, respectivamente:

 

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2355944 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Leia o texto de Ivan Angelo, para responder a questão a seguir.

Livros no purgatório

Nos meus tempos de criança, o purgatório significava a segunda chance.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas*.

E reparem que felizmente proliferam casas de livros usados na cidade.

No mercado de usados, livros são diferentes de carros, roupas, móveis ou eletrodomésticos. Ninguém se desfaz de livros porque não estão funcionando bem ou porque saiu um modelo de linhas mais modernas. Estão lá por desamor, ou por ser parte indesejada de um espólio, ou já por falta de serventia, decepção, economia de espaço. De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados. Alguém achou melhor abandoná-los por uns trocados, outro alguém irá encontrá-los por acaso ou busca. E o preço? Livros novos têm o preço dos negócios, dos royalties, do papel, das tecnologias de impressão, do marketing, da distribuição, dos juros. Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam só com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade.

Corria a primeira metade do século XIX quando Honoré de Balzac disse: “É extremamente raro que um livro seja comprado pelo valor que tem, quase sempre ele é publicado por razões alheias a seu mérito”.

Uma coisa é certa: que seria das casas de livros velhos se não fossem as casas de livros novos, de onde eles sairão para cumprir seu destino de amor e desamor, encontros e desencontros?

(VEJA SP, 14.12.2005. Adaptado)

*buquinista: vendedor de livros usados

Considere a frase do quarto parágrafo.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados.

A frase reescrita preserva o sentido original do texto e está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa na alternativa:

 

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2355943 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Leia o texto de Ivan Angelo, para responder a questão a seguir.

Livros no purgatório

Nos meus tempos de criança, o purgatório significava a segunda chance.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas*.

E reparem que felizmente proliferam casas de livros usados na cidade.

No mercado de usados, livros são diferentes de carros, roupas, móveis ou eletrodomésticos. Ninguém se desfaz de livros porque não estão funcionando bem ou porque saiu um modelo de linhas mais modernas. Estão lá por desamor, ou por ser parte indesejada de um espólio, ou já por falta de serventia, decepção, economia de espaço. De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados. Alguém achou melhor abandoná-los por uns trocados, outro alguém irá encontrá-los por acaso ou busca. E o preço? Livros novos têm o preço dos negócios, dos royalties, do papel, das tecnologias de impressão, do marketing, da distribuição, dos juros. Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam só com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade.

Corria a primeira metade do século XIX quando Honoré de Balzac disse: “É extremamente raro que um livro seja comprado pelo valor que tem, quase sempre ele é publicado por razões alheias a seu mérito”.

Uma coisa é certa: que seria das casas de livros velhos se não fossem as casas de livros novos, de onde eles sairão para cumprir seu destino de amor e desamor, encontros e desencontros?

(VEJA SP, 14.12.2005. Adaptado)

*buquinista: vendedor de livros usados

Na frase – Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade. –, as expressões destacadas indicam, respectivamente:

 

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2355942 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Leia o texto de Ivan Angelo, para responder a questão a seguir.

Livros no purgatório

Nos meus tempos de criança, o purgatório significava a segunda chance.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas*.

E reparem que felizmente proliferam casas de livros usados na cidade.

No mercado de usados, livros são diferentes de carros, roupas, móveis ou eletrodomésticos. Ninguém se desfaz de livros porque não estão funcionando bem ou porque saiu um modelo de linhas mais modernas. Estão lá por desamor, ou por ser parte indesejada de um espólio, ou já por falta de serventia, decepção, economia de espaço. De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados. Alguém achou melhor abandoná-los por uns trocados, outro alguém irá encontrá-los por acaso ou busca. E o preço? Livros novos têm o preço dos negócios, dos royalties, do papel, das tecnologias de impressão, do marketing, da distribuição, dos juros. Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam só com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade.

Corria a primeira metade do século XIX quando Honoré de Balzac disse: “É extremamente raro que um livro seja comprado pelo valor que tem, quase sempre ele é publicado por razões alheias a seu mérito”.

Uma coisa é certa: que seria das casas de livros velhos se não fossem as casas de livros novos, de onde eles sairão para cumprir seu destino de amor e desamor, encontros e desencontros?

(VEJA SP, 14.12.2005. Adaptado)

*buquinista: vendedor de livros usados

Considere os trechos do texto.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas. (1º parágrafo)

De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria. (3º parágrafo)

As expressões destacadas nesses trechos evidenciam que o autor

 

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2355941 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Leia o texto de Ivan Angelo, para responder a questão a seguir.

Livros no purgatório

Nos meus tempos de criança, o purgatório significava a segunda chance.

É mais ou menos assim que vejo os livros dos sebos e dos buquinistas*.

E reparem que felizmente proliferam casas de livros usados na cidade.

No mercado de usados, livros são diferentes de carros, roupas, móveis ou eletrodomésticos. Ninguém se desfaz de livros porque não estão funcionando bem ou porque saiu um modelo de linhas mais modernas. Estão lá por desamor, ou por ser parte indesejada de um espólio, ou já por falta de serventia, decepção, economia de espaço. De certa forma, foram eles que se livraram de quem não os queria.

Nas estantes empoeiradas, vivem a dualidade: desprezados e procurados. Alguém achou melhor abandoná-los por uns trocados, outro alguém irá encontrá-los por acaso ou busca. E o preço? Livros novos têm o preço dos negócios, dos royalties, do papel, das tecnologias de impressão, do marketing, da distribuição, dos juros. Os livros velhos deixam para trás tudo isso, ficam só com seu conteúdo e raridade, em franciscana simplicidade.

Corria a primeira metade do século XIX quando Honoré de Balzac disse: “É extremamente raro que um livro seja comprado pelo valor que tem, quase sempre ele é publicado por razões alheias a seu mérito”.

Uma coisa é certa: que seria das casas de livros velhos se não fossem as casas de livros novos, de onde eles sairão para cumprir seu destino de amor e desamor, encontros e desencontros?

(VEJA SP, 14.12.2005. Adaptado)

*buquinista: vendedor de livros usados

Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito do conteúdo do texto.

 

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2355940 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Economia criativa

John Newbigin é hoje um dos maiores especialistas em economia criativa, credencial obtida quando assessorou o ministro da Cultura britânico na implantação de políticas públicas para o setor, nos anos 1990. Naquela década, ele viu como cidades podem ser requalificadas por meio da economia criativa.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas – por exemplo, ao disponibilizar espaços de trabalho por preços acessíveis em prédios abandonados –, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Ele cita como exemplo bem-sucedido o caso da Custard Factory, uma fábrica abandonada em Birmingham, segunda maior cidade inglesa. Uma iniciativa público-privada renovou a fábrica e o retrofit* tornou o prédio atrativo para profissionais criativos.

Inaugurada em 1993, a “fábrica” abriga atualmente 500 negócios, entre eles lojas independentes e eventos artísticos. O resultado foi a valorização do antes deteriorado bairro de Digbeth.

Mas e na América Latina? Para Newbigin, é falso acreditar que países ricos tenham mais chances de desenvolver seus setores criativos do que economias emergentes. Ele cita estudos da União Europeia segundo os quais o crescimento mais rápido do setor se dá nos países latinos, na África e na Ásia.

O segredo para o desenvolvimento, argumenta, é baseado em um tripé: adotar leis que “valorizem a pesquisa e o desenvolvimento”, ter um sistema educacional que forme jovens “espertos, gentis e curiosos” para atuar nos diversos ambientes profissionais, e lideranças políticas capazes de “entender a importância da criatividade”.

Em países de baixa escolaridade e grande desigualdade social, como o Brasil, é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição a partir de suas habilidades e boas ideias, independentemente do grau de instrução. “A economia digital pode ser inclusiva. Você não precisa de um PhD para ser bem-sucedido, e sim de uma boa ideia e de networking”, diz Newbigin.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

(João Perassolo. Folha de S.Paulo, 05.11.2018. Adaptado)

*retrofit: revitalização de uma edificação cuja construção é considerada ultrapassada

A concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão na alternativa:

 

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2355939 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Economia criativa

John Newbigin é hoje um dos maiores especialistas em economia criativa, credencial obtida quando assessorou o ministro da Cultura britânico na implantação de políticas públicas para o setor, nos anos 1990. Naquela década, ele viu como cidades podem ser requalificadas por meio da economia criativa.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas – por exemplo, ao disponibilizar espaços de trabalho por preços acessíveis em prédios abandonados –, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Ele cita como exemplo bem-sucedido o caso da Custard Factory, uma fábrica abandonada em Birmingham, segunda maior cidade inglesa. Uma iniciativa público-privada renovou a fábrica e o retrofit* tornou o prédio atrativo para profissionais criativos.

Inaugurada em 1993, a “fábrica” abriga atualmente 500 negócios, entre eles lojas independentes e eventos artísticos. O resultado foi a valorização do antes deteriorado bairro de Digbeth.

Mas e na América Latina? Para Newbigin, é falso acreditar que países ricos tenham mais chances de desenvolver seus setores criativos do que economias emergentes. Ele cita estudos da União Europeia segundo os quais o crescimento mais rápido do setor se dá nos países latinos, na África e na Ásia.

O segredo para o desenvolvimento, argumenta, é baseado em um tripé: adotar leis que “valorizem a pesquisa e o desenvolvimento”, ter um sistema educacional que forme jovens “espertos, gentis e curiosos” para atuar nos diversos ambientes profissionais, e lideranças políticas capazes de “entender a importância da criatividade”.

Em países de baixa escolaridade e grande desigualdade social, como o Brasil, é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição a partir de suas habilidades e boas ideias, independentemente do grau de instrução. “A economia digital pode ser inclusiva. Você não precisa de um PhD para ser bem-sucedido, e sim de uma boa ideia e de networking”, diz Newbigin.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

(João Perassolo. Folha de S.Paulo, 05.11.2018. Adaptado)

*retrofit: revitalização de uma edificação cuja construção é considerada ultrapassada

Considere o último parágrafo para responder a questão a seguir.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

No trecho – que distinguem –, o pronome relativo que refere-se a:

 

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2355938 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Economia criativa

John Newbigin é hoje um dos maiores especialistas em economia criativa, credencial obtida quando assessorou o ministro da Cultura britânico na implantação de políticas públicas para o setor, nos anos 1990. Naquela década, ele viu como cidades podem ser requalificadas por meio da economia criativa.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas – por exemplo, ao disponibilizar espaços de trabalho por preços acessíveis em prédios abandonados –, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Ele cita como exemplo bem-sucedido o caso da Custard Factory, uma fábrica abandonada em Birmingham, segunda maior cidade inglesa. Uma iniciativa público-privada renovou a fábrica e o retrofit* tornou o prédio atrativo para profissionais criativos.

Inaugurada em 1993, a “fábrica” abriga atualmente 500 negócios, entre eles lojas independentes e eventos artísticos. O resultado foi a valorização do antes deteriorado bairro de Digbeth.

Mas e na América Latina? Para Newbigin, é falso acreditar que países ricos tenham mais chances de desenvolver seus setores criativos do que economias emergentes. Ele cita estudos da União Europeia segundo os quais o crescimento mais rápido do setor se dá nos países latinos, na África e na Ásia.

O segredo para o desenvolvimento, argumenta, é baseado em um tripé: adotar leis que “valorizem a pesquisa e o desenvolvimento”, ter um sistema educacional que forme jovens “espertos, gentis e curiosos” para atuar nos diversos ambientes profissionais, e lideranças políticas capazes de “entender a importância da criatividade”.

Em países de baixa escolaridade e grande desigualdade social, como o Brasil, é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição a partir de suas habilidades e boas ideias, independentemente do grau de instrução. “A economia digital pode ser inclusiva. Você não precisa de um PhD para ser bem-sucedido, e sim de uma boa ideia e de networking”, diz Newbigin.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

(João Perassolo. Folha de S.Paulo, 05.11.2018. Adaptado)

*retrofit: revitalização de uma edificação cuja construção é considerada ultrapassada

Considere o último parágrafo para responder a questão a seguir.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

Assinale a alternativa em que os termos apresentam, respectivamente, sentido oposto ao dos termos destacados no parágrafo.

 

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2355937 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. São Roque-SP
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Economia criativa

John Newbigin é hoje um dos maiores especialistas em economia criativa, credencial obtida quando assessorou o ministro da Cultura britânico na implantação de políticas públicas para o setor, nos anos 1990. Naquela década, ele viu como cidades podem ser requalificadas por meio da economia criativa.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas – por exemplo, ao disponibilizar espaços de trabalho por preços acessíveis em prédios abandonados –, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Ele cita como exemplo bem-sucedido o caso da Custard Factory, uma fábrica abandonada em Birmingham, segunda maior cidade inglesa. Uma iniciativa público-privada renovou a fábrica e o retrofit* tornou o prédio atrativo para profissionais criativos.

Inaugurada em 1993, a “fábrica” abriga atualmente 500 negócios, entre eles lojas independentes e eventos artísticos. O resultado foi a valorização do antes deteriorado bairro de Digbeth.

Mas e na América Latina? Para Newbigin, é falso acreditar que países ricos tenham mais chances de desenvolver seus setores criativos do que economias emergentes. Ele cita estudos da União Europeia segundo os quais o crescimento mais rápido do setor se dá nos países latinos, na África e na Ásia.

O segredo para o desenvolvimento, argumenta, é baseado em um tripé: adotar leis que “valorizem a pesquisa e o desenvolvimento”, ter um sistema educacional que forme jovens “espertos, gentis e curiosos” para atuar nos diversos ambientes profissionais, e lideranças políticas capazes de “entender a importância da criatividade”.

Em países de baixa escolaridade e grande desigualdade social, como o Brasil, é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição a partir de suas habilidades e boas ideias, independentemente do grau de instrução. “A economia digital pode ser inclusiva. Você não precisa de um PhD para ser bem-sucedido, e sim de uma boa ideia e de networking”, diz Newbigin.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

(João Perassolo. Folha de S.Paulo, 05.11.2018. Adaptado)

*retrofit: revitalização de uma edificação cuja construção é considerada ultrapassada

O trecho do sétimo parágrafo – … é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição… – está reescrito em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:

 

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2355936 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
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Economia criativa

John Newbigin é hoje um dos maiores especialistas em economia criativa, credencial obtida quando assessorou o ministro da Cultura britânico na implantação de políticas públicas para o setor, nos anos 1990. Naquela década, ele viu como cidades podem ser requalificadas por meio da economia criativa.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas – por exemplo, ao disponibilizar espaços de trabalho por preços acessíveis em prédios abandonados –, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Ele cita como exemplo bem-sucedido o caso da Custard Factory, uma fábrica abandonada em Birmingham, segunda maior cidade inglesa. Uma iniciativa público-privada renovou a fábrica e o retrofit* tornou o prédio atrativo para profissionais criativos.

Inaugurada em 1993, a “fábrica” abriga atualmente 500 negócios, entre eles lojas independentes e eventos artísticos. O resultado foi a valorização do antes deteriorado bairro de Digbeth.

Mas e na América Latina? Para Newbigin, é falso acreditar que países ricos tenham mais chances de desenvolver seus setores criativos do que economias emergentes. Ele cita estudos da União Europeia segundo os quais o crescimento mais rápido do setor se dá nos países latinos, na África e na Ásia.

O segredo para o desenvolvimento, argumenta, é baseado em um tripé: adotar leis que “valorizem a pesquisa e o desenvolvimento”, ter um sistema educacional que forme jovens “espertos, gentis e curiosos” para atuar nos diversos ambientes profissionais, e lideranças políticas capazes de “entender a importância da criatividade”.

Em países de baixa escolaridade e grande desigualdade social, como o Brasil, é importante fazer com que comunidades marginalizadas possam acessar cadeias de distribuição a partir de suas habilidades e boas ideias, independentemente do grau de instrução. “A economia digital pode ser inclusiva. Você não precisa de um PhD para ser bem-sucedido, e sim de uma boa ideia e de networking”, diz Newbigin.

Ele diz ainda que “a rica herança brasileira no esporte e na cultura popular são ativos poderosos, que distinguem o país” perante os concorrentes.

(João Perassolo. Folha de S.Paulo, 05.11.2018. Adaptado)

*retrofit: revitalização de uma edificação cuja construção é considerada ultrapassada

Considere a frase reescrita com base nas ideias do texto.

Segundo Newbigin, quando lideranças locais colaboram com artistas, o resultado é a revitalização de regiões degradadas.

Para que o trecho destacado expresse ideia de condição, deve ser substituído por:

 

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