Foram encontradas 195 questões.
Texto 2
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas de pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São voos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Futebol. In: Quando é dia de futebol. São
Paulo: Companhia das Letras, 2014.
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Leia a tirinha a seguir.

No texto, a articulação entre a linguagem verbal e a composição visual produz um efeito de sentido que se constrói progressivamente. Essa progressão discursiva evidencia que o texto
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Texto 1
O boleirês que domina o português
Talvez a maneira em que o futebol se expressa mais
intensamente no cotidiano do brasileiro, além de si mesmo, é
no vocabulário. E de uma maneira como quase ninguém
percebe, porque já se tornou corriqueiro. As expressões que
nasceram nos estádios foram incorporadas no linguajar comum.
Da crônica esportiva ou da própria conversa de arquibancada,
ganharam as ruas e os livros, em um conceito cultural muito
mais abrangente. A linguagem específica do futebol é fenômeno
estudado faz tempo. Por exemplo, o primeiro “Dicionário do
Futebol”, para explicar os verbetes tradicionais do boleirês,
surgiu quando o Uruguai sequer havia levantado a Jules Rimet
pela primeira vez: em 1929, escrito e organizado pelo jornalista
Haroldo Maranhão. Ao mesmo tempo, os dicionários comuns
adicionavam significados futebolísticos para tantas outras
palavras. “Chutar”, por exemplo. Mais do que o ato em si de
bater com o pé, se tornou sinônimo de arriscar ou dar um
palpite. O mesmo acontece com vários termos que, literalmente,
representam o que acontece dentro de campo, mas servem de
metáfora para vários assuntos da vida. É o caso de “show de
bola”, “suar a camisa”, “dar um chapéu”, “tirar de letra” e tantas
outras expressões que se tornaram corriqueiras além do
futebol. Demonstram a importância do esporte para a cultura. E
também tornam a língua mais rica e viva, adaptando-se com as
mudanças da sociedade. Dos 228,5 mil verbetes listados pelo
Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas
explicações. Número significativo da força do jogo sobre o
português, especialmente pelas variações que ganham
conforme a região do país. “O brasileiro é um povo que
expressa sua emoção de uma maneira muito espontânea, fato
que se reflete na linguagem”, escreve a pesquisadora Simone
Nejaim Ribeiro, autora da dissertação A Linguagem do Futebol:
estilo e produtividade lexical. “A linguagem especial do futebol
é bastante expressiva e, muitas vezes, ultrapassa a esfera das
narrações e dos textos referentes ao esporte. Isto se deve, entre
outras coisas, à grande paixão do brasileiro por ele”. Por mais
que as gírias exijam um conhecimento prévio sobre o assunto,
a popularidade do futebol facilita a compreensão pela maioria.
Disponível em: https://trivela.com.br/brasil/como-o-futebol-moldou-aidentidade-cultural-do-brasileiro/. Acesso em: 02 jul. 2026.
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Texto 1
O boleirês que domina o português
Talvez a maneira em que o futebol se expressa mais
intensamente no cotidiano do brasileiro, além de si mesmo, é
no vocabulário. E de uma maneira como quase ninguém
percebe, porque já se tornou corriqueiro. As expressões que
nasceram nos estádios foram incorporadas no linguajar comum.
Da crônica esportiva ou da própria conversa de arquibancada,
ganharam as ruas e os livros, em um conceito cultural muito
mais abrangente. A linguagem específica do futebol é fenômeno
estudado faz tempo. Por exemplo, o primeiro “Dicionário do
Futebol”, para explicar os verbetes tradicionais do boleirês,
surgiu quando o Uruguai sequer havia levantado a Jules Rimet
pela primeira vez: em 1929, escrito e organizado pelo jornalista
Haroldo Maranhão. Ao mesmo tempo, os dicionários comuns
adicionavam significados futebolísticos para tantas outras
palavras. “Chutar”, por exemplo. Mais do que o ato em si de
bater com o pé, se tornou sinônimo de arriscar ou dar um
palpite. O mesmo acontece com vários termos que, literalmente,
representam o que acontece dentro de campo, mas servem de
metáfora para vários assuntos da vida. É o caso de “show de
bola”, “suar a camisa”, “dar um chapéu”, “tirar de letra” e tantas
outras expressões que se tornaram corriqueiras além do
futebol. Demonstram a importância do esporte para a cultura. E
também tornam a língua mais rica e viva, adaptando-se com as
mudanças da sociedade. Dos 228,5 mil verbetes listados pelo
Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas
explicações. Número significativo da força do jogo sobre o
português, especialmente pelas variações que ganham
conforme a região do país. “O brasileiro é um povo que
expressa sua emoção de uma maneira muito espontânea, fato
que se reflete na linguagem”, escreve a pesquisadora Simone
Nejaim Ribeiro, autora da dissertação A Linguagem do Futebol:
estilo e produtividade lexical. “A linguagem especial do futebol
é bastante expressiva e, muitas vezes, ultrapassa a esfera das
narrações e dos textos referentes ao esporte. Isto se deve, entre
outras coisas, à grande paixão do brasileiro por ele”. Por mais
que as gírias exijam um conhecimento prévio sobre o assunto,
a popularidade do futebol facilita a compreensão pela maioria.
Disponível em: https://trivela.com.br/brasil/como-o-futebol-moldou-aidentidade-cultural-do-brasileiro/. Acesso em: 02 jul. 2026.
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- Conceitos FundamentaisRazões e ProporçõesProporção
- Conceitos FundamentaisRegras de TrêsRegra de Três Simples
Leia o caso a seguir.
Uma gráfica recebeu uma solicitação de orçamento para impressão e entrega de panfletos publicitários. O cliente solicitou o orçamento da impressão e do frete de 100 mil panfletos, cada um no formato retangular, com 30 cm de comprimento e 20 cm de largura, impressos em papel com gramatura de 150 g/m2. Para essa quantidade, a gráfica cobra R$ 35,00 por quilo de papel utilizado na impressão. O serviço de frete é gratuito para lotes com até 90 kg de papel, sendo cobrado R$ 0,80 por quilo, referente ao que exceder esse limite.
De acordo com os dados apresentados no caso, o orçamento feito pela gráfica, considerando a impressão dos panfletos e o frete, totalizou
Uma gráfica recebeu uma solicitação de orçamento para impressão e entrega de panfletos publicitários. O cliente solicitou o orçamento da impressão e do frete de 100 mil panfletos, cada um no formato retangular, com 30 cm de comprimento e 20 cm de largura, impressos em papel com gramatura de 150 g/m2. Para essa quantidade, a gráfica cobra R$ 35,00 por quilo de papel utilizado na impressão. O serviço de frete é gratuito para lotes com até 90 kg de papel, sendo cobrado R$ 0,80 por quilo, referente ao que exceder esse limite.
De acordo com os dados apresentados no caso, o orçamento feito pela gráfica, considerando a impressão dos panfletos e o frete, totalizou
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