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Foram encontradas 85 questões.

4148552 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Um tanque de armazenamento de água, em formato de cone invertido, está sendo esvaziado a uma taxa de 8 m³ por minuto. O tanque possui altura total de 28 m e raio da base de 16 m. Considerando o monitoramento ambiental do nível de água, determine a velocidade com que o nível da água está baixando quando a profundidade da água é de 7 m.

 

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4148551 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

Seja a integral \( I \) = \( \int_e^∞ \) \( \dfrac{l\ nx}{x^2} \) \( d \)\( x \). O valor de I é igual a:

 

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4148550 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

Analise as reescrituras dos trechos da crônica apresentada após a barra e assinale a única alternativa em que há correção gramatical.

 

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4148549 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

A crônica é um gênero textual marcado por maior liberdade estilística. Considerando essa informação, observe o trecho “E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada.” e identifique a alternativa que mantém a correção gramatical e preserva sentido original.

 

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4148548 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

Analise os trechos retirados da crônica e assinale o item em que a reescrita apresentada, após a barra, provoca alteração de sentido.

 

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4148547 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

O segmento destacado em “Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí.” corresponde, quanto à função sintática, ao que se observa em:

 

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4148546 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

Considerando o trecho retirado da crônica – “Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial...” – identifique a opção em que a reescrita está gramaticalmente correta e preserva o sentido original.

 

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Questão presente nas seguintes provas
4148545 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

Transpondo-se para a voz passiva a frase “(...) a ausência do tédio vem agravando problemas sérios (...)”, a forma verbal correta será:

 

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Questão presente nas seguintes provas
4148544 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF

• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

Assinale a alternativa em que se pode substituir adequadamente o segmento sublinhado pelo indicado entre parênteses com correção gramatical e sem alteração de sentido.

 

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• Leia o texto abaixo, do Jornal O Globo, em sua edição online de 20 de agosto de 2025, para depois responder as questões de 1 a 10.

Uma dose de tédio, por favor!

Já não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir uma certa ansiedade.

No início, era uma única tela. Aos 10 anos, eu voltava da escola, almoçava e ligava a TV. A programação era sempre uma surpresa. Cabia ao Pedro criança aceitar aquele desenho aleatório ou desligar a tela e ir encontrar alguma outra brincadeira. O programa muitas vezes já tinha iniciado. Passados alguns minutos, o episódio era interrompido e os comerciais apareciam. Parte 1. Comercial. Parte 2. Comercial. Parte 3. Mais comercial... a cada pausa, eu sentia tédio.

Hoje, no entanto, fica difícil encontrar esse antigo companheiro por aí. Ele foi colocado de castigo, confinado por múltiplas telas e programas que emendam um no outro. Se antes o Pedro criança não controlava o que estava passando, qual seria o próximo desenho, hoje vejo crianças pulando partes de um filme, acelerando um episódio e alternando as plataformas de streamings, como se trocassem de canal. Um ritmo sem respiros. E, convenhamos, não são apenas as crianças.

E o que me incomoda aqui não é o avanço da tecnologia, mas sim do que ela nos privou: da capacidade de não fazer nada. Qual foi a última vez que você entrou numa sala de espera para uma consulta médica e simplesmente ficou olhando para o teto, divagando? Hoje a gente chega, senta e abre o celular. Entra no carro e abre o celular. Até o tédio de uma curta viagem de elevador não é mais tolerável. Usamos esses poucos segundos para dar aquela atualizada nas redes sociais: nenhum like. Na próxima, eu tento a sorte.

Em um experimento realizado pela revista Science, participantes foram colocados em uma sala vazia por 15 minutos, com apenas um aparelho que dava choques (caso acionado). O resultado: a maior parte das pessoas, sobretudo os homens, preferiu receber choques para não precisar lidar apenas com os próprios pensamentos. “Zap”, essa doeu...

E o preocupante é que a ausência do tédio vem agravando problemas sérios que enfrentamos. Falta de concentração, incapacidade de focar em uma atividade por alguns minutos... Não conseguimos mais lidar com a nossa mente sem sentir um certo grau de ansiedade. A verdade é que o nosso antigo companheiro, o Tédio, nos fazia bem. Ele nos convidava ao silêncio e à pausa.

Trabalhar nas redes tentando incentivar a leitura é ser diariamente lembrado desse problema. Cada vez mais leitores me pedem dicas de livros que “prendem” até o final, porque não conseguem lidar com uma leitura mais densa. Como suportar uma narrativa que não entrega uma surpresa a cada poucas páginas?

No entanto, a leitura exige tempo, pausa e silêncio — suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas. Ela também exige o Tédio. Abrir um livro, portanto, pode ser uma excelente oportunidade de começar a fazer as pazes e retomar uma certa intimidade com aquele nosso velho companheiro. Mas hoje a dica que eu quero deixar para você é mais simples: olhe mais para o teto e deixe os pensamentos te levarem.

Pedro Pacífico

Sua versão original está disponível online em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2025/08/uma-dose-de-tedio-por-favor.ghtml. Acesso em: 01/09/2025.

No texto, a expressão “aquele nosso velho companheiro” transmite um tom afetivo, sugerindo uma convivência longa. Caso essa expressão fosse escrita como “aquele nosso companheiro velho”, o sentido mudaria. Isso ocorre devido à alteração da posição do adjetivo. Marque o item em que a mudança da posição do adjetivo provoca alteração de sentido.

 

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