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Para responder às questões 1 a 10, utilizar o texto a seguir.
A vida imaginária
Uma das vantagens de envelhecer — existem algumas sim, sabiam, jovens? — é poder botar em prática aquilo que os orientais chamam de “desiludir-se”, no sentido real da palavra. Embora o termo tenha ganhado um sentido negativo, desiludir-se não é ruim; na verdade faz um bem danado. Assentamo-nos calmamente, tomamos um gole de água fresca e começamos a jogar fora as ilusões: conceitos ultrapassados e preconceitos, lembranças, modos repetidos de agir, mágoas, besteiras inúteis, sucatas antigas e tranqueiras gerais. De quebra, temos a chance de esvaziar a mochila carregada com as pedras do caminho, onde tropeçamos e estropiamos os dedões do pé. Como recompensa, vamos ficando mais leves, mais tolerantes com os outros e com nós mesmos; menos chatos, dogmáticos e implicantes.
Felizmente, por uma gentileza do destino, tive a sorte de ir esvaziando a minha mochila, assim como fizeram outros amigos hoje denominados sexagenários, com os quais vou trocando impressões sobre a riqueza desse ritual típico do outono da vida. Porém, não somos todos afortunados. Com pesar, vejo que existem os que fazem o contrário: não só mantem a mochila abarrotada de velhas pedras pontiagudas como também colecionam novos cascalhos pela estrada. De posse desses pedregulhos constroem fortalezas sombrias dentro das quais se escondem, emburrados e agarrados aos seus frágeis tesouros, a maldizer o mundo. No alto, sobre a ponte levadiça e o fosso dos crocodilos, uma placa enferrujada identifica o jeitão do morador: “Cuidado! Dono bravo!”.
Percebo que a TV e sobretudo a publicidade são grandes culpadas pelo fornecimento maciço de pedras, tijolos e cimento para a construção daquilo que chamam levianamente de “felicidade”. O castelo fascinante da etema juventude, por exemplo, anda muito em moda — seja no Instagram ou nas academias. Nada contra uma vida saudável na primeira, segunda e terceira idade, pelo contrário — desde que isso não vire uma obsessão. Vamos fazendo ginástica, alimentando-nos bem, livrando-nos dos estresses inúteis — porém aceitando o inexorável escorrer da areia na ampulheta do deus Cronos, aquele senhor compenetrado que nos lembra que, um belo dia, a coisa acaba mesmo.
Seriam cômicas se não fossem capciosas as milhares de mensagens que tentam nos empurrar conceitos do tipo “viver é isso” e “isso não é viver” - apenas para vender bugigangas. Com qual autoridade invadem os subconscientes da galera divulgando, impunes, tantas asneiras? Para ser “feliz” depois de velho devo obrigatoriamente possuir um off-road 4X4, trilhar despenhadeiros na Califórnia ou descer as corredeiras de um rio turbulento ao som de música histérica, parado no tempo com a aparência jovial dos 30 anos e sempre a sorrir como um idiota? É muita sacanagem o que andam fazendo com os pobres e incautos telespectadores.
A tal vida imaginária é mesmo uma pedra pesada na mochila. Ou pior: no sapato. Dura até quando saímos da frente da TV, tomamos coragem, nos livramos dela e pisamos no chão da vida real. Que alívio.
Texto Adaptado
FABBRINI, Fernando. A vida imaginária. O TEMPO, Belo Horizonte, 7 ago. 2025. Opinião. Disponível em: https:/lwww.otempo.com.br/. Acesso em: 1º set. 2025.
Considerando os traços linguístico-discursivos do texto “A vida imaginária”, julgue as proposições abaixo e assinale a alternativa que identifica, com precisão e rigor conceitual, o gênero textual a que o texto pertence, bem como o tipo textual predominante em sua composição.
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Para responder às questões 1 a 10, utilizar o texto a seguir.
A vida imaginária
Uma das vantagens de envelhecer — existem algumas sim, sabiam, jovens? — é poder botar em prática aquilo que os orientais chamam de “desiludir-se”, no sentido real da palavra. Embora o termo tenha ganhado um sentido negativo, desiludir-se não é ruim; na verdade faz um bem danado. Assentamo-nos calmamente, tomamos um gole de água fresca e começamos a jogar fora as ilusões: conceitos ultrapassados e preconceitos, lembranças, modos repetidos de agir, mágoas, besteiras inúteis, sucatas antigas e tranqueiras gerais. De quebra, temos a chance de esvaziar a mochila carregada com as pedras do caminho, onde tropeçamos e estropiamos os dedões do pé. Como recompensa, vamos ficando mais leves, mais tolerantes com os outros e com nós mesmos; menos chatos, dogmáticos e implicantes.
Felizmente, por uma gentileza do destino, tive a sorte de ir esvaziando a minha mochila, assim como fizeram outros amigos hoje denominados sexagenários, com os quais vou trocando impressões sobre a riqueza desse ritual típico do outono da vida. Porém, não somos todos afortunados. Com pesar, vejo que existem os que fazem o contrário: não só mantem a mochila abarrotada de velhas pedras pontiagudas como também colecionam novos cascalhos pela estrada. De posse desses pedregulhos constroem fortalezas sombrias dentro das quais se escondem, emburrados e agarrados aos seus frágeis tesouros, a maldizer o mundo. No alto, sobre a ponte levadiça e o fosso dos crocodilos, uma placa enferrujada identifica o jeitão do morador: “Cuidado! Dono bravo!”.
Percebo que a TV e sobretudo a publicidade são grandes culpadas pelo fornecimento maciço de pedras, tijolos e cimento para a construção daquilo que chamam levianamente de “felicidade”. O castelo fascinante da etema juventude, por exemplo, anda muito em moda — seja no Instagram ou nas academias. Nada contra uma vida saudável na primeira, segunda e terceira idade, pelo contrário — desde que isso não vire uma obsessão. Vamos fazendo ginástica, alimentando-nos bem, livrando-nos dos estresses inúteis — porém aceitando o inexorável escorrer da areia na ampulheta do deus Cronos, aquele senhor compenetrado que nos lembra que, um belo dia, a coisa acaba mesmo.
Seriam cômicas se não fossem capciosas as milhares de mensagens que tentam nos empurrar conceitos do tipo “viver é isso” e “isso não é viver” - apenas para vender bugigangas. Com qual autoridade invadem os subconscientes da galera divulgando, impunes, tantas asneiras? Para ser “feliz” depois de velho devo obrigatoriamente possuir um off-road 4X4, trilhar despenhadeiros na Califórnia ou descer as corredeiras de um rio turbulento ao som de música histérica, parado no tempo com a aparência jovial dos 30 anos e sempre a sorrir como um idiota? É muita sacanagem o que andam fazendo com os pobres e incautos telespectadores.
A tal vida imaginária é mesmo uma pedra pesada na mochila. Ou pior: no sapato. Dura até quando saímos da frente da TV, tomamos coragem, nos livramos dela e pisamos no chão da vida real. Que alívio.
Texto Adaptado
FABBRINI, Fernando. A vida imaginária. O TEMPO, Belo Horizonte, 7 ago. 2025. Opinião. Disponível em: https:/lwww.otempo.com.br/. Acesso em: 1º set. 2025.
Com base na construção argumentativa e no percurso reflexivo do autor ao longo do texto “A vida imaginária”, é correto afirmar que:
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Considere a velocidade de escape a partir da superfície de um planeta hipotético com massa duas vezes a da Terra e o mesmo raio terrestre. Despreze a resistência do meio, a influência de outros astros e os efeitos de rotação. Indique quantas vezes a velocidade de escape nesse planeta é maior que a velocidade de escape terrestre.
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Quase todas as reações químicas e mudanças físicas ocorrem quantidade passar por a um de pressão processo calor que constante químico se transfere ou (geralmente, físico ou sob sai de pressão atmosférica). um sistema constante ao A é definida como a variação de entalpia, \( \Delta \)H, do processo. Considere a combustão do etanol (C2H2OH, peso molecular = 46 g/mol) na equação termodinâmica:
C2H5OH(I) +3O2(g) \( \rightarrow \) 2CO2(g) +3H2O(I) + \( \Delta \)H
Se as entalpias de formação dos reagente e produtos são: \( \Delta \)\( H_{f}^{o} \)(C2H50H(I)) = - 278 kJ/mol, \( \Delta \)\( H_{f}^{o} \)(O2(g)) = 0 kJ/mol, \( \Delta \)\( H_{f}^{o} \)(CO2(g)) = - 394 kJ/mol, e \( \Delta \)\( H_{f}^{o} \)(H2O(I)) = - 286 kJ/mol, o valor que descreve a quantidade de calor liberada ao queimar-se 96 gramas de etanol completamente a 25 ºC e 1 atm é:
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Um reservatório foi projetado no formato de um prisma reto com 5 metros de altura, e seu espaço interno será totalmente preenchido com um fluido. A base desse prisma tem o formato de um setor de coroa circular, correspondente a um ângulo central de 60º. A coroa circular da base é delimitada por um círculo interno de raio igual a 10 metros e por um círculo externo de raio igual a 12 metros. Despreze a espessura das paredes e quaisquer perdas/efeitos físicos.
Sabe-se que:
• O bombeamento do fluido ocorre com uma vazão constante de 360 litros por minuto (L/min);
• Lembre-se que 1 m3 equivale a 1.000 Litros;
• Considere \( \pi \) = 3.
O tempo mínimo necessário para o enchimento total do reservatório, expresso em horas inteiras (após converter o tempo para horas), por excesso (arredondando para cima), é de:
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