Foram encontradas 610 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Analise a classificação das palavras 'médico' e 'vesícula' quanto à posição da sílaba tônica e à acentuação gráfica. Em seguida, identifique, entre os vocábulos das alternativas a seguir, aqueles que devem receber acento pela mesma regra.
I. Estereotipo, veiculo e cheiissimo.
II. Pudico, vitima e transito.
III. Avaro, sarcofago e ridiculo.
IV. Caracteres, prototipo e quadruplo.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as palavras que deverão ser acentuadas pela mesma regra das apresentadas no comando da questão.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
I. O narrador tem nostalgia de um modelo de atendimento em que o médico acompanhava o paciente de forma global.
II. A saudade expressa pelo autor relaciona-se diretamente ao período em que a medicina ainda não dispunha de avanços tecnológicos.
III. O texto afirma que há insatisfação dos pacientes com o excesso de exames solicitados pelos especialistas.
IV. Atualmente, em razão da falta de informação, muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessar diferentes especialidades médicas.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Considerando a função sintática, analise as afirmativas a seguir e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
( ) O pronome 'que' é um pronome relativo empregado para retomar 'médico', exercendo a função de sujeito na oração.
( ) O verbo 'haver', no trecho, é impessoal e intransitivo, empregado no sentido de 'existir', razão pela qual a oração não apresenta sujeito.
( ) Caso o verbo 'haver' fosse substituído por 'existir', o vocábulo 'médico' passaria a exercer a função de núcleo do sujeito da oração, uma vez que o verbo deixaria de ser impessoal.
( ) O vocábulo 'primeiras' exerce a mesma função sintática da expressão 'dos pais' na frase 'A visita dos pais deixou os filhos felizes'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
I. No trecho, a progressão textual ocorre apenas por meio de conectores explícitos de adição, garantindo encadeamento lógico e eliminando ambiguidades.
II. A repetição da estrutura, aliada à elipse do termo 'consultório', gera um efeito de fragmentação que intensifica a crítica à desarticulação do atendimento médico.
III. O uso de períodos curtos e independentes indica mudança de foco temático, rompendo a unidade de sentido construída anteriormente.
IV. O emprego da conjunção 'e' contribui para a progressão acumulativa das ideias, reforçando a continuidade e a intensificação da situação descrita.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
I. O verbo 'ir' exige a preposição 'a'; portanto, se o termo 'cardiologista' fosse substituído por 'a cardiologista', ocorreria crase, já que 'cardiologista' admite o uso do artigo feminino.
II. Embora o verbo 'vir' exija preposição 'a', nem sempre ocorrerá crase, como na frase 'Irei a Campinas na próxima semana'.
III. Diante de termo de valor indefinido, não se verifica o emprego da crase, como em 'Falou a uma pessoa'. Entretanto, quando 'uma' assume valor numeral, indicando hora determinada, ocorre a crase, como em 'Irei vê-la à uma da tarde'.
IV. O emprego da crase é facultativo diante de nomes próprios femininos, como em: 'Refiro-me a Eva' ou 'Refiro-me à Eva', ambas formas corretas.
Após análise, assinale apenas a alternativa que apresentas as proposições CORRETAS:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Analise a ortografia dos vocábulos presentes no texto, bem como daqueles apresentados fora de contexto, e julgue as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'admirável' está grafado corretamente, com a consoante 'd' sem apoio vocálico, assim como ocorre nos vocábulos 'advogado' e 'advinhar'.
II. O vocábulo 'pingue-pongue' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos 'tique-taque', 'ao deus-dará' e 'à queima-roupa'.
III. O vocábulo 'isso' é grafado com 'ss', assim como os vocábulos 'asseado', 'dissídio' e 'escassez'.
IV. O vocábulo 'vezes' possui 'z' em sua grafia, bem como os vocábulos 'catequeze', 'deslizar' e 'cerzir'.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Segundo o texto, identifique a alternativa que interpreta de forma CORRETA o sentido da metáfora empregada acima.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Analise o tempo e o modo do verbo 'existir' no enunciado e, em seguida, examine o emprego de outros verbos nas frases a seguir, verificando se estão no mesmo tempo e modo.
I. Nós pusemos grande dedicação em cada tarefa realizada.
II. Nós vimos para o encontro um pouco antes do combinado.
III. O diretor interveio na discussão entre os funcionários.
IV. Eu incendeio debates com minhas opiniões.
Após análise, identifique a alternativa CORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Saudade do médico da família
Quando eu era criança, havia um médico para tudo e
para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha
febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na
vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona.
Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A
medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe
um especialista para cada pedaço do corpo humano. O
coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono,
a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor
de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no
seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto
mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais
precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto
do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico
da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era
alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático,
quem exagerava nos sintomas e quem só procurava
ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele
conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em
vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede
exames do coração. Ao endocrinologista, que pede
exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que
investiga o estômago. O neurologista quer uma
ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz
seu trabalho com competência. Mas raramente
conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de
coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um
consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais
um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco
tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena
farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento
anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser
tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não
estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta:
"Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga:
Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes,
recomendações complexas. E então surge uma nostalgia
inesperada: a saudade daquele médico antigo que
sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia:
"Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas
sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do
corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o
paciente seja atirado que nem uma bola de
pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez
esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o
ser humano não é uma coleção de órgãos
independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas
brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja
justamente aquele profissional capaz de fazer algo que
parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.
https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
( ) O verbo 'existir' apresenta sujeito simples expresso na oração.
( ) O verbo 'existir', assim como o verbo 'haver', é impessoal, não apresentando sujeito.
( ) A expressão 'uma figura quase mítica' exerce a mesma função sintática do 'que' na frase 'O livro que eu li encerra uma bonita história'.
( ) A justificativa para o verbo 'existir' estar flexionado no singular corresponde à mesma que se aplica ao verbo 'haver' na frase 'Havia apenas uma pessoa no carro'.
A sequência que preenche de forma CORRETA os itens acima, de cima para baixo, é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container