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1506499 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.


TEXTO VII


1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a

câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não

parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que

qualquer um pode fazer ou adquirir.

5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em

álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.

Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto

portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um

álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.

10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as

ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.


(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)


Vocabulário

Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.

Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.

Na oração “as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal” (l. 10), o verbo apresenta uma regência equivalente à que ocorre em

 

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1506498 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.


TEXTO VII


1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a

câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não

parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que

qualquer um pode fazer ou adquirir.

5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em

álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.

Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto

portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um

álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.

10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as

ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.


(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)


Vocabulário

Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.

Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.

Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras”. (l. 10-11)

Nessa passagem, o trecho sublinhado apresenta o valor de

 

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1506497 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.


TEXTO VII


1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a

câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não

parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que

qualquer um pode fazer ou adquirir.

5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em

álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.

Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto

portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um

álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.

10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as

ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.


(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)


Vocabulário

Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.

Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.

O uso de palavras que se referem a outras já enunciadas evita sua repetição exaustiva e confere fluidez ao texto. No texto de Susan Sontag, a palavra empregada com esse objetivo e o termo ao qual ela se refere estão corretamente associados em

 

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1506496 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 16 E 17.


TEXTO VI


Quantas vezes a memória

Para fingir que inda é gente,

Nos conta uma grande história

Em que ninguém está presente.

(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)

No terceiro verso do texto VI, o eu lírico emprega o termo nos, que gera, no poema, o sentido de

 

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1506495 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 16 E 17.


TEXTO VI


Quantas vezes a memória

Para fingir que inda é gente,

Nos conta uma grande história

Em que ninguém está presente.

(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)

No verso “Para fingir que inda é gente”, há uma pressuposição. Esse pressuposto consiste em a memória

 

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1506494 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.

TEXTO V


1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de

acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de

conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia

ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de

5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,

o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o

que não acontece deva acontecer.


(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)


Vocabulário

Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.

Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.

De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa (Aurélio), memória significa “faculdade de reter ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente. Efeito da faculdade de lembrar; lembrança”. Quando Derrida declara “permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de acontecer — “ (l. 1-2), é possível perceber, no seu discurso, uma ampliação do conceito de memória. Entre a ideia presente no dicionário e a expressa por Derrida, observa-se que

 

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1506493 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.

TEXTO V


1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de

acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de

conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia

ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de

5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,

o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o

que não acontece deva acontecer.


(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)


Vocabulário

Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.

Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.

A memória é apresentada no texto V sob a ótica do afeto, da subjetividade, e isso se reflete no discurso que, mesmo se propondo teórico, contém traços de conotação. A alternativa com linguagem conotativa é:

 

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1506492 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.

TEXTO V


1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de

acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de

conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia

ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de

5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,

o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o

que não acontece deva acontecer.


(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)


Vocabulário

Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.

Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.

Em dois momentos, o autor utiliza travessões para introduzir “ou deixa de acontecer” (l. 1-2) e “ou quase atravessaram” (l. 3). Essas expressões separadas pelos travessões assumem, no texto, o papel de

 

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1506491 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO IV, RESPONDA QUESTÃO DE NÚMERO 12.


Texto IV

enunciado 1506491-1

Essa história em quadrinhos se comunica com o leitor por meio de palavras e imagens. Observando a fala de Calvin no primeiro e no último quadrinho, é correto perceber que ele expressa, respectivamente,

 

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1506490 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

COM BASE NO TEXTO III, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 08 A 11.


TEXTO III


1Naquela época, os colégios eram menores, havia menos gente no mundo. Por um lado era bom,

porque tudo era mais íntimo. Por outro, ficávamos expostos, não tínhamos como escapar, em termos

de anonimato.

Andávamos de bonde, e eu lia os “reclames”, depois chamados de publicidades ou outdoors.

5No bonde, era “in-bondes”:

Veja, ilustre passageiro,

O belo tipo faceiro

Que o senhor tem ao seu lado.

10E no entretanto, acredite,

Quase morreu de bronquite,

Salvou-o o Rhum Creosothado!

Naquele tempo, as minhas colegas de turma, eu as vejo ainda como eram: todas nós com

15aquelas saias de uniforme pregueadíssimas, sentadas naquelas carteiras de madeira escura...

Denise tocava piano. Quando garotinha, usava tranças grossas e escuras. Morava num casarão,

na rua Marquês de Olinda, junto com um primo, também colega nosso: Guerrino. Denise perdera a

mãe e era criada pela tia, mãe de Guerrino. Acho que era assim, talvez esteja confundindo. Lembro

da casa, com a escada lateral, era uma casa vetusta. Ai, “vetusta”... há quanto tempo eu não ouço esta

20palavra! Palavra linda, cheia de sombras e cortinados, portas que gemem, sons misteriosos. Lembro

de um salão, com o piano, e Denise tocando Chopin...

Tem gente que acha a vida curta. Pensei que a velhice só acontecesse num futuro eterno, que

nunca chegasse. Ela chegou e não me pegou. Quer dizer: na alma, a gente não envelhece. Tem até

gente que finge que envelhece, só de vergonha de mostrar a alma.

25(...)


(ORTHOF, Sylvia. Se a memória não me falha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. p. 17-18.)

Vocabulário

Rhum Creosothado: remédio da época para tosse, gripe, bronquite e resfriado.

Vetusto: antigo.

As expressões “Naquela época” (l. 1) e “Naquele tempo” (l. 14) introduzem relatos sobre o passado. Nesses relatos, percebe-se que

 

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