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COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.
TEXTO VII
1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a
câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não
parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que
qualquer um pode fazer ou adquirir.
5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em
álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.
Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto
portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um
álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.
10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as
ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.
(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)
Vocabulário
Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.
Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.
Na oração “as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal” (l. 10), o verbo apresenta uma regência equivalente à que ocorre em
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COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.
TEXTO VII
1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a
câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não
parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que
qualquer um pode fazer ou adquirir.
5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em
álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.
Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto
portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um
álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.
10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as
ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.
(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)
Vocabulário
Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.
Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.
“Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras”. (l. 10-11)
Nessa passagem, o trecho sublinhado apresenta o valor de
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COM BASE NO TEXTO VII, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 18 A 20.
TEXTO VII
1Colecionar fotos é colecionar o mundo. As fotos são, de fato, experiência capturada, e a
câmera é o braço ideal da consciência, em sua disposição aquisitiva. Imagens fotografadas não
parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que
qualquer um pode fazer ou adquirir.
5Fotos, que enfeixam o mundo, parecem solicitar que as enfeixemos também. São afixadas em
álbuns, emolduradas e expostas em mesas, pregadas em paredes, projetadas como diapositivos.
Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma — um conjunto
portátil de imagens que dá testemunho de sua coesão. Um álbum de fotos de família é, em geral, um
álbum sobre a família ampliada — e, muitas vezes, o que dela resta.
10Assim como as fotos dão às pessoas a posse imaginária de um passado irreal, também as
ajudam a tomar posse de um espaço em que se acham inseguras.
(SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 14-5 e 19. Texto adaptado.)
Vocabulário
Diapositivo: imagem positiva, estática e translúcida, de modo geral em película, e que se pode projetar; imagem fotográfica.
Enfeixar: amarrar ou prender em feixe; colocar junto; ajuntar; reunir.
O uso de palavras que se referem a outras já enunciadas evita sua repetição exaustiva e confere fluidez ao texto. No texto de Susan Sontag, a palavra empregada com esse objetivo e o termo ao qual ela se refere estão corretamente associados em
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COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 16 E 17.
TEXTO VI
Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente.
(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)
No terceiro verso do texto VI, o eu lírico emprega o termo nos, que gera, no poema, o sentido de
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COM BASE NO TEXTO VI, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMEROS 16 E 17.
TEXTO VI
Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente.
(PESSOA, Fernando. Quadras ao Gosto Popular. Lisboa: Ática. 1973. p. 57.)
No verso “Para fingir que inda é gente”, há uma pressuposição. Esse pressuposto consiste em a memória
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COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.
TEXTO V
1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de
acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de
conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia
ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de
5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,
o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o
que não acontece deva acontecer.
(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)
Vocabulário
Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.
Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.
De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa (Aurélio), memória significa “faculdade de reter ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente. Efeito da faculdade de lembrar; lembrança”. Quando Derrida declara “permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de acontecer — “ (l. 1-2), é possível perceber, no seu discurso, uma ampliação do conceito de memória. Entre a ideia presente no dicionário e a expressa por Derrida, observa-se que
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COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.
TEXTO V
1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de
acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de
conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia
ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de
5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,
o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o
que não acontece deva acontecer.
(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)
Vocabulário
Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.
Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.
A memória é apresentada no texto V sob a ótica do afeto, da subjetividade, e isso se reflete no discurso que, mesmo se propondo teórico, contém traços de conotação. A alternativa com linguagem conotativa é:
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COM BASE NO TEXTO V, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 13 A 15.
TEXTO V
1Ainda hoje, permanece em mim um desejo obsessivo de salvar o que acontece — ou deixa de
acontecer — na inscrição ininterrupta, sob a forma de memória. Aquele sonho adolescente de
conservar o rastro de todas as vozes que me atravessavam — ou quase atravessavam —, o que devia
ser tão precioso e único, a um só tempo especular e especulativo. Acabei de dizer “deixa de
5acontecer” e “quase atravessaram” para marcar o fato de que o que acontece — em outras palavras,
o acontecimento único cujo rastro gostaríamos de conservar — é também o próprio desejo de que o
que não acontece deva acontecer.
(DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. p. 46-47. Texto adaptado.)
Vocabulário
Especular: 1 estudar com atenção, pesquisar, investigar; 2 referente a espelho, que reflete, que tem as propriedades de um espelho.
Especulativo: 1 relativo à especulação, que se caracteriza por investigar teoricamente, que busca o conhecimento, curioso; 2 contemplativo.
Em dois momentos, o autor utiliza travessões para introduzir “ou deixa de acontecer” (l. 1-2) e “ou quase atravessaram” (l. 3). Essas expressões separadas pelos travessões assumem, no texto, o papel de
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
COM BASE NO TEXTO IV, RESPONDA QUESTÃO DE NÚMERO 12.
Texto IV

Essa história em quadrinhos se comunica com o leitor por meio de palavras e imagens. Observando a fala de Calvin no primeiro e no último quadrinho, é correto perceber que ele expressa, respectivamente,
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COM BASE NO TEXTO III, RESPONDA S QUESTÕES DE NÚMERO 08 A 11.
TEXTO III
1Naquela época, os colégios eram menores, havia menos gente no mundo. Por um lado era bom,
porque tudo era mais íntimo. Por outro, ficávamos expostos, não tínhamos como escapar, em termos
de anonimato.
Andávamos de bonde, e eu lia os “reclames”, depois chamados de publicidades ou outdoors.
5No bonde, era “in-bondes”:
Veja, ilustre passageiro,
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem ao seu lado.
10E no entretanto, acredite,
Quase morreu de bronquite,
Salvou-o o Rhum Creosothado!
Naquele tempo, as minhas colegas de turma, eu as vejo ainda como eram: todas nós com
15aquelas saias de uniforme pregueadíssimas, sentadas naquelas carteiras de madeira escura...
Denise tocava piano. Quando garotinha, usava tranças grossas e escuras. Morava num casarão,
na rua Marquês de Olinda, junto com um primo, também colega nosso: Guerrino. Denise perdera a
mãe e era criada pela tia, mãe de Guerrino. Acho que era assim, talvez esteja confundindo. Lembro
da casa, com a escada lateral, era uma casa vetusta. Ai, “vetusta”... há quanto tempo eu não ouço esta
20palavra! Palavra linda, cheia de sombras e cortinados, portas que gemem, sons misteriosos. Lembro
de um salão, com o piano, e Denise tocando Chopin...
Tem gente que acha a vida curta. Pensei que a velhice só acontecesse num futuro eterno, que
nunca chegasse. Ela chegou e não me pegou. Quer dizer: na alma, a gente não envelhece. Tem até
gente que finge que envelhece, só de vergonha de mostrar a alma.
25(...)
(ORTHOF, Sylvia. Se a memória não me falha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. p. 17-18.)
Vocabulário
Rhum Creosothado: remédio da época para tosse, gripe, bronquite e resfriado.
Vetusto: antigo.
As expressões “Naquela época” (l. 1) e “Naquele tempo” (l. 14) introduzem relatos sobre o passado. Nesses relatos, percebe-se que
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