Foram encontradas 39 questões.
TEXTO I : O conto da mentira (Rogério Augusto)
Todo dia Felipe inventava uma mentira. "Mãe, a vovó tá no telefone!". A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo:"Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!". Felipe ria na cara dela: "Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!".
O pai de Felipe também conversava com ele: "Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!". Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte ...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: "É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!".
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora, sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia ...
"Então, ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las." Qual a causa dessa atitude de Felipe?
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A figura abaixo é composta apenas por triângulos equiláteros (triângulos que possuem todos os lados da mesma medida). Sabe-se que para se construir esta figura com barbantes, sem que haja desperdício, são necessários 1,50 metros. Sendo assim, pode-se afirmar que o perímetro do maior triângulo que compõem a figura é, em metros:

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TEXTO V: As intermitências da morte
No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme!$ ^{(A)} !$, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre e diurnas e noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença!$ ^{(B)} !$, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam!$ ^{(C)} !$ mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas!$ ^{(D)} !$, os bombeiros extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país!$ ^{(E)} !$. [...] Já tínhamos passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria morrer. [...]
SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p.11-12
José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, "As intermitências da morte", percebe-se a morte como como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda a seguir.
Percebe-se efeito de ironia no trecho:
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Leia o texto a seguir.
"O estandarte do colégio militar foi criado pelo decreto nº 23.262, de 21 de outubro de 1933, no comando do Marechal Esperidião Rosas (11º comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro). De forma retangular, tipo bandeira universal, franjada de ouro. Campo de azul-turquesa com duas diagonais em forma de faixa, nas cores verde e amarelo, sendo a interna a soma das externas, em cujo centro assenta-se uma estrela de cinco pontas, de vermelho, filetada de prata. A estrela vermelha apareceu pela primeira vez no estandarte, em seguida passou a ser usada no distintivo da gola, na boina e fivela do cinto dos uniformes."

A estrela de cinco pontas a qual o texto se refere, está exposta na imagem.
Assinale a alternativa que o traz o nome do polígono que representa a estrela citada acima, assim como o seu número de vértices, respectivamente.
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A Professora pediu para que os alunos desenhassem em malha quadriculada algo que eles gostassem muito. O aluno Rafael, fã de revistas em quadrinhos, desenhou o contorno do polígono que representa o símbolo de um famoso super-heroi. Observe a figura abaixo.

Sabendo que a malha quadriculada é composta por 100 quadrados, todos de área !$ 1 \, cm^2 !$, qual a área do polígono, em !$ cm^2 !$, cujo contorno foi desenhado por Rafael?
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Leia o texto a seguir:
E esse sucesso estrondoso do jogo?
O jogo Pokémon GO parece estar fazendo sucesso em dois mercados - Os adolescentes que estão jogando pela primeira vez e as pessoas com cerca de 30 anos que lembram da febre e estão curtindo uma nostalgia. O Pokémon GO já foi instalado em 5,16% de todos os smartphones com sistema android nos EUA, de acordo com o site SimiliarWeb. É quase o dobro do tinder - E espera-se que, em breve, o app supere o Twitter em usuários ativos.

As informações do texto e a análise do gráfico são suficientes para concluir que
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Um número de quatro algarismos abcd é chamado de zaravalho se
!$ a.c = b.d !$
Ou seja, se o produto dos algarismos de ordem par é igual ao produto dos algarismos de ordem ímpar. Considere as proposições a seguir:
I - Existem seis números zaravalhos, admitindo !$ a.c=20 !$.
II - Se os algarismos de ordem par são ímpares, então necessariamente o número zaravalho é ímpar.
III - Se !$ a.c=0 !$, então o número zaravalho é um múltiplo de 10.
IV - Se o produto de !$ a !$ por !$ c !$ resultar em um número par, então necessariamente o número zaravalho é par.
Analisando as proposições, podemos concluir que
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TEXTO III : A crise de ser amada/odiada demais*
Um dia eu estava correndo pelas ruas de Ipanema à noite, sozinha, indo encontrar Caio para ir ao aniversário de alguém, quando escuto um "Jout Jout?" muito inesperado atrás de mim. Virei imediatamente:
- Eu! - e corri para o abraço.
Era uma menina, Maria Cláudia, com o namorado e seu gato, que tinha acabado de cari da janela. Eles estava, voltando do veterinário.
A gente se amou, falei que era a minha primeira vez, falamos dos meus vídeos e nos despedimos. Saí correndo ainda mais rápido para contar a Caio que coisa maravilhosa havia acontecido. Cheguei ofegante, aos pulos:
- Caio! Fui reconhecida na rua!
Celebramos horrores aquele dia.
Um tempo se passou, fui fazendo mais vídeos e sendo reconhecida na rua de vez em quando. Ficava toda boba, tirava foto, contava para todo mundo, minha mãe achava o máximo. Reconhecimento! O que todo bom trabalhador quer.
Chega então o vídeo do batom vermelho, mais inscritos no canal, mais amigos no Facebook, mais seguidores no Instagram. E-mails que eu não dava conta de responder, mensagens das mais lindas às mais assustadoras.Todo dia eu derretia de amor por algum e-mail que me dizia que eu estava fazendo alguém muito feliz mundo afora. Nas ruas, cada vez mais selfies. Até que uma menina me viu e me abraçou tremendo dos pés à cabeça.E outra, além de tremer, chorou.
Quando uma pessoa que você não conhece chora ao te encontrar, passam uns pensamentos na sua cabeça. Trata-se de um amor tão intenso que a pessoa chora. Esse é um tipo de amor que vicia. Alguém idolatrando você sem ter conversado cinco minutos com você? Viciante. E para uma pisciana que busca tanto ser amada isso é um prato cheio. Até você deixar sua vaidade de lado um pouquinho e notar que essa pessoa, na verdade, não pode amar você. Ou não pode amar de um jeito confiável. Melhor: não dá para você ficar dependendo desse amor tanto assim.
É claro que eu amo que me amem, e eu amo que amem meu trabalho, mas será que essa pessoa me amaria dessa forma se passasse um fim de semana na serra comigo? Ou ela iria querer me matar? Ou ia ficar indiferente a mim? As pessoas geralmente têm um contato semanal comigo, editado, por não mais do que vinte minutos, e isso basta para despertar amor, ódio ou indiferença. Quando se trata do primeiro caso, é o tipo de sentimento fácil de ganhar e difícil de manter. Uma bolinha fora, uma frase que machuca alguém de alguma forma que você jamais imaginaria transforma aquele amor profundo na mais terrível decepção. Se sua mãe fala uma coisa que você não gosta, você bate a porta e no dia seguinte já ama ela de novo. Se uma youtuber que você idolatra magoa você, não tem volta. O que nos traz de volta ao "não dá para depender muito desse amor".E nem do ódio, aliás (essa é a parte boa). Se alguém n internet odeia você, geralmente é porque não gostou da sua orelha ou do seu sotaque ou da sua opinião sobre um assunto. Não dá para confiar nesse ódio também. Às vezes, no fim de semana na serra, essa pessoa ia querer casar com você e ter uma penca de filhos. Vai saber.Como meu analista disse uma vez: "Não importa, você não está nisso para angariar amor". Tapa na cara atrás de tapa na cara.
*JOUT, jout. Tá todo mundo mal: o livro das crises. São Paulo: Companhia das letras, 2016.
Na expressão "Esse é um tipo de amor que vicia" , a qual "tipo" de amor a autora se refere:
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Leia o texto a seguir.
"A Andá-açu (Joannesia princeps Vell) é uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre em áreas de Caatinga e Mata Atlântica. Tem de 15 a 30 metros de altura com tronco de 40 a 95 cm de diâmetro. A casca é castanho claro e lisa, com algumas fissuras. Considerada leve, muito porosa e macia ao corte, é utilizada na fabricação de palitos de fósforo, celulose para papel, caixotes e para a construção de pequenas embarcações como canoas e jangadas."
Disponível em: https://arvores.greennation.com.br/species/11. Acesso 10/09/2016.
Uma madeireira derrubou uma certa quantidade de troncos de árvores da espécie Andá-açu, todos com 2,5 !$ m^3 !$ de volume para fazer palitos de fósforos. Os palitos estão em 1000 contêineres, casa contêiner possui 15000 pacotes com 10 caixas de 40 palitos cada. Sabendo que cada palito tem 200 !$ mm^3 !$ de volume, quantos troncos de árvores Andá-açu foram necessários?
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TEXTO VI:
OS OIM DO MEU AMOR
(Cordel do Fogo Encantado)
Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
TEXTO VII:
PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
(Vinicius de Moraes)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Sobre os textos VI e VII é correto afirmar que:
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