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795923 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

Julgue os enunciados abaixo com base nas regras de pontuação.

I. É obrigatório o uso das vírgulas na locução “por exemplo” (linha 17).
II. Os parênteses (linha 18) são utilizados para isolar uma digressão.
III. O travessão (linha 23) marca uma interrupção no pensamento do autor.
IV. As aspas em “nuvem” destacam um emprego novo do termo, de sentido não usual.
V. O uso das vírgulas que separam os complementos do verbo “manter” (linhas 12-13) é facultativo.

Está correto o que se afirma em
 

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795922 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

A relação entre a forma verbal e seu sujeito sintático está indicada corretamente em
 

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795921 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

Em “Como não sei para que servem essas redes...” (linha 10), o vocábulo “como”
 

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795914 Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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A aliança econômica criada para agregar países da América do Sul, da América Central e do Caribe, como Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Equador e Venezuela, dentre outros, priorizando o fornecimento de mercadorias e serviços entre seus países membros, denomina-se
 

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795912 Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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José Maria Marin, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol, vem sendo duramente criticado e combatido por ONG’s e setores da sociedade civil em razão de (da, do)
 

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795911 Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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Reconhecidos por sua extensa história e densa riqueza cultural, esses dois países europeus são hoje exemplo de crise econômica e social. Seus índices de evolução do PIB estão entre os menores, enquanto as taxas de desemprego e de dívida nacional estão entre as maiores do continente. Trata-se de
 

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795910 Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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O dono de um império de comunicação que floresceu durante a Ditadura Militar no Brasil em função de seu bom relacionamento com os militares, e que, além disso, em função de seu “bom comportamento” durante o período de exceção, cobrou favores ao então ministro da Justiça Armando Falcão chama-se
 

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795909 Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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Depois de um curto pontificado de menos de uma década, Joseph Ratzinger deu lugar a Jorge Bergoglio. Passados alguns meses da posse do novo papa, vaticanistas e demais analistas da área começam a divulgar algumas das causas da renúncia de Bento XVI; dentre elas está
 

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1434525 Ano: 2013
Disciplina: Enfermagem
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 50% da população que apresenta diabetes desconhecem que são portadores da doença, permanecendo algumas vezes não diagnosticados até que se manifestem sinais de complicação. Dentre as alternativas abaixo, considera-se fator indicativo de maior risco para esta patologia no rastreamento do diabetes tipo 2
Questão Anulada

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795935 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

Julgue as afirmações abaixo com base nas noções de coerência e coesão textual.

I. A expressão “maravilhas eletrônicas” (linha 18) é uma referência a redes sociais.

II. O pronome “isso” (linha 12) retoma e resume as informações expressas nas orações anteriores.

III. O emprego de “assim” (linha 11) antecipa que a informação seguinte contradiz a informação anteriormente formulada.

IV. Alteram-se a coerência e a coesão do texto se substituirmos “então” (linha 17) por “entrementes”.

V. “Apesar do” (linha 3) assinala uma discordância por meio da qual o autor introduz uma informação nova.

Está correto o que se afirma em:
Questão Anulada

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