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2971856 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 8 a 10.

Juliette afirma que pediram para ‘neutralizar’ seu sotaque em teste de dublagem:

Influenciadora fez desabafo sobre xenofobia em suas redes sociais depois que a cantora Duda Beat reclamou de preconceito em entrevista.

1 A cantora, influenciadora e campeã do BBB 21, Juliette Freire, fez um desabafo nas redes sociais nesta sexta-feira

(10) por episódios de xenofobia que sofreu em sua jornada artística.

A discussão sobre preconceito linguístico contra nordestinos no mundo artístico foi levantada na internet depois de

relatos parecidos feitos pela cantora pernambucana Duda Beat. Juliette é natural de Campina Grande, na Paraíba. Em um

5 dos episódios relatados, ela diz que pode ter sido reprovada em um teste de dublagem por conta de seu sotaque nordestino.

“Eu fiquei muito feliz, muito emocionada, porque eu pensei ‘caramba, um filme de projeção internacional. Se eu pudesse

contribuir com isso, como iria ser bonito uma criança identificar que o personagem fala igual [a ela]’”, diz ela.

Neste sábado, Juliette voltou a se pronunciar sobre a repercussão das discussões sobre neutralização de sotaque e se

disse feliz em ver o debate ser levado a sério. E a influenciadora voltou a refletir sobre o peso da questão no resultado de sua

10 audição como dubladora. Ela elenca ainda alguns dos efeitos que o preconceito contra os sotaques nordestinos traz ao dia a

dia, e pede que se combata a xenofobia.

“Esse exemplo que eu dei foi só um de vários outros. Tem a questão de encarar o sotaque nordestino de uma forma

caricata e rir, tem a questão dos meus amigos não conseguirem alugar um imóvel. (...) Então, a mensagem que eu quis deixar

foi simplesmente a seguinte: xenofobia existe, sim, e ela está enraizada na nossa cultura e a gente precisa questionar”, disse.

Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2022/06/11/juliette-neutralizar-o-sotaque.ghtml. Acesso em: 04. jun. 2023. Adaptado.

No fragmento “Se eu pudesse contribuir com isso, como iria ser bonito uma criança identificar que o personagem fala igual [a ela]” (linhas 6 e 7), assinale a alternativa, a qual o tempo e o modo verbais estão corretamente apresentados.

 

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2971855 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 8 a 10.

Juliette afirma que pediram para ‘neutralizar’ seu sotaque em teste de dublagem:

Influenciadora fez desabafo sobre xenofobia em suas redes sociais depois que a cantora Duda Beat reclamou de preconceito em entrevista.

1 A cantora, influenciadora e campeã do BBB 21, Juliette Freire, fez um desabafo nas redes sociais nesta sexta-feira

(10) por episódios de xenofobia que sofreu em sua jornada artística.

A discussão sobre preconceito linguístico contra nordestinos no mundo artístico foi levantada na internet depois de

relatos parecidos feitos pela cantora pernambucana Duda Beat. Juliette é natural de Campina Grande, na Paraíba. Em um

5 dos episódios relatados, ela diz que pode ter sido reprovada em um teste de dublagem por conta de seu sotaque nordestino.

“Eu fiquei muito feliz, muito emocionada, porque eu pensei ‘caramba, um filme de projeção internacional. Se eu pudesse

contribuir com isso, como iria ser bonito uma criança identificar que o personagem fala igual [a ela]’”, diz ela.

Neste sábado, Juliette voltou a se pronunciar sobre a repercussão das discussões sobre neutralização de sotaque e se

disse feliz em ver o debate ser levado a sério. E a influenciadora voltou a refletir sobre o peso da questão no resultado de sua

10 audição como dubladora. Ela elenca ainda alguns dos efeitos que o preconceito contra os sotaques nordestinos traz ao dia a

dia, e pede que se combata a xenofobia.

“Esse exemplo que eu dei foi só um de vários outros. Tem a questão de encarar o sotaque nordestino de uma forma

caricata e rir, tem a questão dos meus amigos não conseguirem alugar um imóvel. (...) Então, a mensagem que eu quis deixar

foi simplesmente a seguinte: xenofobia existe, sim, e ela está enraizada na nossa cultura e a gente precisa questionar”, disse.

Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2022/06/11/juliette-neutralizar-o-sotaque.ghtml. Acesso em: 04. jun. 2023. Adaptado.

O eixo temático trata-se do tema mais amplo a ser discutido em um gênero discursivo, a partir do qual são pensados os temas específicos. Logo, depreende-se, da notícia em análise, que seu eixo temático é o(a)

 

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2971854 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 8 a 10.

Juliette afirma que pediram para ‘neutralizar’ seu sotaque em teste de dublagem:

Influenciadora fez desabafo sobre xenofobia em suas redes sociais depois que a cantora Duda Beat reclamou de preconceito em entrevista.

1 A cantora, influenciadora e campeã do BBB 21, Juliette Freire, fez um desabafo nas redes sociais nesta sexta-feira

(10) por episódios de xenofobia que sofreu em sua jornada artística.

A discussão sobre preconceito linguístico contra nordestinos no mundo artístico foi levantada na internet depois de

relatos parecidos feitos pela cantora pernambucana Duda Beat. Juliette é natural de Campina Grande, na Paraíba. Em um

5 dos episódios relatados, ela diz que pode ter sido reprovada em um teste de dublagem por conta de seu sotaque nordestino.

“Eu fiquei muito feliz, muito emocionada, porque eu pensei ‘caramba, um filme de projeção internacional. Se eu pudesse

contribuir com isso, como iria ser bonito uma criança identificar que o personagem fala igual [a ela]’”, diz ela.

Neste sábado, Juliette voltou a se pronunciar sobre a repercussão das discussões sobre neutralização de sotaque e se

disse feliz em ver o debate ser levado a sério. E a influenciadora voltou a refletir sobre o peso da questão no resultado de sua

10 audição como dubladora. Ela elenca ainda alguns dos efeitos que o preconceito contra os sotaques nordestinos traz ao dia a

dia, e pede que se combata a xenofobia.

“Esse exemplo que eu dei foi só um de vários outros. Tem a questão de encarar o sotaque nordestino de uma forma

caricata e rir, tem a questão dos meus amigos não conseguirem alugar um imóvel. (...) Então, a mensagem que eu quis deixar

foi simplesmente a seguinte: xenofobia existe, sim, e ela está enraizada na nossa cultura e a gente precisa questionar”, disse.

Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2022/06/11/juliette-neutralizar-o-sotaque.ghtml. Acesso em: 04. jun. 2023. Adaptado.

Em se tratando do trecho “Eu fiquei muito feliz, muito emocionada, porque eu pensei ‘caramba, um filme de projeção internacional” (linha 6), o conectivo em destaque traz ao contexto uma ideia de

 

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2971853 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para a questão 7.

Enunciado 3240064-1

Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/ 163269393434/tirinha-original. Acesso em 04.jun.2023.

A referenciação faz parte do processo de organização coesiva de um texto. Portanto, o uso do pronome referencial esse, no contexto da tirinha, atesta que se trata de uma

 

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2971852 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Na passagem “A norma-padrão deve ser ensinada, ...” (linha 15), o vocábulo composto se grafa oficialmente com hífen. Há, da mesma maneira, um vocábulo escrito corretamente com hífen em

 

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2971851 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Tendo por base a construção morfossintática dos períodos, analise a correlação do termo destacado e respectiva função sintática nas proposições a seguir:

I. “Cada um traz consigo a cultura...” (linha 2) - predicativo do objeto

II. “A língua falada não é estática...” (linha 6) - adjunto adverbial

III. “O preconceito linguístico é um equívoco” (linha 10) - adjunto adnominal

IV. “... a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas apenas uma descrição parcial dela.” (linhas 12 e 13) - complemento nominal

Após análise, admite-se como corretas

 

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2971850 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Em “O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado ...” (linha 3), os termos destacados desempenham, respectivamente, função de

 

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2971849 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Uma das estratégias de persuasão do gênero artigo de opinião trata-se do uso de um argumento de autoridade, como forma de ratificar uma informação contida no texto. Assim sendo, assinale a afirmativa em que o discurso extraído do artigo, em análise, corresponda a esse recurso retórico.

 

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2971848 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
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O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Assinale a alternativa em que há uma conjunção que pode substituir o termo destacado, na passagem a seguir, sem prejuízo ao seu contexto original:

“... a variedade da nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.” (linhas 7 a 9)

 

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2971847 Ano: 2023
Disciplina: Português
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O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Partindo do pressuposto de que as orações subordinadas se dividem em substantivas, adjetivas e adverbiais, indique a alternativa que traz corretamente uma oração subordinada substantiva destacada.

 

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