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2971852 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Na passagem “A norma-padrão deve ser ensinada, ...” (linha 15), o vocábulo composto se grafa oficialmente com hífen. Há, da mesma maneira, um vocábulo escrito corretamente com hífen em

 

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2971851 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Tendo por base a construção morfossintática dos períodos, analise a correlação do termo destacado e respectiva função sintática nas proposições a seguir:

I. “Cada um traz consigo a cultura...” (linha 2) - predicativo do objeto

II. “A língua falada não é estática...” (linha 6) - adjunto adverbial

III. “O preconceito linguístico é um equívoco” (linha 10) - adjunto adnominal

IV. “... a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas apenas uma descrição parcial dela.” (linhas 12 e 13) - complemento nominal

Após análise, admite-se como corretas

 

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2971850 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Em “O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado ...” (linha 3), os termos destacados desempenham, respectivamente, função de

 

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2971849 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Uma das estratégias de persuasão do gênero artigo de opinião trata-se do uso de um argumento de autoridade, como forma de ratificar uma informação contida no texto. Assim sendo, assinale a afirmativa em que o discurso extraído do artigo, em análise, corresponda a esse recurso retórico.

 

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2971848 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Assinale a alternativa em que há uma conjunção que pode substituir o termo destacado, na passagem a seguir, sem prejuízo ao seu contexto original:

“... a variedade da nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.” (linhas 7 a 9)

 

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2971847 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Texto para as questões de 1 a 6.

O oxente e o ok

1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe

pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e

o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os

moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito

5--menos perdedores.

A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já

havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da

nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se

deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.

10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no

assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura

brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas

apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na

sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.

15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas

em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude

insensata.

Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para

que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um

20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São

Gonçalo do Amarante.

As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’

de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém

precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo

25--e do lugar onde vivemos.

O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não

queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza

imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se

alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma

30--exclusão social.

Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,

“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.

Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.

Partindo do pressuposto de que as orações subordinadas se dividem em substantivas, adjetivas e adverbiais, indique a alternativa que traz corretamente uma oração subordinada substantiva destacada.

 

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2988109 Ano: 2023
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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Segundo a Lei nº 4.133/2021, em nosso País, nos Processos Licitatórios observar-se-á o seguinte:
I. Os documentos serão produzidos por escrito, com data e local de sua realização e assinatura dos responsáveis.
II. O desatendimento de exigências meramente formais que comprometam a aferição da qualificação do licitante ou a compreensão do conteúdo de sua proposta, importará seu afastamento da licitação até sanar o problema para evitar a invalidação do processo.
III. A prova de autenticidade de cópia de documento público ou particular, mediante apresentação de original ou de declaração de autenticidade por advogado, sob sua responsabilidade pessoal, só tem efeito com reconhecimento e homologação cartorial.
IV. A partir de documentos de formalização de demandas, os órgãos responsáveis pelo planejamento de cada ente federativo poderão, na forma de regulamento, elaborar plano de contratações anual, com o objetivo de racionalizar as contratações dos órgãos e entidades sob sua competência, garantir o alinhamento com o seu planejamento estratégico e subsidiar a elaboração das respectivas leis orçamentárias.

Diante do exposto, admite-se como corretas
Questão Anulada

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2988094 Ano: 2023
Disciplina: Enfermagem
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
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A enfermagem é comprometida com a produção e gestão do cuidado prestado nos diferentes contextos socioambientais e culturais em resposta às necessidades da pessoa, família e coletividade. De acordo com o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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2988091 Ano: 2023
Disciplina: Enfermagem
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
Provas:
É livre o exercício da enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições da Lei nº 7.498/1986. A sua incumbência bem como as atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício. Sobre a temática em questão, assinale a alternativa incorreta.
Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
2988090 Ano: 2023
Disciplina: Informática
Banca: IDIB
Orgão: COREN-PI
Provas:
Dentre as afirmativas a seguir, identifique a que descreve corretamente o objetivo principal de um firewall em uma rede de computadores e também, um de seus tipos.
Questão Anulada

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