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Texto para as questões de 1 a 6.
O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Na passagem “A norma-padrão deve ser ensinada, ...” (linha 15), o vocábulo composto se grafa oficialmente com hífen. Há, da mesma maneira, um vocábulo escrito corretamente com hífen em
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Texto para as questões de 1 a 6.
O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Tendo por base a construção morfossintática dos períodos, analise a correlação do termo destacado e respectiva função sintática nas proposições a seguir:
I. “Cada um traz consigo a cultura...” (linha 2) - predicativo do objeto
II. “A língua falada não é estática...” (linha 6) - adjunto adverbial
III. “O preconceito linguístico é um equívoco” (linha 10) - adjunto adnominal
IV. “... a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas apenas uma descrição parcial dela.” (linhas 12 e 13) - complemento nominal
Após análise, admite-se como corretas
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Texto para as questões de 1 a 6.
O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Em “O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado ...” (linha 3), os termos destacados desempenham, respectivamente, função de
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoEstratégias Argumentativas
Texto para as questões de 1 a 6.
O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Uma das estratégias de persuasão do gênero artigo de opinião trata-se do uso de um argumento de autoridade, como forma de ratificar uma informação contida no texto. Assim sendo, assinale a afirmativa em que o discurso extraído do artigo, em análise, corresponda a esse recurso retórico.
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Texto para as questões de 1 a 6.
O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Assinale a alternativa em que há uma conjunção que pode substituir o termo destacado, na passagem a seguir, sem prejuízo ao seu contexto original:
“... a variedade da nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.” (linhas 7 a 9)
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O oxente e o ok
1 Com a chegada do complexo industrial e portuário do Pecém, a nossa cidade, São Gonçalo do Amarante, recebe
pessoas de todo o Brasil e até do exterior. Cada um traz consigo a cultura, o jeito de ser e de falar. A mistura de sotaques e
o uso de termos “estranhos” já são bem visíveis. O problema é que os que chegam aqui acreditam que falamos errado e os
moradores acham que o erro está no modo como os recém-chegados falam. Uma briga em que não há ganhadores, muito
5--menos perdedores.
A língua falada não é estática, imóvel; ela é viva e bem dinâmica. A prova disso é que, antes mesmo da colonização, já
havia variantes da fala no Brasil. Com a chegada dos portugueses, africanos e, posteriormente, outros povos, a variedade da
nossa fala passou a ter dimensões nacionais. Portanto, eu penso que a polêmica sobre o certo e o errado, acerca de como se
deve falar aqui, é uma discussão sem fundamento.
10 O preconceito linguístico é um equívoco, e tão nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista no
assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico. Ele diz ainda que a confusão se faz entre a língua e a gramática normativa, que não é língua, mas
apenas uma descrição parcial dela. E que, se o domínio da norma-padrão fosse realmente um instrumento de ascensão na
sociedade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social.
15 A norma-padrão deve ser ensinada, é uma competência importante para a cidadania, mas não deve dividir as pessoas
em dois grupos: os que sabem e os que não sabem falar direito. Julgar uma pessoa pela forma como ela fala é uma atitude
insensata.
Estima-se que o número de habitantes da nossa cidade será triplicado em uma década. Isso já é motivo suficiente para
que todos compreendam que haverá outras maneiras de dizer, sem que ninguém seja melhor ou pior. Quem chegar a um
20---restaurante da cidade e pedir aipim vai comer uma deliciosa macaxeira, herança dos Anacés – primeiros habitantes de São
Gonçalo do Amarante.
As nossas cuias de guabiraba terão de conviver bem com as cuias de chimarrão. “Não troco o meu oxente pelo ‘ok’
de ninguém”, disse o saudoso Ariano Suassuna, defendendo a sua fala regional. Mas ninguém precisa trocar nada. Ninguém
precisa, nem deve abrir mão da sua variante linguística. Fazê-lo é hipocrisia, a fala é a história da nossa vida, do nosso tempo
25--e do lugar onde vivemos.
O nosso município é um dos que mais crescem no Brasil, mas não queremos crescer apenas economicamente, não
queremos ser um povo vazio de tolerância e de conhecimento no que diz respeito a esse misto de falantes, a essa riqueza
imaterial. O nosso “oxente” é tão correto e maravilhoso quanto o “ok” de quem vier. Eu não vou deixar de ser eu mesma se
alguém me chamar de menina ou de guria. Além disso, quando se estigmatiza uma pessoa, prestigia-se outra, originando uma
30--exclusão social.
Diante desse intenso movimento migratório que estamos vivendo, a decisão mais sábia é acatar todo “uai”, “oxente”,
“tchê” e por que não o “ok”. Agora, somos todos são-gonçalenses, igualmente brasileiros.
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/12/texto-vencedor-de-olimpiada-nacional-critica-intervencao-na-praca-portugal.html. Acesso em: 03 jun. 2023. Adaptado.
Partindo do pressuposto de que as orações subordinadas se dividem em substantivas, adjetivas e adverbiais, indique a alternativa que traz corretamente uma oração subordinada substantiva destacada.
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I. Os documentos serão produzidos por escrito, com data e local de sua realização e assinatura dos responsáveis.
II. O desatendimento de exigências meramente formais que comprometam a aferição da qualificação do licitante ou a compreensão do conteúdo de sua proposta, importará seu afastamento da licitação até sanar o problema para evitar a invalidação do processo.
III. A prova de autenticidade de cópia de documento público ou particular, mediante apresentação de original ou de declaração de autenticidade por advogado, sob sua responsabilidade pessoal, só tem efeito com reconhecimento e homologação cartorial.
IV. A partir de documentos de formalização de demandas, os órgãos responsáveis pelo planejamento de cada ente federativo poderão, na forma de regulamento, elaborar plano de contratações anual, com o objetivo de racionalizar as contratações dos órgãos e entidades sob sua competência, garantir o alinhamento com o seu planejamento estratégico e subsidiar a elaboração das respectivas leis orçamentárias.
Diante do exposto, admite-se como corretas
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