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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem!$ ^{(a} !$ a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há!$ ^{(b} !$ um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou!$ ^{(c} !$ ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários!$ ^{(d} !$ muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia!$ ^{(e} !$ provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Quanto à concordância nominal e verbal no texto, estaria mantida a correção gramatical caso se substituísse
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.” .
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe!$ ^{(b} !$ de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal!$ ^{(c} !$, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que!$ ^{(a} !$ ambas as teorias fossem desmontadas e para que!$ ^{(a} !$ o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde!$ ^{(d} !$ o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto!$ ^{(e} !$, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse
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O dia 26 de fevereiro de 1998!$ ^{(a} !$ marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia!$ ^{(b} !$, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá!$ ^{(c} !$ o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que!$ ^{(d} !$ não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR!$ ^{(e} !$, algo que foi visto como um conflito de interesses.
No que se refere à pontuação, estaria mantida a correção gramatical do texto caso
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava!$ ^{(a} !$ o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios !$ ^{(a} !$do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese!$ ^{(b} !$ de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações!$ ^{(d} !$. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à análise de aspectos linguísticos do texto.
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Estariam preservadas a correção e a coerência do texto caso se substituíssem as palavras “reverbera” e “desmontadas” , respectivamente, por
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
De acordo com o exposto no texto,
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O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje. Naquele dia, em Londres, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, na qual associava o desenvolvimento de comportamentos autistas e inflamação intestinal grave em doze crianças a vestígios do vírus do sarampo no corpo.
Wakefield e seus colegas de estudo levantaram a hipótese de um “vínculo causal” desses problemas com a vacina MMR, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e que havia sido aplicada em onze das crianças estudadas.
Embora Wakefield reconhecesse que se tratava apenas de uma hipótese de que tal vacina poderia causar problemas gastrointestinais que levariam a uma inflamação no cérebro – e talvez ao autismo –, a publicação da pesquisa foi suficiente para que índices de vacinação de MMR começassem a cair no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo.
Essa história está sendo resgatada no livro Outra Sintonia, recém-lançado no Brasil, em que seus autores, John Donvan e Caren Zucker, narram a história do autismo na sociedade. No livro, há um capítulo inteiro dedicado à polêmica em torno das vacinas – em um momento em que, no Brasil e no mundo, os debates sobre vacinação continuam fortes.
Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização deixou ao menos quinhentos infectados no primeiro trimestre de 2017 e pôs as autoridades em alerta. Em resposta, países como Itália e Alemanha passaram a discutir punições para quem deixe de vacinar seus filhos.
No Brasil, alguns pais se reúnem em redes sociais da Internet para discutir seus temores em relação às imunizações. As preocupações vão de efeitos colaterais das injeções à segurança das doses; de possíveis benefícios à indústria farmacêutica ao medo de que as vacinas múltiplas exponham os bebês a uma carga excessiva de substâncias.
Nos anos seguintes ao estudo de Wakefield, a polêmica chegou aos EUA. Lá o vínculo com o autismo não foi estabelecido com a MMR, mas com o timerosal, componente antibactericida presente em algumas vacinas.
Foram necessários muitos anos de debate para que ambas as teorias fossem desmontadas e para que o elo entre autismo e vacinas fosse descartado pela comunidade científica.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o timerosal. “Aliás, na Dinamarca, o timerosal foi retirado das vacinas em 1992 e, nos anos 2000, o autismo estava mais prevalente do que nunca”, escrevem Donvan e Zucker em seu livro.
A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, onde o timerosal foi tirado da composição das vacinas no início dos anos 2000 e, no entanto, a prevalência do autismo aumentou por ali em 2007.
Quanto a Wakefield, também em 2004, descobriu-se que, antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
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