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O segredo da vida
(Marcelo Tas)
Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação.
Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto.
Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mário Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele.
– Filósofo, qual o segredo da vida?
Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite!
As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões – uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô – na caminhonete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão.
Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café da manhã.
A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito.
No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo.
– Papai, hoje é o dia do meu aniversário.
– Parabéns, filho!
– Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida.
– O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar.
Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Tas/noticia/2015/08/o-segredo-da-vida.html. Acesso em: 15/04/2018.
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O segredo da vida
(Marcelo Tas)
Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação.
Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto.
Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mário Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele.
– Filósofo, qual o segredo da vida?
Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite!
As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões – uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô – na caminhonete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão.
Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café da manhã.
A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito.
No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo.
– Papai, hoje é o dia do meu aniversário.
– Parabéns, filho!
– Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida.
– O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar.
Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Tas/noticia/2015/08/o-segredo-da-vida.html. Acesso em: 15/04/2018.
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O segredo da vida
(Marcelo Tas)
Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação.
Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto.
Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mário Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele.
– Filósofo, qual o segredo da vida?
Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite!
As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões – uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô – na caminhonete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão.
Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café da manhã.
A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito.
No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo.
– Papai, hoje é o dia do meu aniversário.
– Parabéns, filho!
– Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida.
– O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento.
– O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar.
Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Tas/noticia/2015/08/o-segredo-da-vida.html. Acesso em: 15/04/2018.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
Dos seus 204 milhões de hectares, 100 milhões já foram destruídos. A derrubada de sua cobertura vegetal e os incêndios alteram a paisagem, fragmentam habitats, extinguem espécies animais e vegetais e causam erosão do solo, assoreiam rios e desequilibram os ciclos hidrológico e de carbono, aumentando a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. E a chuva de agrotóxicos despejada sobre a monocultura que toma o lugar da mata nativa contamina o solo, os rios e os aquíferos.
Assim é o avanço do agronegócio na região do Matopiba, que compreende áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e onde já se derrubou aproximadamente metade da área original de vegetação nativa para abrir campo para a soja e para pasto.
Disponível em:< http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2018/02/> Acesso em 13/04/2018, com adaptações.
Os dados constam no relatório Impacto da Expansão do Agronegócio no Matopiba: Comunidades e Meio Ambiente, lançado pela ActionAid (organização internacional que trabalha por justiça social, igualdade de gênero e pelo fim da pobreza), em 2017.
O Relatório adverte para o crescente domínio dessa região pelo mercado financeiro e a resistência dos povos tradicionais a esse processo, na luta pela própria sobrevivência e pela preservação ambiental no bioma do (a):
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
O filme “Sob a Pata do Boi” foi o vencedor do prêmio One Hour que aconteceu em Toulouse, na França. A premiação ocorreu na noite de domingo, 08 de abril deste ano. Foi a primeira exibição pública do documentário, que também será exibido em Londres, Utrecht (Holanda) e Paris, para audiências de ambientalistas. A estreia no Brasil é prevista para junho de 2018.
A pecuária praticada na Amazônia já possui 40% do rebanho bovino brasileiro, com 85 milhões de cabeças de gado, o que corresponde a mais de três vezes a população humana da região, de 25 milhões de habitantes.
Disponível em:< http://www.oeco.org.br/noticias/sob-a-pata-do-boi-ganha-o-premio-one-hour-no-festival-fredd-em-toulouse/> Acesso em: 13/04/2018, adaptado.
A atividade produtiva descrita acima se tornou um dos maiores problemas ambientais nessa região brasileira porque:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
Quebradeiras de coco babaçu do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins se reuniram em fevereiro deste ano na cidade de São Luís, Maranhão, para traçar e discutir estratégias de fortalecimento da atividade extrativista nesses estados. Cerca de 400 mil quebradeiras de coco atuam nesses estados e estão preocupadas com a sustentabilidade da atividade.
O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu, criado em 1991, está engajado na luta que garanta o livre acesso aos babaçuais, mesmo quando localizados dentro de propriedades privadas, além de impor restrições à derrubada da planta.
Em linhas gerais, a maior degradação dessas palmeiras decorre do (a):
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
Desde a sua divulgação, as novas regras não foram bem recebidas. O deputado federal gaúcho Jerônimo Goergen (PPRS), por exemplo, chegou a apresentar um projeto de decreto legislativo para suspender a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O parlamentar pretendia buscar apoio junto aos líderes da Câmara dos Deputados para que sua proposta passasse à frente das demais e não precisasse enfrentar o trâmite pelas comissões. O deputado Rodrigo Maia chegou a dizer que a Câmara poderia vetar a medida do Contran a partir desta terça-feira.
O governo havia anulado a medida no sábado (17/03/2018) justificando que tinha o objetivo de "reduzir custos e facilitar a vida do brasileiro".
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) revogou oficialmente no dia 20 de março a resolução.
Disponível em: Acesso em: 14/04/2018, com adaptações.
Essa polêmica resolução, caso entrasse em vigor,
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
- Anos2018
- MundoCrises HumanitáriasRefugiados e Migração
- MundoEconomia Internacional
- MundoPolítica Internacional
- BrasilPolítica Brasileira
- Economia
A crise econômica e política se intensifica a cada dia, levando milhares de habitantes a deixar o país em busca de refúgio em outros locais. Em 2017, estima-se que cerca de 52 mil pessoas fugiram da situação de miséria e perseguição política. O Brasil, especialmente o estado de Roraima, foi um dos que mais recebeu esses imigrantes.
Em 2018, o fluxo migratório se intensificou e, segundo dados oficiais, cerca de 800 pessoas cruzam a fronteira com o Brasil diariamente em Pacaraima, em Roraima. Na capital do estado, Boa Vista, cerca de 40 mil vivem em condições muitos precárias nas ruas e em abrigos improvisados.
A corrente imigratória descrita no texto é oriunda do (a):
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: INAZ do Pará
Orgão: CREFITO-16
O assassinato do pastor e ativista norte-americano Martin Luther King completou 50 anos no dia 06 de abril de 2018. Ele morreu a tiros na sacada de um hotel em 1968, quando apoiava uma greve de lixeiros.
Luther King era formado em teologia, doutor em filosofia e pastor de uma igreja do Alabama.
Em 1964 ele que ganhou o Nobel da Paz. Após sua morte, foi homenageado com a Medalha Presidencial da Liberdade e a Medalha de Ouro do Congresso Americano.
Disponível em: <https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/atualidades/50-anos-mortemartin-luther-king-jr.htm> Acesso em: 10/04/2018, com adaptações.
Esse grande líder se destacou nos Estados Unidos e teve reconhecimento mundial por ser um dos maiores símbolos da luta pelo:
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