Foram encontradas 51 questões.
O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP), em parceria com um instituto de pesquisa, está analisando os hábitos de
consumo de conteúdo digital da população. Os dados obtidos ajudam a compreender as plataformas mais utilizadas para se
informar e interagir. Considere os seguintes resultados de uma pesquisa com um grupo de pessoas:
• 45% dos entrevistados utilizam o Instafotos;
• 55% dos entrevistados utilizam o TicoTeco;
• 31% dos entrevistados utilizam o ExT;
• 12% dos entrevistados utilizam o Instafotos e o TicoTeco;
• 18% dos entrevistados utilizam o Instafotos e o ExT;
• 17% dos entrevistados utilizam o TicoTeco e o ExT;
• 6% dos entrevistados utilizam as três plataformas;
• 140 pessoas entrevistadas não utilizam nenhuma dessas plataformas.
Com base nessas informações, qual o número total de entrevistados?
• 45% dos entrevistados utilizam o Instafotos;
• 55% dos entrevistados utilizam o TicoTeco;
• 31% dos entrevistados utilizam o ExT;
• 12% dos entrevistados utilizam o Instafotos e o TicoTeco;
• 18% dos entrevistados utilizam o Instafotos e o ExT;
• 17% dos entrevistados utilizam o TicoTeco e o ExT;
• 6% dos entrevistados utilizam as três plataformas;
• 140 pessoas entrevistadas não utilizam nenhuma dessas plataformas.
Com base nessas informações, qual o número total de entrevistados?
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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioPartes do documento no Padrão Ofício
- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioO Padrão Ofício
Texto para responder à questão.
As comunicações administrativas devem ser sempre formais. Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio
eletrônico (por exemplo, e-mail e documento gerado no SEI!) quanto para as impressas.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Se a Administração
Pública Federal é unificada, é natural que suas comunicações sigam o mesmo padrão.
O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da
redação oficial.
De modo a contribuir para uma boa redação e o uso correto da língua portuguesa, o Manual de Redação da Presidência
da República contém noções gramaticais e ortográficas para consulta e, além disso, traz as seguintes recomendações:
• a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;
• o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do
estilo literário; e
• a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto.
(BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3 ed. Brasília: Presidência da República, 2018. Fragmento.)
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Texto para responder à questão.
As comunicações administrativas devem ser sempre formais. Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio
eletrônico (por exemplo, e-mail e documento gerado no SEI!) quanto para as impressas.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Se a Administração
Pública Federal é unificada, é natural que suas comunicações sigam o mesmo padrão.
O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da
redação oficial.
De modo a contribuir para uma boa redação e o uso correto da língua portuguesa, o Manual de Redação da Presidência
da República contém noções gramaticais e ortográficas para consulta e, além disso, traz as seguintes recomendações:
• a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;
• o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do
estilo literário; e
• a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto.
(BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3 ed. Brasília: Presidência da República, 2018. Fragmento.)
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Texto para responder à questão.
As comunicações administrativas devem ser sempre formais. Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio
eletrônico (por exemplo, e-mail e documento gerado no SEI!) quanto para as impressas.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Se a Administração
Pública Federal é unificada, é natural que suas comunicações sigam o mesmo padrão.
O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da
redação oficial.
De modo a contribuir para uma boa redação e o uso correto da língua portuguesa, o Manual de Redação da Presidência
da República contém noções gramaticais e ortográficas para consulta e, além disso, traz as seguintes recomendações:
• a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;
• o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do
estilo literário; e
• a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto.
(BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3 ed. Brasília: Presidência da República, 2018. Fragmento.)
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Texto para responder à questão.
Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
“Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem.” (6º§)
No trecho anterior, o pronome relativo “que” é utilizado para:
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Texto para responder à questão.
Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
I. “O texto é uma crônica, pois utiliza humor e exagero para relatar situações fictícias e explorar aspectos do comportamento humano.”
PORQUE
II. “O gênero crônica é caracterizado exclusivamente por narrativas longas e detalhadas que descrevem eventos cotidianos de forma realista.”
Assinale a alternativa correta.
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Texto para responder à questão.
Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
“Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.” (7º§ e 8º§)
O autor utiliza expressões coloquiais e elementos regionais para construir a interação do analista de Bagé com seus pacientes. A análise da estrutura sintática e do emprego das palavras evidencia o tom descontraído e regionalista do texto. Sobre o emprego das classes de palavras e a sintaxe no trecho, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo “bombacha” é um substantivo, usado para designar uma peça de vestuário típica da região do personagem.
II. Na expressão “vá entrando e se abanque”, tem-se a combinação de um verbo no gerúndio e outro no imperativo, embora a expressão como um todo tenha valor imperativo.
III. O termo “índio velho” é um vocativo, utilizado para se dirigir ao interlocutor de maneira informal e regionalista.
Está correto o que se afirma em
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Texto para responder à questão.
Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
“– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.” (17º§ – 20º§)
No trecho, a pontuação é empregada para dar um ritmo próprio ao diálogo, reforçando o tom irônico e descontraído do analista de Bagé. Dessa forma, analise as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “O uso de reticências na fala ‘Outro...’ indica uma pausa reflexiva do personagem, marcando a hesitação ou a busca por um comentário sarcástico.”
PORQUE
II. “A pontuação por reticências contribui para o efeito de oralidade no diálogo, reforçando a caracterização descontraída e irônica do analista de Bagé.”
Assinale a alternativa correta.
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Texto para responder à questão.
Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
I. O termo “apócrifa” significa algo cuja veracidade é duvidosa.
II. A palavra “educada”, no contexto, significa algo refinado ou polido, suavizando o impacto da expressão “mentira”.
III. O uso de “apócrifa” reforça o tom cômico da narrativa, ao descrever as histórias como elaboradas e criativas, mas provavelmente inverídicas.
Está correto o que se afirma apenas em
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Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas
suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia
existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.
Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do
analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.
Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos
regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.
E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como
“Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta
tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.
Não sei.
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais
sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não
adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história
apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e
pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
– O senhor quer que eu deite logo no divã?
– Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que
nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
– Certo, certo. Eu...
– Aceita um mate?
– Um quê? Ah, não. Obrigado.
– Pos desembucha.
– Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
– Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
– Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
– Outro...
– Outro?
– Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
– E o senhor acha...
– Eu acho uma pôca vergonha.
– Mas...
– Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
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