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Imagine 3,8 bilhões de anos de brilhantismo em design disponíveis de graça para qualquer inovador sustentável no mundo. É nisso que aposta a fundadora do Instituto de Biomimética, Janine Benyus.
Em sua instituição sem fins lucrativos, ela reúne designers, arquitetos, engenheiros e cientistas interessados em conhecer a fundo as formas e funções criadas pela natureza e imitá-las no processo industrial para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
A natureza já inspira as soluções encontradas pelos seres humanos há bastante tempo. O exemplo mais conhecido é a invenção do velcro com base no funcionamento dos carrapichos, aquelas sementinhas espinhosas que possuem farpas e costumam grudar nas roupas. Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral deu especial atenção a elas, pois viviam presas ao pelo de seu cachorro. Quando as observou ao microscópio, ele notou a estrutura das garras e imitou a estrutura na criação do velcro.
Mas as inovações foram muito além disso e estão cada vez mais voltadas para a sustentabilidade. Estava nas barbatanas das baleias a resposta para turbinas eólicas 20% mais eficientes e muito menos barulhentas, como descobriu a companhia de turbinas Whalepower, em Toronto.
O aproveitamento da energia das marés se tornou mais eficaz quando a BioStream reproduziu o padrão dos movimentos de peixes como o atum e o tubarão. Apesar de presos ao fundo do oceano, os equipamentos giram com o movimento das marés e produzem eletricidade. Seu formato hidrodinâmico, também inspirado nos peixes, evita que o material sofra com as condições adversas do fundo do mar.
O edifício Eastgate, no Zimbábue, tem a mesma estrutura de ventilação dos cupins e, apesar de a temperatura fora dele variar dos 42 °C durante o dia para os 3 °C à noite, em seu interior, ela se mantém estável, variando em apenas um grau ao longo de um dia. A construção utiliza 90% menos energia no sistema de ventilação que os edifícios tradicionais e já economizou 3,5 milhões de dólares em custos com ar-condicionado.
Até os pulmões humanos têm sido alvo de estudos para o desenvolvimento de equipamentos que sequestram carbono e previnem contra o aquecimento global. A companhia Carbozyme Inc. desenvolveu um filtro que possui as mesmas características da membrana dos pulmões e consegue remover mais de 90% do gás carbônico que passa pelas chaminés de fábricas. Uma outra tecnologia baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária, que pode ser utilizada na construção civil.
Há alguns anos, o Instituto de Biomimética criou uma comunidade on-line colaborativa conhecida como AskNature (nome que, em português, significa “pergunte à natureza”), que reúne pesquisadores interessados em trocar informações sobre o assunto. As invenções não vão parar por aqui.
Thays Prado. Biomimética: a indústria sustentável imita a natureza. In: Revista
Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Infere-se dos três primeiros parágrafos do texto que a imitação das formas e das funções da natureza no processo industrial, para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, é um processo que ocorre há bilhões de anos.
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Imagine 3,8 bilhões de anos de brilhantismo em design disponíveis de graça para qualquer inovador sustentável no mundo. É nisso que aposta a fundadora do Instituto de Biomimética, Janine Benyus.
Em sua instituição sem fins lucrativos, ela reúne designers, arquitetos, engenheiros e cientistas interessados em conhecer a fundo as formas e funções criadas pela natureza e imitá-las no processo industrial para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
A natureza já inspira as soluções encontradas pelos seres humanos há bastante tempo. O exemplo mais conhecido é a invenção do velcro com base no funcionamento dos carrapichos, aquelas sementinhas espinhosas que possuem farpas e costumam grudar nas roupas. Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral deu especial atenção a elas, pois viviam presas ao pelo de seu cachorro. Quando as observou ao microscópio, ele notou a estrutura das garras e imitou a estrutura na criação do velcro.
Mas as inovações foram muito além disso e estão cada vez mais voltadas para a sustentabilidade. Estava nas barbatanas das baleias a resposta para turbinas eólicas 20% mais eficientes e muito menos barulhentas, como descobriu a companhia de turbinas Whalepower, em Toronto.
O aproveitamento da energia das marés se tornou mais eficaz quando a BioStream reproduziu o padrão dos movimentos de peixes como o atum e o tubarão. Apesar de presos ao fundo do oceano, os equipamentos giram com o movimento das marés e produzem eletricidade. Seu formato hidrodinâmico, também inspirado nos peixes, evita que o material sofra com as condições adversas do fundo do mar.
O edifício Eastgate, no Zimbábue, tem a mesma estrutura de ventilação dos cupins e, apesar de a temperatura fora dele variar dos 42 °C durante o dia para os 3 °C à noite, em seu interior, ela se mantém estável, variando em apenas um grau ao longo de um dia. A construção utiliza 90% menos energia no sistema de ventilação que os edifícios tradicionais e já economizou 3,5 milhões de dólares em custos com ar-condicionado.
Até os pulmões humanos têm sido alvo de estudos para o desenvolvimento de equipamentos que sequestram carbono e previnem contra o aquecimento global. A companhia Carbozyme Inc. desenvolveu um filtro que possui as mesmas características da membrana dos pulmões e consegue remover mais de 90% do gás carbônico que passa pelas chaminés de fábricas. Uma outra tecnologia baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária, que pode ser utilizada na construção civil.
Há alguns anos, o Instituto de Biomimética criou uma comunidade on-line colaborativa conhecida como AskNature (nome que, em português, significa “pergunte à natureza”), que reúne pesquisadores interessados em trocar informações sobre o assunto. As invenções não vão parar por aqui.
Thays Prado. Biomimética: a indústria sustentável imita a natureza. In: Revista
Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Quanto à tipologia textual, o texto é predominantemente argumentativo, na medida em que se concentra nas vantagens da biomimética ao
apresentar exemplos bem-sucedidos de soluções de tecnologias inspiradas na natureza.
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Imagine 3,8 bilhões de anos de brilhantismo em design disponíveis de graça para qualquer inovador sustentável no mundo. É nisso que aposta a fundadora do Instituto de Biomimética, Janine Benyus.
Em sua instituição sem fins lucrativos, ela reúne designers, arquitetos, engenheiros e cientistas interessados em conhecer a fundo as formas e funções criadas pela natureza e imitá-las no processo industrial para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
A natureza já inspira as soluções encontradas pelos seres humanos há bastante tempo. O exemplo mais conhecido é a invenção do velcro com base no funcionamento dos carrapichos, aquelas sementinhas espinhosas que possuem farpas e costumam grudar nas roupas. Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral deu especial atenção a elas, pois viviam presas ao pelo de seu cachorro. Quando as observou ao microscópio, ele notou a estrutura das garras e imitou a estrutura na criação do velcro.
Mas as inovações foram muito além disso e estão cada vez mais voltadas para a sustentabilidade. Estava nas barbatanas das baleias a resposta para turbinas eólicas 20% mais eficientes e muito menos barulhentas, como descobriu a companhia de turbinas Whalepower, em Toronto.
O aproveitamento da energia das marés se tornou mais eficaz quando a BioStream reproduziu o padrão dos movimentos de peixes como o atum e o tubarão. Apesar de presos ao fundo do oceano, os equipamentos giram com o movimento das marés e produzem eletricidade. Seu formato hidrodinâmico, também inspirado nos peixes, evita que o material sofra com as condições adversas do fundo do mar.
O edifício Eastgate, no Zimbábue, tem a mesma estrutura de ventilação dos cupins e, apesar de a temperatura fora dele variar dos 42 °C durante o dia para os 3 °C à noite, em seu interior, ela se mantém estável, variando em apenas um grau ao longo de um dia. A construção utiliza 90% menos energia no sistema de ventilação que os edifícios tradicionais e já economizou 3,5 milhões de dólares em custos com ar-condicionado.
Até os pulmões humanos têm sido alvo de estudos para o desenvolvimento de equipamentos que sequestram carbono e previnem contra o aquecimento global. A companhia Carbozyme Inc. desenvolveu um filtro que possui as mesmas características da membrana dos pulmões e consegue remover mais de 90% do gás carbônico que passa pelas chaminés de fábricas. Uma outra tecnologia baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária, que pode ser utilizada na construção civil.
Há alguns anos, o Instituto de Biomimética criou uma comunidade on-line colaborativa conhecida como AskNature (nome que, em português, significa “pergunte à natureza”), que reúne pesquisadores interessados em trocar informações sobre o assunto. As invenções não vão parar por aqui.
Thays Prado. Biomimética: a indústria sustentável imita a natureza. In: Revista
Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O objetivo principal do texto é definir o conceito de biomimética, que consiste no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis a partir da imitação de padrões observados na natureza.
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Mênfis, no Antigo Egito, foi a maior cidade do planeta por quase mil anos, entre 3100 a.C. e 2200 a.C. Tinha vinte mil habitantes. É menos que o bairro da Sé, no centro de São Paulo, nos dias atuais. Imagine o quanto era difícil proteger a privacidade em uma cidade de cinco mil anos atrás.
Não é que a preocupação não existisse. Aristóteles, que viveu no século 4 a.C., defendia que a vida se dividia em duas esferas, a pública, que acontecia na pólis, e a privada, que o filósofo chamava de oikos.
Mas, na prática, as comunidades humanas moravam em vilas. Ali tudo o que acontecia era, de uma forma ou outra, público, especialmente no ambiente familiar, que era muito mais extenso do que hoje em dia.
A preocupação de garantir o direito a proteger a vida de bisbilhoteiros é uma invenção muito mais recente: a primeira proposta de lei com esse objetivo surgiu nos Estados Unidos, na década de 1890. E os juristas Samuel Warren e Louis Brandeis propuseram, de forma pioneira, no artigo intitulado The Right of Privacy, que todo cidadão tinha o “direito de ser deixado sozinho”.
Na época, a maior cidade do mundo era Londres e tinha 5,5 milhões de habitantes. Em metrópoles desse porte, era possível, pela primeira vez, garantir segredo em alguns aspectos da vida. Como apontou o escritor Edgar Allan Poe no conto O Homem na Multidão, publicado na capital da Inglaterra em 1840, numa grande cidade era possível estar no meio da rua, cercado por pessoas, e não conhecer absolutamente ninguém.
A iniciativa foi transformada em diferentes leis, difundidas inicialmente no mundo anglo-saxão, num momento em que a Inglaterra controlava as terras onde viviam 23% da população global, e os Estados Unidos ainda estavam sob a influência dos códigos britânicos. O conceito jurídico de privacidade continuou avançando. As leis europeias desenhadas entre meados dos anos 1960 e início dos anos 1970 o atualizaram, mergulharam em detalhes e se mostraram visionárias — a lei sobre a divulgação de dados pessoais promulgada na cidade alemã de Hessen é ainda hoje citada como referência para a legislação a respeito da Internet.
Acontece que agora, com a nova sociedade digital, voltamos a viver em vilas. O privado e o público estão novamente misturados, quase como uma babilônia digital. “Ao atender um telefone dentro de um teatro, estamos vivendo um momento privado em um ambiente público. Por outro lado, ao publicar um post com uma foto tirada dentro do nosso quarto, estamos vivendo um momento público em um ambiente privado”, avalia o sociólogo e professor Massimo Di Felice, coordenador do Centro Internacional de Pesquisa da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
O digital muda tudo, inclusive num sentido inédito na história da nossa espécie, segundo o professor: agora, a sociedade humana não é exclusivamente formada por seres humanos. Os espaços são ocupados por pessoas e equipamentos, em um nível quase de igualdade. “Agora convivemos com tecnologias ligadas à Internet o tempo todo.
Estar conectado é uma condição básica da vida. A divisão física entre ambiente público e privado, que costumava ser definida pela arquitetura, não existe mais”, explica. Nesse contexto, o cenário muda, enquanto a noção de privacidade se ajusta de acordo com a cultura, a vivência e a geração.
Na nova sociedade digital, você nunca está só. In:
Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do trecho “A preocupação de garantir o direito a proteger a vida de bisbilhoteiros é uma invenção muito mais recente”, a preposição “de” poderia ser substituída por em.
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Imagine 3,8 bilhões de anos de brilhantismo em design disponíveis de graça para qualquer inovador sustentável no mundo. É nisso que aposta a fundadora do Instituto de Biomimética, Janine Benyus.
Em sua instituição sem fins lucrativos, ela reúne designers, arquitetos, engenheiros e cientistas interessados em conhecer a fundo as formas e funções criadas pela natureza e imitá-las no processo industrial para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
A natureza já inspira as soluções encontradas pelos seres humanos há bastante tempo. O exemplo mais conhecido é a invenção do velcro com base no funcionamento dos carrapichos, aquelas sementinhas espinhosas que possuem farpas e costumam grudar nas roupas. Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral deu especial atenção a elas, pois viviam presas ao pelo de seu cachorro. Quando as observou ao microscópio, ele notou a estrutura das garras e imitou a estrutura na criação do velcro.
Mas as inovações foram muito além disso e estão cada vez mais voltadas para a sustentabilidade. Estava nas barbatanas das baleias a resposta para turbinas eólicas 20% mais eficientes e muito menos barulhentas, como descobriu a companhia de turbinas Whalepower, em Toronto.
O aproveitamento da energia das marés se tornou mais eficaz quando a BioStream reproduziu o padrão dos movimentos de peixes como o atum e o tubarão. Apesar de presos ao fundo do oceano, os equipamentos giram com o movimento das marés e produzem eletricidade. Seu formato hidrodinâmico, também inspirado nos peixes, evita que o material sofra com as condições adversas do fundo do mar.
O edifício Eastgate, no Zimbábue, tem a mesma estrutura de ventilação dos cupins e, apesar de a temperatura fora dele variar dos 42 °C durante o dia para os 3 °C à noite, em seu interior, ela se mantém estável, variando em apenas um grau ao longo de um dia. A construção utiliza 90% menos energia no sistema de ventilação que os edifícios tradicionais e já economizou 3,5 milhões de dólares em custos com ar-condicionado.
Até os pulmões humanos têm sido alvo de estudos para o desenvolvimento de equipamentos que sequestram carbono e previnem contra o aquecimento global. A companhia Carbozyme Inc. desenvolveu um filtro que possui as mesmas características da membrana dos pulmões e consegue remover mais de 90% do gás carbônico que passa pelas chaminés de fábricas. Uma outra tecnologia baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária, que pode ser utilizada na construção civil.
Há alguns anos, o Instituto de Biomimética criou uma comunidade on-line colaborativa conhecida como AskNature (nome que, em português, significa “pergunte à natureza”), que reúne pesquisadores interessados em trocar informações sobre o assunto. As invenções não vão parar por aqui.
Thays Prado. Biomimética: a indústria sustentável imita a natureza. In: Revista
Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O texto se limita a apresentar um exemplo de solução tecnológica baseada na anatomia humana: o desenvolvimento de um filtro com as mesmas características da membrana dos pulmões.
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