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Mulher de 50 anos de idade, sem diagnósticos prévios
conhecidos, comparece à Unidade Básica de Saúde para avaliação
de exames laboratoriais solicitados em consulta de rotina.
Encontra-se assintomática e nega poliúria, polidipsia, perda
ponderal não intencional, náuseas, vômitos ou outros sinais de
descompensação hiperglicêmica.
Ao exame físico, apresenta IMC de 31,4 kg/m² e pressão arterial
de 128/82 mmHg, sem outras alterações relevantes.
Os exames laboratoriais revelam: Glicemia de jejum: 292 mg/dL;
Hemoglobina glicada (HbA1c): 10,2%.
A função renal encontra-se preservada. Não há história de uso de
glicocorticoides ou outros medicamentos hiperglicemiantes, nem
evidências clínicas de cetose, síndrome catabólica, doença
pancreática ou crise hiperglicêmica.
Considerando os critérios diagnósticos vigentes e as
recomendações contemporâneas da Sociedade Brasileira de
Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA) para o
tratamento inicial do diabetes Mellitus tipo 2, assinale a
estratégia terapêutica mais adequada.
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Homem de 62 anos, normotenso e sem antecedentes
cardiovasculares, comparece à consulta ambulatorial para
acompanhamento de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). O
paciente está em uso regular, há 8 meses, de associação
medicamentosa em formulação fixa contendo dutasterida +
cloridrato de tansulosina, na posologia de uma cápsula ao dia,
apresentando melhora expressiva do escore sintomático
prostático (IPSS) e sem queixas urinárias atuais.
Durante a consulta, o paciente demonstra forte incômodo com a
progressão da Alopecia Androgenética Masculina (padrão
Norwood-Hamilton IV) e solicita prescrição de medicação oral
para "interromper a queda de cabelo e recuperar a densidade
capilar", mencionando que leu sobre o uso de inibidores da 5-
alfa-redutase e minoxidil oral para calvície.
Ao exame físico: PA = 124/78 mmHg, FC = 72 bpm, ausência de
edemas em membros inferiores. Exame dermatológico do couro
cabeludo confirma miniaturização folicular proeminente na
região do vértex e entradas frontotemporais.
Considerando a farmacoterapia em uso, a composição da associação fixa e as diretrizes para o manejo da alopecia androgenética e HPB, assinale a conduta médica correta.
Considerando a farmacoterapia em uso, a composição da associação fixa e as diretrizes para o manejo da alopecia androgenética e HPB, assinale a conduta médica correta.
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Homem de 52 anos, motorista de aplicativo, comparece à
Unidade Básica de Saúde acompanhado da esposa. Relata
sonolência excessiva diurna, episódios de redução da atenção
durante a condução do veículo, sono não reparador e cefaleia
matinal. A esposa refere ronco intenso, pausas respiratórias
recorrentes durante o sono e despertares associados a engasgos.
Antecedentes Pessoais: Hipertensão arterial sistêmica de difícil
controle, em uso de enalapril 20 mg 12/12h e anlodipino
10 mg/dia; diabetes Mellitus tipo 2, em uso de metformina 850
mg 12/12h.
Exame Físico: PA 148/94 mmHg | FC 84 bpm | SpO2 96% em ar
ambiente | Peso 98 kg | Altura 1,72 m | IMC 33,1 kg/m² |
Circunferência cervical 44 cm | Mallampati IV.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste de apneia
obstrutiva do sono e os princípios técnicos da investigação dos
distúrbios respiratórios do sono, assinale a afirmativa correta.
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Homem de 38 anos, com antecedente de epilepsia em
tratamento prévio com ácido valproico e clonazepam, é atendido
na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após apresentar crise
convulsiva tônico-clônica generalizada presenciada por
familiares, com relato de baixa adesão medicamentosa nos
últimos meses. Após o atendimento inicial e estabilização pósictal, evoluiu com recuperação completa da consciência e exame
neurológico sem déficits focais.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio realizada na
emergência revelou calcificações bilaterais e simétricas, de
aspecto denso, acometendo predominantemente os núcleos da
base (globos pálidos e putâmens), sem efeito de massa ou sinais
de edema perilesional.
O paciente recebe alta da emergência com ajuste do esquema
anticonvulsivante (associação de Levetiracetam ao Ácido
Valproico) e é encaminhado à Unidade Básica de Saúde / Clínica
da Família para coordenação do cuidado, solicitação de exames
laboratoriais complementares e encaminhamento à Neurologia.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
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Um homem de 66 anos de idade, portador de cardiomiopatia
dilatada chagásica, insuficiência cardíaca com fração de ejeção
reduzida (fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25% em
ecocardiograma realizado há três meses) e hipertensão arterial
sistêmica, é admitido no setor de emergência com queixa de
palpitações de início súbito há aproximadamente 6 horas,
associadas a dispneia progressiva e redução expressiva da
tolerância aos esforços.
Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, porém
nitidamente dispneico, com frequência respiratória de 24 irpm,
saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente e
pressão arterial de 108 X 68 mmHg.
À propedêutica clínica, observam-se turgência jugular patológica
a 45°, edema de membros inferiores mensurado em 2+/4+ e
estertores crepitantes bibasais em terços inferiores.
O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ritmo de
fibrilação atrial com alta resposta ventricular, com frequência
cardíaca oscilando entre 145 e 155 bpm, sem sinais de isquemia
miocárdica aguda.
Considerando o perfil clínico-hemodinâmico do paciente e as
recomendações atuais para o manejo de arritmias
supraventriculares agudas associadas à insuficiência cardíaca
descompensada, a conduta farmacológica inicial mais apropriada
é
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Uma paciente de 79 anos de idade, portadora de hipertensão
arterial sistêmica e diabetes Mellitus tipo 2, é admitida na
unidade de terapia intensiva (UTI) com quadro de febre aferida
em 39,2 ºC, dispneia intensa e tosse seca, evoluindo rapidamente
para insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, com
necessidade de ventilação mecânica invasiva.
Durante o manejo assistencial, observa-se a eliminação
espontânea de um espécime adulto de Ascaris lumbricoides pelas
cavidades oral e nasal. A tomografia computadorizada de tórax
evidencia infiltrados alveolares e consolidações bilaterais, de
caráter migratório e distribuição predominantemente periférica.
O hemograma de urgência revela leucocitose moderada
acompanhada de eosinofilia absoluta de 2.450 células/mm³.
Considerando a fisiopatologia molecular da resposta imune, responsável pela manifestação pulmonar inicial descrita no cenário clínico (síndrome de Loeffler), a lesão tecidual e o recrutamento celular no parênquima pulmonar decorrem predominantemente de
Considerando a fisiopatologia molecular da resposta imune, responsável pela manifestação pulmonar inicial descrita no cenário clínico (síndrome de Loeffler), a lesão tecidual e o recrutamento celular no parênquima pulmonar decorrem predominantemente de
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Um paciente masculino de 68 anos de idade, portador de doença
renal crônica estágio 3 e diabetes Mellitus tipo 2, encontra-se
internado na unidade de terapia intensiva (UTI) devido a um
quadro de sepse de foco pulmonar.
Em uso de meropenem e polimixina B há 10 dias, o paciente
evolui com diarreia aquosa volumosa, dor abdominal progressiva
e distensão de alças.
Nas últimas 12 horas, apresenta franca piora clínica, registrando
pressão arterial de 85/50 mmHg (em uso de noradrenalina em
doses crescentes), frequência cardíaca de 120 bpm, temperatura
axilar de 38,2 °C e abdome gravemente distendido, doloroso
difusamente à palpação, com ruídos hidroaéreos abolidos.
Os exames laboratoriais de urgência revelam: leucócitos totais de
28.000/mm³, creatinina plasmática de 3,0 mg/dL (valor basal de
1,5 mg/dL), lactato sérico de 4,5 mmol/L e gasometria arterial
evidenciando acidose metabólica com base excess de -7,0 mEq/L.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome aponta
espessamento pancolônico difuso, borramento da gordura
perivisceral e dilatação do cólon transverso com diâmetro de até
7 cm, sem sinais de pneumoperitônio. O teste de pesquisa de
toxinas para Clostridioides difficile encontra-se pendente.
Considerando o cenário clínico, laboratorial e de imagem
apresentado, a conduta imediata mais adequada para o manejo
desse paciente é
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Uma paciente de 67 anos de idade, portadora de hipertensão
arterial sistêmica, ex-tabagista, com história de declínio cognitivo
progressivo, foi admitida em 14/04/2026 após queda da própria
altura, evoluindo com fratura de colo de fêmur direito.
Durante a internação, foi tratada para infecção do trato urinário
com ceftriaxona por 7 dias, esquema encerrado em 22/04/2026.
Ao longo do período de internação, observou-se aceitação
alimentar significativamente reduzida.
Na avaliação pré-operatória inicial em 14/04, os exames
laboratoriais revelavam tempo de atividade da protrombina (TAP)
de 14,3 segundos, Relação Internacional Normalizada (INR) de
1,05 e tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT) de 30,3
segundos, tendo sido prescrita enoxaparina 40 mg, por via
subcutânea, uma vez ao dia, para profilaxia de tromboembolismo
venoso.
A cirurgia foi suspensa em 24/04 devido a pico hipertensivo,
mantendo-se a paciente em compensação clínica para
reagendamento eletivo do procedimento.
Na reavaliação em 28/04, novos exames evidenciaram TAP de
43,0 segundos (atividade de 22%), INR de 3,45, aPTT de 31,8
segundos e plaquetas de 180.000/mm³.
A paciente nega uso de anticoagulantes orais, encontra-se lúcida,
hemodinamicamente estável e sem sinais de sangramento ativo.
Considerando a evolução clínica e o perfil laboratorial apresentado, a conduta mais adequada para o manejo da alteração hemostática antes da intervenção cirúrgica é
Considerando a evolução clínica e o perfil laboratorial apresentado, a conduta mais adequada para o manejo da alteração hemostática antes da intervenção cirúrgica é
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Paciente de 68 anos, internado em Unidade de Terapia Intensiva
após trauma abdominal, encontra-se sob ventilação mecânica
invasiva e desenvolve pneumonia associada à ventilação no 12º
dia de internação. A cultura do aspirado endotraqueal – obtida
diante de novo infiltrado pulmonar, secreção purulenta e piora
da oxigenação – isola Acinetobacter baumannii resistente a
meropenem, imipenem, ciprofloxacino e piperacilinatazobactam, caracterizando infecção por CRAB.
Considerando as recomendações atuais para o tratamento de infecção invasiva por Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos, assinale a estratégia antimicrobiana preferencial.
Considerando as recomendações atuais para o tratamento de infecção invasiva por Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos, assinale a estratégia antimicrobiana preferencial.
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Uma mulher de 68 anos, portadora de hipertensão arterial
sistêmica de longo prazo e insuficiência cardíaca de etiologia
hipertensiva, é admitida na Unidade de Pronto Atendimento com
quadro de dispneia progressiva aos mínimos esforços nos últimos
4 dias, que evoluiu para ortopneia e dispneia paroxística noturna
na última noite, associada a padrão de tiragem intercostal na
admissão.
Ao exame físico: regular para mau estado geral, taquipneica
(FR: 28 irpm), SatO₂: 88% em ar ambiente. Pressão Arterial: 190 x
110 mmHg. Frequência Cardíaca: 102 bpm. À ausculta cardíaca,
nota-se ritmo em 3 tempos por presença de terceira bulha (B3).
A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais
difusos até terços superiores de ambos os hemitórax. Apresenta
edema maleolar bilateral (2+/4+). Foi realizada a radiografia de
tórax no leito (incidência AP):
Com base no quadro clínico-radiológico apresentado, a conduta
terapêutica inicial mais adequada, para a estabilização imediata
da paciente no setor de emergência, é
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