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No seu ambulatório, dá entrada uma paciente de 36 anos, que foi
encaminhada após achado incidental de lesão hepática durante
investigação de nefrolitíase. Refere apenas discreto desconforto
intermitente em hipocôndrio direito, sem relação com
alimentação. Não há história de perda ponderal, febre, icterícia
ou de hepatites.
Como antecedentes, relata uso contínuo de anticoncepcional oral
combinado há 18 anos. Nega etilismo e não apresenta história
familiar de neoplasias hepáticas.
Ao exame físico: Bom estado geral; IMC: 25 kg/m²; afebril; sem
icterícia; abdome flácido e indolor; fígado não é palpável e não
tem ascite.
Os exames laboratoriais apresentam bilirrubinas, transaminases,
fosfatase alcalina e alfafetoproteínas normais, assim como
sorologias para hepatites negativas.
Realizou-se a pesquisa por imagem com: ultrassonografia que
mostra lesão hepática sólida de 6 cm no segmento VI; A
tomografia
computadorizada
trifásica
evidencia
lesão
hipervascular bem delimitada e a ressonância magnética mostra
captação arterial intensa, sem cicatriz central evidente, em
paciente usuária crônica de estrogênios.
Considerando os principais tumores benignos hepáticos e seus
respectivos métodos diagnósticos e tratamentos, a melhor
interpretação do caso e a conduta mais apropriada são
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No Serviço de Emergência de seu hospital dá entrada um homem
de 24 anos, com dor abdominal iniciada há 22 horas, que, em
princípio, era na região periumbilical, migrando posteriormente
para a fossa ilíaca direita. Relata anorexia, náuseas e um episódio
de vômito. Não há história de cirurgias prévias.
Ao exame físico, encontra-se afebril, com frequência cardíaca de
98 bpm e pressão arterial de 120/70 mmHg. O abdome apresenta
dor localizada em fossa ilíaca direita, defesa muscular localizada e
sinal de Blumberg positivo no ponto de McBurney. Os exames
laboratoriais demonstram leucocitose de 15.600/mm³ com
desvio à esquerda. Realizou-se uma tomografia computadorizada
evidencia apendicite aguda supurativa sem perfuração.
Durante uma apendicectomia aberta, após a ligadura do
mesoapêndice e secção do apêndice, o cirurgião solicita ao
residente que identifique qual técnica corresponde ao tempo
cirúrgico de síntese do coto apendicular, após a realização da
exérese.
Uma técnica clássica de síntese utilizada nesse momento da
operação é a de
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Seu paciente tem 62 anos, foi admitido para hemicolectomia
direita eletiva por adenocarcinoma de cólon ascendente,
diagnosticado durante investigação de anemia ferropriva.
Durante a avaliação pré-operatória apresenta hipertensão
arterial controlada, diabetes mellitus tipo 2 e índice de massa
corporal (IMC) de 32 kg/m². Refere alergia grave à cefalosporina,
previamente associada a episódio de anafilaxia, que necessitou
de assistência respiratória. Os exames pré-operatórios
demonstram hemoglobina de 12,3 g/dL, creatinina normal e
glicemia adequadamente controlada com esquema de insulina
regular.
Na manhã da cirurgia, o paciente é encaminhado ao centro
cirúrgico. Durante a preparação anestésica, o primeiro auxiliar
observa que a prescrição de profilaxia antimicrobiana contém
cefazolina.
Simultaneamente, a enfermagem identifica
divergência entre a lateralidade registrada no prontuário
eletrônico e a anotação da programação cirúrgica. O paciente já
se encontra na sala operatória, porém ainda não foi realizada a
indução anestésica.
O cirurgião principal está presente e argumenta que a divergência
é um erro administrativo sem relevância clínica e que a cirurgia
deve prosseguir para evitar atrasos na programação do centro
cirúrgico.
De acordo com os princípios de segurança do paciente descritos
na Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização
Mundial da Saúde (OMS), a conduta mais apropriada nesse
momento será
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Um homem de 42 anos foi encaminhado a seu ambulatório de
cirurgia do aparelho digestivo por disfagia progressiva há quatro
meses. Relata que, há aproximadamente seis meses, ingeriu
acidentalmente grande quantidade de um produto de limpeza
alcalino industrial armazenado inadequadamente em uma
garrafa de refrigerante. Na ocasião, apresentou intensa
odinofagia, sialorreia, dor retroesternal e queimaduras orais,
sendo internado por vários dias. Evoluiu sem necessidade de
cirurgia de emergência.
Recebeu alta hospitalar e após melhora inicial, começou a
apresentar dificuldade para deglutir, a princípio, para alimentos
sólidos, com progressão gradual para alimentos pastosos. Nas
últimas semanas, passou a tolerar apenas líquidos. Refere perda
ponderal de 14 kg nesse período, refere episódios frequentes de
regurgitação alimentar e importante comprometimento
nutricional. Não há história de hematêmese, melena ou sintomas
respiratórios.
Ao exame físico encontra-se emagrecido, com índice de massa
corporal de 17 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+), discreta
atrofia muscular e sinais clínicos de desnutrição proteico-calórica.
O exame cervical é normal. Não há linfonodomegalias palpáveis
no pescoço. O exame cardiopulmonar e abdominal não apresenta
alterações.
Uma seriografia do esôfago demonstra estenose longa, irregular,
localizada no terço médio e distal do esôfago, com importante
redução luminal. A endoscopia digestiva alta revela estenose
cicatricial extensa, permitindo passagem apenas de endoscópio
ultrafino. As biópsias não demonstram malignidade.
Considerando as diretrizes cirúrgicas atuais para o manejo da
estenose cáustica do esôfago, a conduta mais apropriada nesse
momento, será
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Você é o médico responsável por um paciente de 68 anos, que foi
encaminhado ao serviço de cirurgia digestiva após diagnóstico de
adenocarcinoma de cabeça de pâncreas potencialmente
ressecável. Após avaliação e discussão da conduta terapêutica,
optou-se pela realização de uma duodenopancreatectomia
cefálica (Whipple).
Durante a avaliação pré-operatória, relata perda ponderal
involuntária de 15 kg nos últimos quatro meses (18% do peso
corporal), anorexia importante, fadiga progressiva e redução
significativa da ingestão alimentar nas últimas seis semanas.
Refere diabetes mellitus tipo 2, doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC) moderada associada a tabagismo de 40 maços
ano (ainda fumando), hipertensão arterial sistêmica e
coronariopatia estável com colocação de stent farmacológico há
três anos.
Ao exame físico, apresenta-se emagrecido, com índice de massa
corporal de 18 kg/m². Observam-se perda muscular evidente em
região temporal, deltoides e interósseos das mãos. A força de
preensão manual encontra-se reduzida. Frequência cardíaca de
88 bpm, pressão arterial de 130/80 mmHg e saturação de
oxigênio de 94% em ar ambiente.
Exames realizados mostram: Albumina sérica: 2,7 g/dL; Pré
albumina reduzida; Hemoglobina: 9,4 g/dL; Hemoglobina glicada
(HbA1c): 9,2%; Bilirrubina total: 11 mg/dL; Creatinina normal.
Uma tomografia computadorizada não demonstra metástases e
confirma doença potencialmente ressecável.
Considerando esse caso clínico, a melhor conduta antes da
realização da cirurgia será
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Na sua Unidade de Emergência dá entrada um homem de 62
anos, após episódio súbito de hematêmese volumosa, seguido de
tontura e síncope transitória. Relata história de dor epigástrica
em queimação há vários meses, parcialmente aliviada pela
alimentação, mas nunca investigada. Refere uso diário de anti
inflamatórios não esteroidais para osteoartrose dos joelhos nos
últimos três anos. Nega doença hepática ou etilismo importante.
Nas últimas 24 horas, apresentou dois episódios de melena e um
episódio de hematêmese com eliminação de grande quantidade
de sangue vermelho vivo.
Ao exame físico, encontra-se consciente, porém pálido,
sudorético e ansioso. Pressão arterial: 90/60 mmHg; frequência
cardíaca:
120
bpm; frequência respiratória: 22 irpm.
Extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. O
abdome é plano, com discreta dor à palpação profunda do
epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal
confirma presença de melena.
Após reposição volêmica inicial, o paciente é submetido à
endoscopia digestiva alta. O exame evidencia úlcera duodenal de
aproximadamente 1,5 cm na parede posterior do bulbo
duodenal, apresentando vaso visível não sangrante (Forrest IIa),
sem sangramento ativo no momento do exame.
Considerando as recomendações atuais, a conduta mais
apropriada para o caso será
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Sua equipe cirúrgica discute a conduta a ser instituída para um
paciente de 61 anos que apresenta fadiga progressiva, plenitude
pós-prandial
e desconforto epigástrico inespecífico há
aproximadamente seis meses. Relata episódios intermitentes de
melena nas últimas semanas e perda ponderal de 7 kg nos
últimos seis meses. Nega vômitos, disfagia ou alteração do hábito
intestinal.
Ao exame físico, está em bom estado geral, porém discretamente
emagrecido. Apresenta mucosas hipocoradas (++/4+). O abdome
é plano, flácido, indolor à palpação superficial, mas palpa-se
massa pouco móvel e mal delimitada no epigástrio. Não há sinais
de irritação peritoneal e não se observa linfonodomegalias.
O hemograma mostra hemoglobina de 8,7 g/dL, compatível com
anemia ferropriva. Uma endoscopia digestiva alta evidencia
abaulamento subepitelial na parede posterior do corpo gástrico,
medindo aproximadamente 8 cm, com área central ulcerada. A
ecoendoscopia demonstra lesão originada da muscular própria. A
tomografia computadorizada de abdome evidencia massa
gástrica exofítica de 8,5 cm, sem invasão de órgãos adjacentes e
sem metástases hepáticas ou peritoneais.
Foi realizada biópsia guiada por ecoendoscopia, cujo resultado da
imuno-histoquímica revela: CD117 (KIT): positivo; DOG1: positivo
e CD34: positivo.
Diante desse quadro clínico a conduta mais apropriada será
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Você atende, no seu ambulatório, a uma mulher de 68 anos, que
vem referenciada de uma Unidade Básica de Saúde. Quando da
anamnese, queixa-se de episódios progressivos de desconforto
retroesternal pós-prandial, sensação de plenitude após pequenas
refeições, regurgitação de alimentos não digeridos e disfagia
intermitente para sólidos há aproximadamente dois anos. Nos
últimos seis meses, passou a apresentar episódios ocasionais de
dispneia após refeições volumosas e relata duas internações por
anemia ferropriva sem causa evidente. Refere perda ponderal de
6 kg no último ano. Nega pirose importante. Possui antecedente
de hipertensão arterial e obesidade grau I.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, corada (+/4+),
hidratada, afebril e hemodinamicamente estável. O exame
cardiopulmonar é normal. O abdome é flácido, indolor e sem
massas palpáveis.
Um hemograma mostra hemoglobina de 9,8 g/dL com padrão
compatível com anemia ferropriva.
Tem uma endoscopia digestiva alta que evidencia grande hérnia
hiatal, com parte significativa do fundo gástrico herniado para o
mediastino. Observam-se erosões lineares na mucosa gástrica ao
nível do diafragma compatíveis com lesões de Cameron. Não
existe esofagite significativa.
Um esofagograma contrastado demonstra migração intratorácica
de aproximadamente 50% do estômago, com a junção
esofagogástrica permanecendo em posição anatômica normal.
Uma tomografia de tórax confirma hérnia paraesofágica
volumosa, tipo III, sem sinais de perfuração ou isquemia.
Para essa paciente, a conduta mais apropriada será
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Na sessão clínica do seu hospital é apresentado o caso de um
homem de 63 anos com disfagia progressiva há cinco meses.
Inicialmente, ele apresentava dificuldade para deglutir carnes e
pães, evoluindo posteriormente para dificuldade com alimentos
pastosos e, nas últimas semanas, até mesmo com líquidos. Refere
perda ponderal de 15 kg nos últimos seis meses, anorexia, fadiga
progressiva e episódios ocasionais de dor retroesternal não
relacionada ao esforço. Relata tabagismo de 50 maços-ano e
etilismo pesado desde a juventude. Nega hematêmese.
Ao exame físico está emagrecido, com índice de massa corporal
de 18 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+) e discreta atrofia
muscular. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tem
auscultas pulmonar e cardíaca normais. O abdome não apresenta
alterações.
Uma endoscopia digestiva alta evidencia lesão vegetante e
ulcerada localizada no terço médio do esôfago, causando redução
luminal
significativa.
A biópsia demonstra carcinoma
espinocelular moderadamente diferenciado.
O estadiamento prossegue com tomografia computadorizada de
tórax e abdome, que não demonstra metástases à distância. A
ecoendoscopia identifica invasão da camada muscular própria e
da adventícia, sem invasão de estruturas adjacentes. Observam
se três linfonodos periesofágicos suspeitos, confirmando doença
regional linfonodal.
O paciente apresenta bom desempenho funcional (ECOG 0) e
avaliação cardiopulmonar favorável para tratamento multimodal.
Diante desse caso clínico, a conduta mais apropriada é
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No seu Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo dá entrada um
homem de 67 anos, ex-tabagista, 40 maços-ano, que se queixa de
epigastralgia moderada há aproximadamente seis meses,
associada a plenitude pós-prandial precoce, anorexia progressiva
e perda ponderal de 12 kg nesse período. Relata episódios
ocasionais de náuseas e dois episódios recentes de melena. Nega
hematêmese. Refere fadiga progressiva e redução importante da
capacidade funcional. Possui história de gastrite crônica
associada ao Helicobacter pylori, tratada há vários anos.
Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado
(++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta
discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de
irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular
esquerdo
endurecido,
indolor
e
móvel,
medindo
aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com
padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta
evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura
do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias
confirmam
adenocarcinoma
gástrico
moderadamente
diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não
demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais
evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi
realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que
confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento
recomendados, a conduta mais apropriada será
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