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Sua equipe médica presta atendimento a um homem de 29 anos,
que é admitido no serviço de emergência após colisão frontal
entre dois automóveis em alta velocidade. O resgate informa
deformidade importante do veículo e necessidade de
desencarceramento. Quando da admissão, encontra-se
consciente, ansioso e pálido, referindo dor abdominal difusa e
intensa.
Ao exame físico apresenta: Frequência cardíaca: 118 bpm;
Pressão arterial: 102/68 mmHg; Frequência respiratória: 28 irpm;
Saturação de O₂: 96% com máscara facial; Tempo de enchimento
capilar: 3 segundos; Extremidades frias; Escore de Glasgow: 15;
Abdome distendido, com equimose em faixa compatível com
sinal do cinto de segurança, dor difusa à palpação, defesa
involuntária e dor à descompressão brusca; Pelve estável; Sem
sinais de traumatismo craniano grave.
Após acesso venoso calibroso e início da reposição com
concentrado de hemácias, o protocolo ATLS é seguido. O exame
FAST mostra grande quantidade de líquido livre nos quatro
quadrantes. Em seguida, realiza-se tomografia computadorizada
contrastada
porque
o paciente apresenta resposta
hemodinâmica transitória à reposição volêmica, demonstrando:
Laceração hepática grau IV com extravasamento ativo de
contraste; Laceração esplênica grau V com grande hematoma
periesplênico;
Contusão renal esquerda grau III sem
extravasamento urinário; Grande quantidade de hemoperitônio.;
Ausência de pneumoperitônio.
Durante a realização do exame, o paciente mantém taquicardia
persistente e necessita de transfusão contínua.
Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, assinale a
opção que apresenta a melhor interpretação diagnóstica e a
conduta definitiva mais adequada.
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Você atende a uma paciente de 74 anos, que procurou o serviço
de emergência com história de dor progressiva na região femoral
direita há três dias. Refere náuseas, redução da eliminação de
fezes e gases, mas nega interrupção completa do trânsito
intestinal. Relata episódios de vômitos esporádicos e desconforto
abdominal difuso.
Possui antecedente de perda ponderal recente e hipertensão
arterial controlada.
Ao exame físico: Estado geral discretamente comprometido;
Temperatura: 37,8°C; Frequência cardíaca: 104 bpm; Pressão
arterial: 108/68 mmHg; Abdome discretamente distendido;
Ruídos hidroaéreos diminuídos; Dor difusa leve à palpação;
Ausência de sinais de irritação peritoneal; Pequena tumoração
dolorosa, endurecida e irredutível abaixo do ligamento inguinal
direito; Pele sem hiperemia significativa.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 14.800/mm³; PCR elevada;
Lactato discretamente aumentado.
A tomografia computadorizada demonstra hérnia femoral
encarcerada contendo apenas parte da circunferência
antimesentérica de uma alça ileal, com espessamento parietal,
edema mural e dilatação discreta das alças proximais.
Considerando os princípios descritos na literatura atualizada, a
melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento
para o caso, será
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Homem de 38 anos procura atendimento no ambulatório de
cirurgia devido a dor anal intensa há quatro semanas. Refere
início após evacuação de fezes endurecidas, seguida de
sangramento vivo em pequena quantidade no papel higiênico.
Desde então passou a evitar evacuar devido à dor, evoluindo com
piora da constipação.
Relata que a dor inicia durante a evacuação e persiste por várias
horas após o ato evacuatório. Nega febre, perda ponderal ou
drenagem purulenta.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Sinais vitais normais;
Inspeção anal evidenciando plicoma sentinela posterior; Espasmo
importante do esfíncter anal interno; Dor intensa à tentativa de
afastamento das nádegas; Toque retal prejudicado pela dor;
Anuscopia não tolerada adequadamente.
A melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento
para o caso, será:
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Na sessão clínica do seu Serviço de Cirurgia, discutiu-se o caso de
um paciente de 67 anos, que procurou atendimento por
alteração progressiva do hábito intestinal há oito meses. Ele
relata episódios alternados de constipação e evacuações em
pequeno volume, associadas a sensação de evacuação
incompleta. Nos últimos três meses observou exteriorização de
sangue misturado às fezes e perda ponderal de 9 kg. Refere ainda
distensão abdominal intermitente e cólicas em flanco esquerdo.
Ao exame físico: Estado geral regular; IMC: 22 kg/m²; Frequência
cardíaca: 94 bpm; Pressão arterial: 118/70 mmHg; Abdome
discretamente distendido; Dor leve à palpação profunda do
quadrante inferior esquerdo; Sem sinais de irritação peritoneal;
Toque retal sem lesão palpável.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,9 g/dL; Ferritina reduzida;
CEA: 12 ng/mL.
Uma colonoscopia identifica lesão estenosante e ulcerada
localizada no cólon descendente distal, cuja biópsia demonstra
adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A tomografia
computadorizada de tórax, abdome e pelve não evidencia
metástases à distância nem invasão de órgãos adjacentes.
Considerando os princípios atuais da prática cirúrgica, a melhor
interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o
caso, será:
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Seu paciente é um homem de 23 anos, que procurou
atendimento especializado por episódios recorrentes de
sangramento retal de pequeno volume há aproximadamente um
ano. Refere alteração do hábito intestinal, com períodos
alternados de diarreia e evacuações normais. Nega dor
abdominal intensa, mas relata fadiga progressiva. Informa que
seu pai faleceu aos 38 anos por câncer colorretal e que um tio
paterno foi submetido a cirurgia intestinal extensa ainda jovem.
Ao exame físico: Estado geral bom; Frequência cardíaca: 88 bpm;
Pressão arterial: 118/72 mmHg; Abdome flácido e indolor; Sem
massas palpáveis; Toque retal sem lesões palpáveis; Sem sinais
de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,8 g/dL; Ferritina reduzida;
Função hepática normal; CEA normal.
Uma colonoscopia mostra mais de 400 pólipos adenomatosos
distribuídos por todo o cólon e reto. A endoscopia digestiva alta
evidencia
múltiplos adenomas duodenais pequenos. A
tomografia de abdome não demonstra metástases ou lesões
invasivas.
Considerando os conhecimentos atuais, a melhor interpretação
diagnóstica, propedêutica complementar e de tratamento para o
caso, é
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Você é chamado ao Serviço de Obstetrícia para responder a um
parecer de uma paciente de 31 anos, gestante de 26 semanas,
com história de dor contínua em hipocôndrio direito há 24 horas,
iniciada após refeição rica em gordura. Relata náuseas, vômitos e
febre nas últimas 12 horas. Refere episódios semelhantes de
menor intensidade durante os primeiros meses da gestação, com
melhora espontânea.
Nega contrações uterinas, sangramento vaginal ou perda de
líquido amniótico.
Ao exame físico: Temperatura: 38,2°C; Frequência cardíaca:
104 bpm; Pressão arterial: 116/70 mmHg; Útero compatível com
a idade gestacional; Dor importante à palpação do hipocôndrio
direito; Interrupção inspiratória dolorosa à palpação profunda
subcostal direita; Sem sinais de irritação peritoneal; Ausência de
sofrimento fetal na avaliação obstétrica inicial.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 15.200/mm³; PCR elevada;
Bilirrubina total: 1,0 mg/dL; Fosfatase alcalina discretamente
elevada; Lipase normal.
Considerando os princípios e as diretrizes atuais para doenças
biliares durante a gestação, a melhor sequência de propedêutica
e tratamento para esta paciente é
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Seu paciente é um homem de 54 anos, que procurou
atendimento devido a episódios recorrentes de dor abdominal
vaga na região periumbilical há aproximadamente 10 meses,
associados a anemia ferropriva progressiva e dois episódios de
melena de pequeno volume nos últimos quatro meses. Refere
discreta perda ponderal de 4 kg no período, atribuída à redução
do apetite. Nega febre, sudorese noturna ou antecedentes
familiares de neoplasias gastrointestinais.
Quando do exame físico observou-se: Estado geral preservado;
Pressão arterial: 122/78 mmHg; Frequência cardíaca: 84 bpm;
Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Sem
visceromegalias; Toque retal sem alterações.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 9,8 g/dL;
Ferritina reduzida; Leucograma normal; Função hepática normal.
Uma endoscopia digestiva alta e a colonoscopia não identificam a
origem do sangramento. É realizada enterografia por tomografia
computadorizada, que demonstra lesão submucosa bem
delimitada de 3,8 cm no jejuno proximal, sem adenomegalias
regionais, invasão mesentérica ou metástases. Realizou-se uma
enteroscopia que evidencia lesão subepitelial ulcerada, e a
ecoendoscopia demonstra tumor originado da camada muscular
própria.
Considerando os princípios descritos, a melhor sequência de
hipótese diagnóstica, propedêutica complementar e tratamento,
será:
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Homem de 65 anos apresenta icterícia progressiva, colúria,
hipocolia fecal e perda ponderal de 10 kg nos últimos três meses.
A tomografia
computadorizada
trifásica
demonstra
adenocarcinoma da cabeça do pâncreas sem invasão vascular
significativa e sem metástases à distância. Após discussão
multidisciplinar, o paciente é considerado candidato à
duodenopancreatectomia cefálica com intenção curativa.
Durante a cirurgia, um residente é questionado pelo cirurgião
chefe sobre a sequência técnica fundamental da operação de
Whipple clássica, segundo os princípios descritos nos tratados
médicos.
Os principais tempos operatórios da duodenopancreatectomia
cefálica são
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Na sua enfermaria está um homem de 47 anos, trabalhador rural,
residente em região de criação de ovinos e cães. Ele procura
atendimento por desconforto progressivo em hipocôndrio direito
há aproximadamente 8 meses. Refere sensação de peso
abdominal, plenitude pós-prandial e fadiga inespecífica. Nega
febre, icterícia ou perda ponderal importante.
Relata contato frequente com cães de pastoreio e participação
habitual em atividades pecuárias. Nega hepatopatias prévias.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Afebril; Pressão
arterial: 126/78 mmHg; Frequência cardíaca: 76 bpm; Abdome
flácido; Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito; Discreta
dor à palpação profunda do hipocôndrio direito; Ausência de
sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 13,8 g/dL; Leucócitos:
8.200/mm³;
Eosinofilia
discreta;
Bilirrubinas
normais;
Transaminases normais.
Uma ultrassonografia evidencia lesão cística hepática de 11 cm
localizada nos segmentos V e VI, contendo múltiplas vesículas
internas e membranas destacadas. Não há dilatação das vias
biliares.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a melhor
sequência de propedêutica diagnóstica e tratamento, será
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Homem de 68 anos procura atendimento por icterícia progressiva
há três meses. Relata colúria intensa, hipocolia fecal, prurido
generalizado incapacitante e perda ponderal de 12 kg. Nega
episódios prévios de colelitíase ou pancreatite. Refere fadiga
importante, porém pouca dor abdominal.
Ao exame físico: Estado geral regular; Icterícia cutaneomucosa
(+++/4+); Escoriações cutâneas difusas pelo prurido; Frequência
cardíaca: 86 bpm; Pressão arterial: 128/78 mmHg; Abdome
flácido e indolor; Ausência de massa palpável; Vesícula biliar não
palpável.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total: 18,4 mg/dL; Bilirrubina
direta: 15,7 mg/dL; Fosfatase alcalina de 1.120 U/L; Gama-GT:
1.380 U/L; CA 19-9 elevado; Alfafetoproteína normal.
Uma ultrassonografia evidencia dilatação importante das vias
biliares intra-hepáticas, sem dilatação significativa do colédoco
distal.
A melhor sequência de propedêutica diagnóstica, para
classificação anatômica e tratamento potencialmente curativo,
será:
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