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Mulher de 25 anos, sem comorbidades, apresenta dor anal
intensa durante e após a evacuação, há 3 meses. O exame
proctológico mostra úlcera linear de bordos regulares com
exposição de fibras do esfíncter interno localizada em linha média
posterior. Observa-se ainda papila hipertrófica proximal e
presença de plicoma. A manometria anorretal mostra hipertonia
do esfíncter interno.
O seguinte mecanismo fisiopatológico explica a cronificação da
lesão e a resistência à cicatrização:
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Gestante de 32 anos, com 34 semanas de gestação, procura
atendimento de urgência por dor anal intensa e prolapso há 18
horas. Ao exame observam-se hemorroidas internas prolabadas,
irredutíveis, com edema acentuado e mucosa com alteração de
coloração sugestiva de comprometimento vascular incipiente.
Não há sinais de necrose franca. A paciente encontra-se com
sinais
vitais
normais
e sem contrações uterinas.
A conduta correta nesse caso é
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Paciente de 67 anos, sexo masculino, procura o pronto-socorro
com icterícia progressiva há três semanas, colúria, perda
ponderal de 12 kg nos últimos três meses, anorexia e dor
contínua em região epigástrica irradiada para o dorso. Ao exame
físico, apresenta icterícia cutaneomucosa, frequência cardíaca de
96 bpm, pressão arterial de 118 × 72 mmHg e vesícula biliar
palpável, indolor. Os exames laboratoriais demonstram:
bilirrubina total 12,4 mg/dL, bilirrubina direta 10,2 mg/dL,
fosfatase alcalina 842 U/L, gama-glutamiltransferase 1.186 U/L,
AST 168 U/L, ALT 194 U/L, CA 19-9 986 U/mL e CEA 9,2 ng/mL. A
tomografia computadorizada de abdome com contraste
evidencia massa sólida hipoatenuante de 3,8 cm na cabeça do
pâncreas, causando dilatação simultânea do colédoco e do ducto
pancreático principal (sinal do duplo ducto), sem evidências de
metástases hepáticas ou pulmonares.
O próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica
desse paciente é
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Paciente de 58 anos, sexo feminino, procura o pronto-socorro
com dor intensa em hipocôndrio direito há dois dias, associada à
febre, calafrios, náuseas, vômitos, colúria e icterícia progressiva.
Ao exame físico, apresenta febre de 38,9 °C, frequência cardíaca
de 112 bpm, pressão arterial de 102 × 64 mmHg, dor à palpação
do hipocôndrio direito e sinal de Murphy negativo. Os exames
laboratoriais demonstram hemoglobina 12,5 g/dL, leucócitos
18.600/mm³, proteína C-reativa 232 mg/L, bilirrubina total 8,2
mg/dL, bilirrubina direta 6,8 mg/dL, fosfatase alcalina 694 U/L,
gama-glutamiltransferase 948 U/L, AST 184 U/L, ALT 208 U/L,
creatinina 0,9 mg/dL e lactato 1,6 mmol/L.
A colangiorressonância evidencia cálculo único de 12 mm
impactado no colédoco distal, dilatação das vias biliares intra e
extra-hepáticas e vesícula biliar com múltiplos cálculos.
A conduta inicial mais apropriada para essa paciente é
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Paciente de 17 anos, sexo masculino, procura o pronto-socorro
com dor abdominal iniciada há 72 horas em região periumbilical,
migrando posteriormente para a fossa ilíaca direita. Evoluiu com
febre de 39,1 °C, náuseas, vômitos, anorexia e piora progressiva
da dor. Ao exame físico apresenta dor à palpação da fossa ilíaca
direita, defesa muscular localizada e dor à descompressão brusca.
Os exames laboratoriais demonstram leucocitose de 19.800/mm³
com desvio à esquerda e proteína C-reativa de 28 mg/L.
A hipótese diagnóstica mais provável é
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Paciente de 45 anos, sexo masculino, procura atendimento com
história de desconforto epigástrico há cerca de oito meses,
associado à plenitude pós-prandial e episódios ocasionais de
melena. Refere perda ponderal discreta de 3 Kg no período. Nega
uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico
apresenta discreta palidez cutaneomucosa, sem massas
abdominais palpáveis. Os exames laboratoriais demonstram
anemia ferropriva leve. A endoscopia digestiva alta evidencia
espessamento difuso de pregas no antro e corpo gástricos,
associado a lesões ulceradas superficiais multifocais com aspecto
infiltrativo de baixo relevo.
A hipótese diagnóstica mais provável é
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Paciente de 16 anos, sexo feminino, procura atendimento por
episódios intermitentes de sangramento nas fezes há cerca de
seis meses. Nega dor abdominal, diarreia, perda ponderal ou
alteração do hábito intestinal. Refere que os episódios não
apresentam relação com o ciclo menstrual. Os exames
laboratoriais demonstram anemia ferropriva discreta e ferritina
reduzida. Durante a anamnese informa que sua mãe foi
submetida à colectomia aos 34 anos e que sua irmã, aos 22 anos,
também necessitou de cirurgia colorretal após investigação
endoscópica. Questionada, refere não saber qual era a doença
dessas familiares, apenas que ambas realizavam colonoscopias
frequentes desde a adolescência. Ao exame físico observam-se
pequenas lesões nodulares endurecidas na mandíbula,
previamente consideradas benignas em avaliação odontológica
previamente diagnosticadas como osteomas mandibulares.
A seguinte alteração molecular está mais provavelmente
associada à síndrome sugerida pelo quadro clínico:
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Paciente de 50 anos, sexo masculino, procura o pronto-socorro
com dor epigástrica intensa irradiada para o dorso, associada a
náuseas e vômitos há cerca de 24 horas. Relata episódios
semelhantes nos últimos meses, sempre de menor intensidade. É
portador de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial
sistêmica e dislipidemia, em uso regular de Metformina,
Empagliflozina, Losartana e Rosuvastatina. Nega etilismo e
apresenta ultrassonografia abdominal sem evidências de
colelitíase, coledocolitíase ou dilatação das vias biliares. Os
exames laboratoriais demonstram lipase elevada, amilase
discretamente aumentada e triglicerídeos dentro da faixa de
normalidade. A tomografia computadorizada evidencia sinais de
pancreatite aguda e tecido pancreático circundando a segunda
porção do duodeno, associado à dilatação do estômago e da
primeira porção duodenal.
A alteração embriológica que explica os achados clínicos e
tomográficos apresentados reside no fato de que o quadro
decorre de
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Paciente de 25 anos, sexo feminino, procura consulta por
preocupação com seu risco de desenvolver câncer. Relata que
seu pai foi submetido a colectomia por câncer colorretal aos 35
anos. Refere ainda que seu irmão, de 31 anos, encontra-se
internado após cirurgia de urgência por obstrução intestinal
secundária a neoplasia colorretal. Nega dor abdominal, alteração
do hábito intestinal, perda ponderal ou sangramento digestivo. A
paciente informa ainda que uma tia paterna foi diagnosticada
com câncer de endométrio aos 46 anos.
Considerando o quadro clínico, assinale a afirmativa correta a
respeito da principal hipótese diagnóstica e da conduta mais
adequada nesse momento.
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Paciente de 56 anos, sexo masculino, procura atendimento com
dor abdominal intensa de início súbito, localizada no epigástrio,
irradiada para o dorso, associada a náuseas e vômitos
persistentes há 12 horas. Relata episódios semelhantes de menor
intensidade nos últimos meses, principalmente após refeições
volumosas. Refere consumo frequente de bebidas alcoólicas aos
fins de semanas, socialmente (1-2 latas de cerveja).
Ao exame físico, apresenta dor à palpação do andar superior do
abdome, sem sinais de irritação peritoneal. Apresenta também
obesidade central importante, com circunferência abdominal de
108 cm e membros superiores e inferiores proporcionalmente
delgados. A ultrassonografia abdominal evidencia vesícula biliar
sem cálculos, vias biliares de calibre habitual e ausência de
dilatação do colédoco. Os exames laboratoriais mostram
leucocitose discreta, lipase elevada e amilase sérica apenas
discretamente elevada.
Considerando o quadro clínico, em relação à hipótese etiológica
mais provável e ao exame complementar a ser solicitado
prioritariamente para a confirmação da causa da pancreatite,
assinale a afirmativa correta.
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